Wednesday, December 27, 2006


ENTREVISTA
Muniz Sodré: questão racial deve ser vista sem subterfúgios

O professor da Escola de Comunicação da UFRJ Muniz Sodré, presidente da Biblioteca Nacional, diz que o Brasil não é dividido por linhas raciais, mas afirma que existe um mal-estar da raça, que não é um problema brasileiro, mas da civilização do Ocidente, onde se trabalha bem com razão e sentido, categorias ligadas à escrita, mas se trabalha mal com a questão do território: o território da pele clara precisaria ser preservado de uma invasão por pessoas de pele escura. Muniz Sodré pede que a questão racial seja vista de frente na mídia, sem subterfúgios:
– Quando a questão racial é levantada, imediatamente se forma uma reação, em jornais, que não é aberta, mas consiste em dizer "Meu Deus, que conversa é essa, é um papo racista dizer que tem separação entre negros e brancos no Brasil". Tem separação. Não tem é segregação, como houve na África do Sul e nos Estados Unidos.

Eis a entrevista do presidente da Biblioteca Nacional.
Qual é sua percepção da emergência recente da questão do negro no Brasil?
Muniz Sodré – Os sociólogos, os antropólogos, os analistas da sociedade brasileira, de modo geral, sempre levantaram que a grande questão social do Brasil é a terra. E realmente a terra, desde o início do século, tem mobilizado o pensamento social, tem ensejado movimentos de protesto. Mas de quinze anos para cá a questão racial se tornou também uma questão social de primeiro plano. Não porque o país seja dividido por questões raciais. Eu realmente não acredito, e estou de acordo com os que dizem isso. Mas a raça é um mal-estar. Ela causa mal-estar porque nunca foi resolvida, efetivamente, em lugar nenhum. Os Estados Unidos, por exemplo, guetificaram a questão da raça. Os negros adquiriram direitos, mas eles estão "em seu lugar". Mas os imigrantes, também. O grego está ali, é uma sociedade quadricularizada. Cada um com direitos, mas divididos, separados.
Qual seria a peculiaridade brasileira?
M.S. – O que sempre se falou e se elogiou aqui no Brasil é que não havia essa divisão, por causa da miscigenação. Mas a miscigenação, que é biológica, portanto é o cruzamento de fenotipias diferentes, de gente de cor diferente, não significa necessariamente o entrecruzamento cultural. Existe até a miscigenação de culturas, existe um sincretismo cultural. Mas esse sincretismo do fenômeno cultural não é o sincretismo das cores na pele. Porque a cor da pele é um mal-estar para a civilização do Ocidente, não é apenas do Brasil.

Em que o Ocidente avançou e onde se deteve?
M.S. – Todo o pensamento filosófico sofisticado, o pensamento alemão, europeu, de respeito à diferença, fala de um respeito intelectual. Diz assim: Eu admito o outro, o negro, o índio, admito o diferente de mim, e eu tenho que respeitá-lo, mas ele diz conceitualmente. O problema é quando o diferente se aproxima. É uma coisa mais prática, mais comezinha.
Todo o ódio racista, em países como a Alemanha, ou quando aparece em outros países europeus, não é pelo diferente, em si mesmo. É pela multiplicação desses diferentes se aproximando. O problema com os turcos: é porque tem muito turco. E não é nem porque dispute o mercado de trabalho. Só na cabeça do racista é que disputa o mercado de trabalho. Em geral eles realizam tarefas subalternas, que os próprios nacionais não querem fazer. O problema é a multiplicação dessa outra cor, dessa cor escura, que imaginariamente divide o lugar de onde o sujeito fala. E esse mal-estar não é muito bem resolvido porque o Ocidente pode pensar bem a razão, o sentido, que são categorias no Ocidente ligadas à escrita, mas pensa mal a questão do território, pensa mal a questão da proximidade. Só entende território como fronteiras, quando os territórios não são apenas físicos nem se definem apenas por fronteiras. Os territórios podem ser também emocionais, corporais. É a territorialidade da cor branca, da pele branca, que tem um problema com a territorialidade da outra cor.

Não dá para trabalhar apenas com conceitos socioeconômicos.
M.S. – Reduzir essa questão cultural funda da diferença a classe social, portanto a questão econômica, é não querer efetivamente enxergar o fenômeno, é não querer ver a profundidade do fenômeno. Por isso eu acho que, se está biologicamente provado, e está, realmente está, que a raça não existe, a única raça existente é a raça humana, a espécie humana é única – existem raças diferentes de cachorros, de animais, mas de gente só tem uma –, as cores são diferentes, a coloração da pele é diferente. Porque, dependendo do clima de onde cada um ficava, cada um precisava de maiores doses de melanina para se defender das radiações ultravioleta do sol. Quem tem menos melanina é branco, é claro, quem tem mais melanina é negro. A raça é única. Então, não há raça. Mas o que eu digo é o seguinte: se não há raça, existe a relação racial. É uma relação social construída por aqueles que vivem no imaginário de que as raças existem e de que cada raça tem características, uma pode ser superior às outras. Essa relação racial atravessa também a sociedade brasileira. E ela não pode ser tocada com argumentos econômicos, nem com argumentos puramente sociológicos, porque ela envolve a totalidade do existir. Ela é psicológica, é psíquica, portanto, é inconsciente, e também é, claro, econômica, social.
E no fundo a diferença de cor é uma vantagem patrimonial, num país patrimonialista. Aquele que já nasce com uma cor clara pode ser pobre, mas ele tem uma vantagem patrimonial, porque sabe que não será excluído por aquilo. É o descendente de africanos, descendente de escravos, são os afro-descendentes que carregam, além da condição de cidadania de segunda classe, essa dificuldade inerente à própria cor, que só pode saber, às vezes, ou quem tem empatia, simpatia, ou quem tem aquela cor. Para quem está de fora é difícil saber, porque as fronteiras do preconceito são sutis, são tênues.

Em que terreno deve ser travada a luta contra a desvalorização do negro?
M.S. – Esse problema tem que ser enfrentado não com partido político. Não adianta para isso. Nem com radicalismos, que também não adiantam. Nem com guerra, nem enfrentamento de ódios, é realmente uma divisão pela raça que nós devemos afastar da sociedade brasileira. Não é esse tipo de enfrentamento. Mas nós devemos olhar de frente a questão. Reconhecer que ela existe, que ela é real. E só assim podemos contribuir para superá-la.

De que maneira?
M.S. – Eu diria que com instrumentos da própria cultura do povo, o amor, a alegria, a ironia objetiva e coletiva das massas, e com políticas culturais de valorização do que vem da cultura negra, que ajudou a construir este país. É daí, é a partir dessas raízes que nós podemos dar fio terra para as antenas de aproximação real das diferenças, e não aproximação na cabeça, no livro, não aproximação puramente intelectual, não aproximação de papel.

Como o senhor vê o tratamento dado à questão na mídia?
M.S. – Quando a questão racial é levantada, imediatamente se forma uma reação, em jornais, que não é aberta, mas consiste em dizer "Meu Deus, que conversa é essa, é um papo racista dizer que tem separação entre negros e brancos no Brasil". Tem separação. Não tem segregação. Não tem, como tinha o apartheid africano, ou a segregação como houve nos Estados Unidos, mas existe uma separação dominadora em que aquele que tem o patrimônio da pele clara considera a pele clara como se fosse o paradigma por excelência do ser humano. Isso só pode ser vencido, só pode ser ultrapassado culturalmente. Cultura, eu digo, visceralmente, fundo, incluindo o trabalho psíquico, o trabalho psicológico, e o trabalho educacional.
Extraído do : http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=4&id={1211B1D1-1834-4487-BB70-88863FC6EABC}

Tuesday, December 26, 2006

Aí sim é democracia
Projeto que prevê plebiscitos sobre reeleição e fim do voto obrigatório é aprovado
Data ainda será determinada pelo TSE, falta fim da obrigatoriedade do alistamento militar....

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá realizar, durante as eleições municipais ou em data que achar conveniente, plebiscito para consultar a população sobre o fim do voto eleitoral obrigatório, a adoção do financiamento público de campanha e a reeleição dos chefes do Poder Executivo. É o que prevê o substitutivo ao Projeto de Decreto Legislativo 1.494/04, aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (20).
- Se o Congresso não consegue decidir nas propostas que dizem respeito a estes temas, vamos devolvê-las à população para que se pronuncie - disse o autor da proposta, senador Gerson Camata (PMDB-ES)
A data para a consulta será fixada de acordo com decisão do TSE, mas será obrigatoriamente definida em no máximo um ano após a aprovação da matéria. Outro tema proposto para a consulta pelo relator, senador Jefferson Péres (PDT-AM) - a redução da maioridade penal - não obteve consenso entre os parlamentares e, por esse motivo, será analisado por meio de destaque durante a votação em Plenário, que ocorrerá somente na próxima legislatura.
A proposta original era mais extensa e previa a consulta para temas como a legalização do aborto, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e o fim do serviço militar obrigatório. Péres havia acrescentado ainda o questionamento sobre a recriação do estado da Guanabara, com o desmembramento do município do Rio de Janeiro do estado homônimo. Itens polêmicos, todos foram retirados da proposta. O senador destacou, entretanto, que o resultado da consulta não é auto-aplicável e depende de projeto aprovado.
- O Congresso deveria ouvir mais a população por meio desse instrumento - analisou. Com informações da Agência Senado

Wednesday, December 20, 2006


"R$ 380,00 é muito"
Para o ministro do Planejamento Guido Mantega, esse valor é "inviável" , "não há dinheiro para tanto...blá blá, blá"
Acredito que o povo vai ter que s e contentar com os R$ 367,00 ..NOOOOssa!!!... O que me intriga é o seguinte:
R$ 24 mil mais benefício não é um salário inviável???? Ainda há condições do Congresso Nacional votar seu próprio aumento em 2007?? Sim, há!!!. Mas me contento por enquanto com o adiamento... por enquanto. Estamos de olhos e orelhas alertas. Os colarinhos brancos nem queiram nos enganar desta vez
Vamos à notícia:
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e os líderes partidários tentaram por cerca de três horas, mas não conseguiram chegar a um acordo sobre o reajuste salarial de parlamentares.
Ao sair da reunião, o presidente da Câmara anunciou que colocará em votação os seguintes itens: o fim da verba indenizatória de R$ 15 mil para despesas como combustível, aluguel de escritório e alimentação; extinção dos 14º e 15º salários pagos no início e final de cada ano; e por fim propostas de reajuste salarial para a próxima legislatura, ou seja em 2007.
Durante a reunião, a maioria dos líderes defendeu que as votações sobre remuneração fiquem para o próximo ano, com o novo Congresso. "Como houve polêmica sobre o procedimento se a votação ocorreria nesta ou na próxima legislatura, vou submter a decisão ao plenário", disse Aldo. Entretanto, ele deixou aberta a possibilidade dos líderes retirarem as matérias da pauta de votação. Com informações da Radiobras
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Ok, ok. Sem fazer apologia à violência, mas depois de tudo que passamos ( e impedimos) nestes últimos dias, não querem que uma miserável desesperada saia do interior da Bahia com uma peixeira na mão para atacar um dos símbolos do coronelismo e do desrespeito aos ...miseráveis e desesperados...??? Cada governante tem o povo que merece> Façamos nós, o povo, por merecer os nossos direitos

Tuesday, December 19, 2006

Direito de aprender

Estudo do UNICEF e MEC revela chave do sucesso de 33 escolas públicas brasileiras

Publicação lançada hoje em Brasília deve apoiar melhoria da educação em todo o Brasil

UNICEF, Ministério da Educação e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançaram hoje, 19 de dezembro, o estudo Aprova Brasil, o direito de aprender. Baseado nos resultados da avaliação Prova Brasil, o estudo analisa os motivos que levaram ao bom desempenho dos alunos de 4ª e 8ª séries em 33 escolas de Ensino Fundamental em todo o País.
O estudo inédito selecionou as escolas levando em consideração o desempenho dos alunos na Prova Brasil e o perfil socioeconômico dos municípios onde as escolas estão inseridas, em 14 Estados e no Distrito Federal.
Foram os próprios meninos e meninas que apresentaram as escolas e suas comunidades aos pesquisadores. O estudo busca mostrar as experiências pedagógicas comuns que mais contribuíram para que cada criança pudesse exercer o seu direito fundamental a aprender.
Aqui o Programa Aprova Brasil
http://www.unicef.org/brazil/finalaprovabrz.pdf
já é alguma coisa, espero....
Escolas visitadas
Amazonas
Caruari – E. Firmino Bastos
Fonte Boa – E.E. Armando Mendes
S. Paulo de Olivença – E.E. Profa. Nilce Rocha Coelho
Uarini – E.E. Hermano Stradelle
Bahia
Mucugê – C.E. Horácio de Matos
Salvador – E. Primeiro de Maio
Ceará
Barbalha – E.E.F. Maria Alacoque Bezerra de Figueiredo
Nova Russas – E.P.G. Mariano Rodrigues da Costa
Distrito Federal
Guará – CED 03
Goiás
Posse – C.M. Castro Alves
Maranhão
Esperantinópolis – E.E. Cláudio Carneiro
Minas Gerais
Conselheiro Lafaiete – E.M. Prof. Doriol Beato
Desterro do Melo – E.M. Profa. Tita Tafuri
Itabirito – E.M. José Ferreira Bastos
São Brás do Suaçuí – E.M. Des. Aprígio Ribeiro Oliveira
Mato Grosso do Sul
Aquidauna – E.E. Cel. Antônio Trindade
Dourados – E.M. Profa. Efantina de Quadros
Pará
Vigia – E.M.E.F. Prof. Cândido Vilhena
Piauí
Teresina – E.M. Casa Meio Norte
Paraná
Diamante do Sul – E.M.I.E.F. Edirce Neneve Carvalho
Ibema – E.M.E.F. Getúlio Vargas
Prudentópolis – E.E.E.F. Cristóforo Myskiv
Rio de Janeiro
Duque de Caxias – E.M. Profa. Wanda Gomes Soares
Natividade – C.E. Flávio Ribeiro de Rezende
Nova Friburgo – CIEP 123 Glauber Rocha
Rio de Janeiro – E.M. Madrid
Rio de Janeiro – E.M. Minas Gerais
Trajano de Morais – CIEP 279 Guiomar G. Neves
Rio Grande do Sul
Charrua – E.E.E.F. Inglês de Souza
São Paulo
Barra do Chapéu – Profa. Leonor Mendes de Barros
Itatinga – E.M.E.F. P. Marygnez Maurício Oliveira
Sertãozinho – E.M. Prof. José Negri
Tocantins
Tocantinópolis – E.E. XV de Novembro
Feminicídio no Brasil
Estado de Pernambuco registrou um número alarmante de 291 mulheres mortas no ano de 2006. O estado apresenta as maiores taxas de assassinatos no país

O Fórum de Mulheres de Pernambuco (uma articulação de entidades, ONGs, grupos populares, sindicatos, secretárias de partidos políticos, núcleos universitários e feministas autônomas) criou um Observatório de Violência, que compila dados oficiais e dados veiculados nos meios de comunicação.
Na mesma linha, a organização não-governamental SOS Corpo passou a montar seu próprio banco de dados, trabalhando com números da imprensa e da Secretaria de Defesa Social do estado.
Um estudo desenvolvido pelo repórter Aureliano Biancarelli, realizado pelo Instituto Patrícia Galvão em pareceria com o SOS Corpo, apoiado pela Fundação Ford denuncia a situação do feminicídio em Pernambuco, Brasil.
O escritório regional do UNIFEM para a sub-região que compreende o Brasil e os países do Cone Sul tem apoiado o pedido destas organizações que trabalham contra a violência contra a mulher. Para a diretora regional do UNIFEM, Srª Ana Falú: “A situação do feminicídio em Pernambuco apavora. Num país continental como esse, uma rede de inúmeras organizações não-governamentais faz um trabalho de formiguinha, apoiando, orientando e empoderando as mulheres, para que lutem contra a imposição cultural e encontrem soluções para as situações violentas”. Ela completa: “o governo define leis como a Lei Maria da Penha, mais a violência é ainda um flagelo complexo que demanda ações intersetoriais, e políticas públicas com recursos e ações a todos os níveis, federal e local ”. Com informações da ONU
Derrubaram/ Derrubamos!!!!!!
Cancelado megareajuste dos parlamentares
STF rejeita ação do PPS e cancela aumento vergonhoso
Supremo advertiu que aumento só pode ser dado por meio de decreto específico
Antes da decisão, presidente da Câmara, Aldo Rebelo, havia afirmado que, qualquer que fosse o resultado, ele seria respeitado, como ocorre em relação a todas as decisões judiciais. Mas é lóoooooogico POH!!! Conseguimos pessoal, foi nossa indignação que ecoou até eles!
A reportagem:
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por seis votos a quatro, uma ação protocolada nesta segunda-feira pelo PPS pedindo a suspensão do decreto legislativo 444, que serviu de base para a aprovação do reajuste de 90,7% no salário dos parlamentares. No entanto, o STF aprovou uma declaração segundo a qual o reajuste só pode ser concedido por meio de um decreto legislativo, que precisa ser votado pelos plenários da Câmara e do Senado.
Inicialmente, seis ministros já tinham concedido a liminar para suspender o decreto e, conseqüentemente, o reajuste dos parlamentares. A reviravolta aconteceu após o voto do ministro Marco Aurélio Mello, que observou que o decreto legislativo 444 caducou em 2003, quando foi publicada a emenda 41, que instituiu a reforma do Judiciário.
Os ministros Cezar Peluso e Joaquim Barbosa, que tinham votado inicialmente pela suspensão do decreto voltaram atrás. Em seguida, Gilmar Mendes, Sepúlveda Pertence, e a presidente do STF, Ellen Gracie seguiram o voto de Marco Aurélio. Assim, a ação do PPS foi arquivada, e o reajuste dos parlamentares anulado, por se basear em decreto "caduco".
No entanto, apesar de rejeitar a liminar por razões técnicas, o STF advertiu o Congresso de que esse aumento para parlamentares somente pode ser dado por meio de um decreto legislativo específico sobre esse tema.
Antes da decisão final, quatro ministros do STF já tinham votado contra o reajuste e mantiveram seus votos. Entre eles, estava o relator do caso, ministro Carlos Ayres de Brito. Eles votaram pela concessão de liminar - decisão provisória - contra o aumento, conforme pedira o PPS anteriormente. Com informações da Agência Câmara e Estadão
Esse grito foi nosso!!!!!!!!!Vamos que vamos, alertas sempre!!

Monday, December 18, 2006



Qual é "Seu" Aldo Rebello??????
Não vai ficar assim não Vossa Excelência! Nós , o povo, estamos acordados, infelizes cavalheiros...
Enquanto cerca de mil trabalhadores de diversas categorias, entre agricultores, metalúrgicos e bancários, além de aposentados, participaram em Brasília da 3ª Marcha Nacional pela Valorização do Salário Mínimo, o presidente da Câmara Federal vem com essa agora: que "foi uma decisão entre líderes manter o aumento salarial dos deputados..." ??? Conta outra!

CUT colhe em todo o país assinaturas contra aumento para parlamentares Irene Lôbo Repórter da Agência Brasil

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizou hoje (18), em todo o país, ato público para a coleta de assinaturas contra o aumento de 90,7% autoconcedido pelos deputados federais na última semana. Na última sexta-feira (15), a entidade entrou com ação popular junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) contra o aumento. Em cima de um carro de som, microfone nas mãos, o secretário de Imprensa da CUT do Distrito Federal, Cícero Rôla, pedia às pessoas que passavam pela rodoviária, na região central de Brasília, que parassem um minuto para deixarem suas assinaturas. Na última quinta-feira (14), um grupo de deputados e senadores fechou um acordo aumentndo os subsídios parlamentares de R$ 12,8 mil para 24,5 mil, a partir do dia 1º de fevereiro. “Nenhum trabalhador brasileiro teve nesse período nenhum reajuste acima de 5%. Nós estamos lutando pelo aumento do salário mínimo para R$ 420, ou seja, aumentar 20% do salário mínimo”, disse Cícero.
Para a CUT, o aumento dos parlamentares, no nível em que está, representará menos dinheiro para a educação, saúde e para um salário mínimo digno. De acordo com o diretor da CUT-DF, Roberto Miguel, em apenas uma hora foram colhidas mais de cinco mil assinaturas somente em Brasília. O serralheiro José Silva, de 35 anos, um dos que firmaram o abaixo-assinado contra o reajuste de 90,7% para os parlamentares, considerou o aumento uma falta de respeito com o povo. “Eu acho uma vergonha, uma falta de respeito com o povo brasileiro. Falta de vergonha mesmo. É um bom presente de natal para eles”. Indignado, o auxiliar administrativo Wagner Ribeiro, de 41 anos, lembrou que, além dos salários os deputados e senadores, têm inúmeras regalias, como o auxílio combustível. “É complicado.
O povo está vendendo o almoço para comprar a janta. E muitos deles eu acho que nem merecem salário porque são empresários, mas eles estão lutando para que aumente o salário, e os que dizem que não querem estão fazendo demagogia, porque no fundo todo mundo pega”, afirmou Ribeiro. A dona de casa Tânia Maria Pereira, de 43 anos, mandou um recado aos parlamentares: “Para eles tomarem vergonha na cara, e ver que eles não são os donos do mundo. Eles estão lá graças à população aqui fora, a população que eles massacram, com a qual eles fazem o que bem querem. É isso que eu acho”.
Enquanto isso, a doméstica Vanaide Amorim Lisboa, de 24 anos, uma filha de menos de um ano de idade no colo, comparava seus salário de R$ 500 com os R$ 24 mil que querem ganhar os deputados e senadores. “É muita diferença, né?”, concluiu. Amanhã (19), às 9 horas, a CUT fará um ato de protesto em frente ao Congresso Nacional. Os trabalhadores vão levar até o local uma garrafa de quatro metros de altura com óleo de peroba dentro. “A idéia é construirmos uma garrafa de óleo de peroba bem grande, para que a gente possa, simbolicamente, evidentemente, esfregar na cara dos caras de pau que concederam esse reajuste”, explicou Cícero Rôla.
Na quarta-feira (20), a manifestação será no aeroporto de Brasília, como uma forma de recepcionar os parlamentares recém-chegados de seus estados. O Partido Popular Socialista (PPS) protocolou hoje (18) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o aumento dos deputados. Segundo o documento do partido, a despesa extra com o aumento de salário do poder legislativo federal, estadual e municipal pode custar R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos por ano.
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PPS protocola ação contra reajuste de 91% para parlamentares
Partidos políticos começam a se movimentar contra o reajuste de salário dos parlamentares, aprovado na semana passada pelos presidentes da Câmara e do Senado e pelas lideranças partidárias. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), protocolou hoje (18) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o aumento. Líderes do PSDB e do PV declararam também a intenção de entrar no STF com um mandado de segurança contra o mesmo aumento.
De acordo com o documento protocolado no STF, o efeito cascata do aumento dos parlamentares, que pode atingir também as assembléias estaduais e as câmaras de vereadores, significaria um custo adicional de R$ 1,66 bilhão por ano aos cofres públicos.
O PPS pede, na Adin, a impugnação do decreto legislativo que permitiu o reajuste dos parlamentares. O decreto, de 2002, determina a equiparação da remuneração de deputados e senadores com a dos ministros do STF e havia permanecido sem aplicação desde então. A decisão da mesa diretora das duas casas tomada na semana passada recupera o decreto e aumenta de R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil o salário de parlamentares a partir de 1º de fevereiro, quando começa a próxima legislatura.
Segundo Freire, a medida fere o artigo 37 da Constituição, que proíbe a vinculação ou equiparação de remuneração no serviço público, e o artigo 169, que estabelece como requisito para a concessão de aumento de remuneração a prévia dotação orçamentária suficiente e a autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
“A Adin é o remédio apropriado, não apenas para a imoralidade de hoje, mas para evitar que ocorram, no futuro, outras imoralidades. Estou querendo declarar pelo STF que qualquer aumento de deputado, daqui para a frente, inclusive esse, só possa ser feito em virtude de lei, por força de lei, votando em plenário e não por ato da mesa”, explicou o deputado.
O partido ainda pede, por meio de medida cautelar, a suspensão imediata do decreto legislativo de 2002, já que a demora no julgamento da Adin pode causar “grave lesão ao erário da Fazenda Pública”.
“O que está se discutindo é que esse aumento tem de ser com toda a transparência e, no caso do poder Legislativo, que seja votado em plenário e, mais do que isso, que tenha razoabilidade, não seja imoral. No caso da proposta que o PPS defende para o reajuste de subsídio, é aplicar os índices inflacionários”, disse Roberto Freire.
Além da medida cautelar, o PPS pede que o Congresso Nacional seja notificado para prestar as informações necessárias no prazo de cinco dias e que o advogado-geral da União, ministro Álvaro Ribeiro Costa, e o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, sejam ouvidos no prazo de três dias.''
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Deputado baiano deve apresentar projeto contrário ao reajuste salarial

O aumento de mais de 90% a parlamentares provocou reações contrárias dentro do próprio Congresso. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) disse que pretende entrar com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) contra o aumento de cerca de R$ 12 mil para R$ 24.500,00. O projeto, segundo ele, busca revogar a decisão das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado e fixar um critério para reajuste.“Como deputado, posso votar. Essa é uma matéria que a Mesa e os líderes não podem decidir sem minha apreciação. É decreto legislativo tem que ser submetido ao colegiado”, disse Pinheiro. Uma das justificativas para o aumento foi equiparar o salário do Legislativo com o Judiciário, que na opinião do parlamentar baiano, não é correto.“Primeiro que salário de agente político não pode ser comparado a salário de agente público. Juiz tem carreira, deputado tem mandato."Pinheiro disse que vai conversar com a bancada de seu partido, mas que independente de apoio vai apresentar o projeto. Para ser aprovado, ele precisa ser apreciado pelos deputados e senadores. No entanto, a previsão é a de que o Congresso encerre as atividades ainda esta semana após votação do Orçamento.Contrário ao reajuste, o PPS também entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal para evitar o aumento. Além disso, um grupo de deputados também deverá entrar com mandado de segurança do supremo para impedir o reajuste esta tarde.
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Aumento de parlamentares foi "canetaço" que provoca indignação, diz secretário da OAB
O secretário geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ercílio Bezerra, disse que "indignação" é a palavra mais correta para o aumento dos vencimentos de deputados e senadores. Na última quinta-feira (14), eles elevaram seus salários para R$ 24,5 mil, um reajuste de 90,7%.
Em entrevista hoje (16) à Rádio Nacional, Bezerra afirmou que a medida, “tomada com a complacência dos presidentes da Câmara e do Senado, foi um canetaço, uma certidão negativa e uma brecha para que os Executivos municipais sigam o mesmo caminho”.
Segundo ele, o reajuste aprovado esta semana significa uma correção salarial de mais de 200%, considerando os três últimos aumentos nos salários dos parlamentares.
"A única opção que vemos no momento é estimular a pressão popular, a movimentação dos segmentos organizados para tentar barrar esse abuso. É o caminho que temos para tentar evitar mais esse malefício que o Parlamento promove contra a sociedade brasileira, numa mostra de que perdeu o senso do limite", disse, acrescentando que a OAB deve tomar providências contra o reajuste.
“Porque não é admissível que uma classe receba um aumento exagerado como esse, um salário estratosférico, principalmente quando se vê a vergonha que foi o trabalho dessa última legislatura, desse parlamento, em meio a denúncias de sanguessugas e da existência de mensalão”.
Para o advogado, os parlamentares aporveitaram-se deste momento, que reúne os festejos de fim de ano e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro, e da "pouca memória do povo brasileiro" para aprovar o aumento salarial. "Tentou colocar isso aí [o reajuste], sabendo que em fevereiro temos novos parlamentares, novas posses, enfim, para que isso caia no esquecimento. E nós esperamos que a sociedade brasileira saiba dizer um não a tudo isso”.
Com informações da Radiobras
Maldito Congresso Nacional Vergonha Internacional Parte 2
A hora é agora

A vergonha atingiu também aqueles poucos parlamentares como Fernando Gabeira (PV - RJ) que se mostram digno de nosso voto. Quando leio os jornais de hoje e me deparo com o pedido de anulação junto ao STF ( Superior Tribunal Federal) do aumento por parte de alguns, continuo a sentir vergonha, mas ela diminui um pouco. E mais ainda quando assisto na TV, um senhor de 61 anos se acorrentar no Congresso Nacional em protesto que esta hora está prestando depoimento na polícia do Congresso....
Porém, é a nossa voz que ecoou até eles através da mídia. E nós não tomamos as ruas ainda para protestar contra a vergonha internacional. Com este aumento, os parlamentares brasileiros se transformam nos mais bem pagos do mundo, superando com folga os americanos, se acrescentados aos proventos os 15 salários, o auxílio-moradia, quatro passagens aéreas, verbas de correio, indenizatórias e outras mordomias.
Eu só quero uma coisa: que este aumento que eles " se deram" com o nosso dinheiro não seja levado adiante. Seja cancelado, "derrubado".
Já chega de um sorriso branco esmaltado, comprado por eles e pago por nós. Fiquemos atentos, e nos levantemos ! Nós temos uma geração adiante, nós já deixamos uma geração, nós já derrubamos uma ditadura militar. A vontade de não compactuar com mais essa roubalheira é nossa! Se um ex-funcionário público, o senhor William Carvalho, 61, se acorrentou no início da tarde desta segunda-feira, por cerca de 30 minutos, em frente ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros , você DEVE se pronunciar! Seja como for!
Daqui a pouco na íntegra, a entrevista de Aldo Rebelo sobre esta vergonhosa e infeliz questão sobre a qual me obrigo a escrever!
Segue e-mail e endereço do deputado Fernando Gabeira para apoio :
dep.fernandogabeira@camara.gov.br
http://www.gabeira.com.br
Endereço para correspondência:
Gabinete 332 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900

Sunday, December 17, 2006



TRISTEZA NACIONAL
Crianças e adolescentes pedem maior fiscalização sobre o programa de combate ao trabalho infantil

Primeiro que trabalho infantil nem deveria existir, mas vivemos em terras tupiniquins, na América Latina etc... Então vamos lá:
Aumentar a fiscalização sobre o cadastro do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) para identificar famílias que recebem o benefício indevidamente é um dos principais pontos da carta aberta à sociedade, divulgada durante o 2° Encontro de Crianças e Adolescentes Trabalhadores Domésticos do Recife – por um Brasil sem Trabalho Infantil Doméstico. Realizado nesse sábado (16), o evento reuniu cerca de 120 crianças e adolescentes, que discutiram estratégias para cobrar do poder público ações previstas no Plano Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil.
A carta reflete as preocupações e anseios dos participantes do encontro, a maior parte meninos e meninas que deixaram o trabalho em casas de famílias para ingressar no Peti. As sugestões farão parte do relatório final sobre o seminário, organizado pelo Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec).
Segundo o coordenador do Programa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Cendhec, Renato Pinto, a idéia é encaminhar o documento principalmente a autoridades municipais, mas também aos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Trabalho e Emprego, à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e ao Congresso Nacional.
De acordo com o coordenador, não há dados concretos sobre o número de famílias que recebem o benefício indevidamente na capital pernambucana. “As crianças e adolescentes colocaram isso muito com base no senso comum, na visão que eles têm do problema, ao verem em suas comunidades algumas pessoas recebendo os benefícios do programa sem precisar e outras que precisam sem ter acesso ao benefício”.
Renato Pinto disse que na carta as crianças e adolescentes também pedem a diversificação das atividades desenvolvidas durante a jornada ampliada, ou seja, no turno complementar ao da escola, como forma de prevenir o retorno ao trabalho infantil. A participação nessas atividades é uma das condições para que a família continue recebendo o benefício. “Não há variação das atividades, elas se resumem a desenho, conversa com orientadores nos núcleos. Para as crianças, isso é muito desestimulante, elas acham que deveria haver atividades mais lúdicas, ligadas ao lazer, ao esporte, à cultura”, destacou. Segundo ele, o governo federal repassa ao município um valor mensal de R$ 20 per capita para a promoção da jornada ampliada.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o trabalho infantil aumentou no país. Entre 2004 e 2005, o número de crianças e jovens que trabalhavam passou de 5,3 milhões para 5,45 milhões, sendo que mais de 43% concentram-se nos estados do Nordeste.
“Esses dados preocupam muito, é preciso, inclusive, ter uma visão de desenvolvimento regional para fazer com que o Nordeste consiga superar essas dificuldades”, defendeu o coordenador. O levantamento do IBGE também aponta o crescimento do trabalho infantil doméstico: em 2005, 404 mil crianças e adolescentes se encontravam nessa situação em todo o país, contra 403 mil em 2004. Com informações da Radiobras

Saturday, December 16, 2006


Maldito Congresso Nacional - Vergonha Internacional

Eu bem preferia não ter que dar certas notícias, mas...Salário de R$ 24 mil ao mês aos parlamentares que nós alimentamos é meio que demais... enfim faz parte. Faz parte quando se vive num país com 500 anos de corrupção na triste história que não é contada nas escolas

Caros leitores, a promiscuidade monetária não pára por aí. Além dos R$ 24 mil os deputados tem à sua disposição apartamento "funcional" carros oficiais, verbas de gabinete e outras coisitas "másss" que nós pagamos.
O que me envergonha perante outros povos não é só o fato de que entre sete países, o deputado brasileiro é o que mais ganha em comparação com o PIB per capita (o valor da riqueza nacional em dado ano dividido pelo total de habitantes). Somando salários, direitos e benefícios, nossos parlamentares federais recebem quase seis vezes mais do que o PIB per capita do nosso querido Brasil varonil .Nos Estados Unidos, recebem três vezes - MENOS. Também no Canadá, na Alemanha, no Reino Unido e em Portugal, o PIB per capita é mais alto do que o salário dos deputados. No Chile e no México, uma coisa praticamente bate com a outra. Na Inglaterra, 60 mil libras ao ano.
O que me envergonha é também ter que dar a noícia de que nenhuma CPI segue de maneira moralmente ética, pessoas são queimadas vibvas dentro de seus carros por dementes assasinos, a mãe que perde o filho vai presa e torturada ( alémd e perder o filho ainda é julgada e condenada pelas autiridades e pela imprensa antecipadamente) -vivemos numa democracia onde se é obrigado a votar e se alistar no Exército.... LIBERDADE???
Me envergonha ter que escrever certas notícias. Por isso, não me acomodo, vou encher o saco, vou incomodar e espero o mesmo de você que está lendo este monte de palavras meio que s em sentido, mas peço desculpas, estou revoltada! Mais que nunca..
Vou passar e-mail, vou entrar no site da Câmara onde tem o espaço para o internauta vou incomodar... ou pelo menos tentar , porque já estão em recesso parlamentar.
Alguém aí se atentou para o fato de que eles aprovaram o próprio aumento tão logo as eleições passaram e tão perto do Natal? .. Na carona, os deputados estaduais de 19 estados (AC, AM, AP, BA, CE, DF, GO, MA, MG, MS, PE, PI, PR, RJ, RS, SC, SP, SE e TO) já confirmaram que aplicarão o reajuste nos respectivos salários. Aproveitaram o embalo.
Mas estamos no Natal, um dos melhores anestésicos deste país que tem como salário mínimo R$ 350, 00 - isso mesmo - mas a partir do ano que vem também só... não adianta lamber os beiços - quando se quer passar incólume perante o povão que está na 25 de Março ou no Saara, ou nos tantos shoppings deste país contraindo dívidas que - por coincidência - muitos começarão (ou não) a pagar quando Vossa Excelência já terá ao seu dispor, no mínimo, os tais R$ 24 mil mais benefícios aprovoado por eles, pago por nós .
A menos que alguém, eu, teu vizinho, você mesmo - saia daí e faça alguma coisa. Porque aquela criança que está no semáforo descalça com a mão estendida esperando pela tua moeda não vai conseguir fazer mais nada...

Lista de deputados e sites para você incomodar - e tirar satisfações:
dep.aldorebelo@camara.gov.br
, dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br , dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
dep.miroteixeira@camara.gov.br , dep.sandrarosado@camara.gov.br
colbertmartins@camara.gov.br dep.bismarckmaia@camara.gov.br
dep.rodrigomaia@camara.gov.br , dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
dep.sandromabel@camara.gov.br , dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br , dep.inacioarruda@camara.gov.br
dep.carloswillian@camara.gov.br , dep.marioheringer@camara.gov.br
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br , demostenes.torres@senador.gov.br
efraim.morais@senador.gov.br , tiao.viana@senador.gov.br neysuassun@senador.gov.br
dep.beneditodelira@camara.gov.br ideli.salvatti@senadora.gov.br
SITE da Câmara Federal
www.camara.gov.br
SITE Senado
www.senado.gov.br
Aceito idéias e manifestações - nas ruas , de preferência. Não se deixe levar!!!!

Thursday, December 14, 2006

CUMPRA-SE
Íntegra da carta dos movimentos sociais entregue ao presidente Lula

Cerca de 30 entidades da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) entregaram uma carta com oito prioridades para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a íntegra do documento:

"Brasília, 13 de dezembro de 2006Excelentíssimo SenhorLuiz Inácio Lula da SilvaM.D. Presidente da República Federativa do BrasilPalácio do Planalto. Excelentíssimo Senhor,Vimos a sua presença, dezenas de movimentos sociais que representam amplas camadas de nosso povo, organizados no movimento sindical, popular, camponês, das mulheres, de jovens e estudantes, entre outros.
Vimos, em nome de milhares de militantes e milhões de trabalhadores e trabalhadoras organizados na nossa base, para apresentar algumas das propostas que temos discutido na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), tanto nos estados como em diversas plenárias nacionais. Esperamos que neste segundo mandato de seu governo, depois da manifestação inequívoca de que nosso povo votou por mudanças, ao longo dos próximos quatro anos, o país possa avançar no sentido da concretização das mudanças necessárias tão esperadas pelo povo.
A CMS, durante o ano de 2006, conjuntamente com outras forças sociais e populares, debateu a necessidade de um novo projeto de desenvolvimento para o país, que retire as amarras da dependência do capital internacional e financeiro, dos resquícios do neoliberalismo ainda presente na atual política econômica e, para isso, organize a produção e o Estado em benefício dos interesses da maioria da população.E não se trata de uma mera posição doutrinária, mas sim de elementos fundantes para um novo projeto de desenvolvimento para o país. Esperamos que seu governo possa tomar isso em conta, como parâmetros de médio e longo prazo. A partir das idéias e debates realizados em torno de um novo projeto para o país e, além disso, dos problemas urgentes que o nosso povo enfrenta, vimos a sua presença apresentar algumas propostas concretas para construir as mudanças necessárias:
01. Em relação à política econômica: crescimento com distribuição de renda e universalização dos serviços públicosDefendemos a necessidade de novos parâmetros para a política econômica, com a definição de metas de crescimento que contemplem pelo menos 5% ao ano, que tenha como centro de seus objetivos a distribuição de renda, a geração de empregos e a universalização dos serviços públicos de educação, saúde, transporte público, entre outros.Para isso é necessário mudar a política de juros, de câmbio e do superávit primário, utilizar os recursos públicos prioritariamente para investimentos sociais. Não podemos aceitar que nossos recursos ainda sejam destinados prioritariamente para pagamento de juros da dívida interna e externa.Entendemos que o governo tem a sua disposição diversas ferramentas para garantir a distribuição de renda e, para que isso ocorra, deve penalizar os setores que mais lucram na nossa economia. Também é necessário garantir valorização dos salários, em especial o salário mínimo, que de acordo com sua promessa, de 2002, deveria ter dobrado de poder compra real até 2006. Não podemos seguir o debate em torno do salário mínimo engessado pelos recursos do orçamento publico da União e por supostos déficits da Previdência. Lembramos que muitos governos estaduais já determinaram pagamentos superiores ao anunciado pelo governo federal. Por outro lado, esperamos também que os recursos da poupança nacional reunidos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal sejam utilizados para essa nova política, bem como a implementação da taxação de grandes fortunas.Precisamos massificar a reforma agrária, como uma medida de distribuição de renda, assim como a reforma urbana. E o governo precisa implementar, urgentemente, um programa nacional de geração de empregos, especialmente para as camadas mais jovens da classe trabalhadora. Afinal, apesar dos esforços, o desemprego atinge ainda mais de 18 milhões de brasileiros e brasileiras.
02. Desenvolvimento sustentávelO desenvolvimento econômico deve ser compatível com a defesa do meio ambiente. Devemos ter uma política que cada vez mais respeite e proteja os bens da natureza, a nossa biodiversidade, a água e os recursos naturais, que se constituem como um patrimônio de toda a sociedade. Temos uma obrigação com as gerações futuras, para a qual o Estado deve zelar.Não concordamos com a espoliação da madeira na Amazônia, que só atende aos interesses de empresas exportadoras.
Não concordamos com leilões de nossas reservas de petróleo, o que só interessa às empresas petrolíferas estrangeiras. Não concordamos com a privatização do acesso a água. E queremos que o governo assuma publicamente, inclusive nos organismos internacionais, o acesso a água como um direito humano fundamental de todo cidadão brasileiro e do planeta. Não podemos concordar com iniciativas que liberem ainda mais as sementes transgênicas, como inclusive a introdução da tecnologia do Terminator, que permite a esterilização das sementes (medida que foi barrada nas conferências da Organização das Nações Unidas).É necessário e urgente que o governo fiscalize a rotulagem de transgênicos, como prevê a legislação vigente, para que o povo saiba o que está comendo.
Não concordamos que recursos do BNDES sejam utilizados para financiar o monocultivo de eucaliptos, que só geram problemas ambientais. E somos solidários, sempre, com nossos irmãos quilombolas, povos indígenas e ambientalistas, que estão na vanguarda da defesa de nosso meio ambiente.
03. O direito à educaçãoSabemos dos esforços positivos que o governo tem tomado para o aumento de vagas nas universidades e com o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
Mas precisamos de uma política ainda mais ofensiva que busque persistentemente a universalização do acesso à educação em todos os níveis, em especial para as camadas mais pobres. Por isso, defendemos a ampliação de vagas pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) e que o governo também aumente as vagas nas universidades públicas, com bolsas de estudo para os estudantes pobres.
O governo deve patrocinar uma campanha imediata para erradicação do analfabetismo que ainda aflige 18 milhões de brasileiros adultos. E que se tome as iniciativas para melhorar as condições no ensino fundamental e médio.
04. Os direitos sociaisHá muitas especulações na imprensa e, ao mesmo tempo, claras manifestações de setores empresariais e de setores que participam da base governamental no Congresso, pressionando para que haja reformas na Previdência, nos direitos trabalhistas e sindicais, além de uma reforma tributária. Queremos lhe dizer, Sr. Presidente, que todos os movimentos sociais estão conscientes de quais interesses partem estas iniciativas e que, unitariamente, nos mobilizaremos para garantir que todos os direitos sociais sejam preservados e ampliados. Não podemos aceitar nenhum direito a menos para o nosso povo.Por outro lado, propomos que o governo aumente o volume de recursos do Orçamento e implemente urgentemente um programa nacional de moradias populares para amenizar a grave situação que atinge a mais de 7 milhões de famílias, em especial nas nossas grandes cidades, que nunca tiveram apoio para construir e ter sua moradia digna.
05. A situação da saúde pública.
O governo precisa tomar medidas urgentes para sanar os graves problemas do atendimento de saúde pública em nosso país, dentre eles priorizar a regulamentação da emenda constitucional nº 29. Precisamos fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde) para que de fato consiga dar atendimento digno a todas e todos brasileiros. É preciso ter um amplo programa de saúde preventiva, em especial nas nossas comunidades mais pobres. E recuperar o sistema hospitalar que está sucateado. O governo deve também tomar medidas no sentido de garantir o reconhecimento e validação do diploma dos estudantes da Elam (Escola Latino-Americana de Medicina).
06. Reforma PolíticaHá diversas iniciativas em torno de propostas de reforma do sistema político. Sem dúvida, o povo está muito cético sobre a natureza do atual sistema político, há muitas falhas no atual sistema de representação e organização partidária. As empresas aumentam cada vez mais sua influência sobre os partidos e os políticos eleitos. Por isso, defendemos uma reforma política que realmente represente maior democratização do sistema de poder e representação em todos os níveis, como partidário, Legislativo, Judiciário e Executivo. Precisamos criar mecanismos concretos para que o povo possa participar e decidir. Afinal, a nossa Constituição é clara: todo poder emana do povo. Esse debate precisar ser levado para toda sociedade e não ficar restrito aos corredores do Congresso.Nossos movimentos, em conjunto com a ABONG (Associação Brasileira de ONGs), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) têm propostas claras de democratização do sistema político brasileiro.
07. Democratizar o poderEstamos estarrecidos com o poder oligopólico e manipulador dos meios de comunicação de massa, cada vez mais concentrados, que agiram de forma despudorada assumindo candidaturas nas últimas eleições. Por isso, achamos que a democratização dos meios de comunicação social é condição fundamental para a democracia em nossa sociedade, e assim propomos:- que o governo cesse a repressão às rádios comunitárias, e ao contrário, crie mecanismos de apoio e estímulo à instalação de rádios e tv’s comunitárias;- que o governo crie uma rede pública de televisão, prevendo a ampla participação dos jornalistas e entidades da sociedade brasileira;- que a utilização das verbas públicas de publicidade também leve em consideração os veículos menores e mais democráticos;- que o governo se some à iniciativa da Telesur, filiando a Radiobrás.E ao mesmo tempo, é necessário que o governo crie novos mecanismos práticos para que entidades representativas da sociedade e da classe trabalhadora participem dos conselhos políticos econômicos que tomam decisões importantes para a sociedade brasileira. Assim, queremos a participação de nossos movimentos nos conselhos deliberativos:- das empresas estatais;- do Copom (Comitê de Política Monetária), que define a taxa de juros;- do conselho de biossegurança;- do CMN (Conselho Monetário Nacional);- das agencias de energia elétrica, telefonia e comunicação, de transportes etc;
08. A defesa da soberania nacional O modelo neoliberal defende e usa todos os mecanismos possíveis para quebrar os interesses nacionais, nossas fronteiras, nossos recursos naturais e nossa cultura. É necessário que o governo e a sociedade brasileira tenham uma atitude mais ativa em relação a defesa dos interesses nacionais, de todo o povo brasileiro. Por isso, conclamamos a que o governo brasileiro tenha uma postura de maior defesa de nossa Amazônia e sua biodiversidade. Apoiamos as iniciativas de fortalecimento e de maior integração política, econômica, social e cultural com os países e povos da América Latina. Somos contra acordos comerciais de “livre comércio” e de liberdade ao capital, como estão sendo gestados na OMC (Organização Mundial do Comércio), no tratado União Européia - Mercosul e com o governo de Israel.As reservas de petróleo são patrimônio de todo o povo e não podem ser leiloadas para exploração de empresas estrangeiras. Estaremos mobilizados para que a decisão judicial, que prevê a anulação do leilão de privatização da companhia Vale do Rio Doce, seja cumprido. A Vale do Rio Doce é um patrimônio de todo povo e não pode mais seguir sendo uma máquina de espoliação de nossos recursos naturais em prol de uma minoria de capitalistas e de banqueiros, sendo que 48% de suas ações já estão sob controle de estrangeiros. Apoiamos as medidas respeitosas à vontade popular da Bolívia, do Equador e de nossos povos irmãos para que a Petrobrás e o BNDES respeitem, em primeiro lugar, seus direitos.
É necessário que o governo apresente um plano de retirada das tropas brasileiras do Haiti e que se implemente em compensação um programa de desenvolvimento e de apoio econômico e social ao povo irmão do Haiti.
Senhor Presidente,Sabemos das dificuldades naturais que o governo enfrenta. Mas chegou a hora do governo fazer uma clara opção de priorizar em todas as suas medidas, seja da política econômica, da política internacional, enfim de cada um dos seus ministérios, a atenção para as camadas mais pobres de nossa população, que são ampla maioria e que foram seus eleitores. É necessário que o Estado seja um agente da justiça social.
O Estado precisa usar suas políticas para, em nome da sociedade, combater a pobreza, a desigualdade social e o desemprego, as três maiores chagas sociais que atingem o nosso povo. Esperamos que o compromisso político, público, assumido principalmente com os mais pobres nas últimas eleições, seja integralmente cumprido. De nossa parte, Sr. Presidente, os movimentos sociais que compõem a CMS reafirmam sua determinação de estarem mobilizados e lutar – na cidade e no campo - pelas transformações sociais, políticas e econômicas que o país precisa e o povo brasileiro tanto necessita. Este é o nosso compromisso.
Atenciosamente, Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS
Nota da editora deste blog: CUMPRA-SE....Estamos de olho!

TOMARA
Educação pode destravar Brasil, diz Sachs
Para o economista Jeffrey Sachs, o crescimento econômico brasileiro depende de investimentos em ensino e capacitação tecnológica

Destravar o progresso econômico no Brasil requer mais investimentos em educação e em capacitação tecnológica e científica, defendeu o economista Jeffrey Sachs, diretor e professor do Earth Institute, da Universidade de Columbia, e assessor de economia internacional do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
Em uma palestra em São Paulo para diretores de empresas multinacionais, ele disse que o país está “no caminho certo”, embora não exatamente no ponto certo, de alcançar o ritmo de desenvolvimento do sul da Ásia.
Em apresentação na tarde de terça-feira (13), no Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, Sachs enfatizou que o Brasil tem condições de atingir, ainda nesta geração, um patamar de desenvolvimento elevado, e que o país já tem “as políticas certas” para garantir a inclusão social de negros, indígenas e dos demais grupos marginalizados. Por outro lado, ele disse achar “incrível” que o Brasil ainda tenha, em algumas regiões, níveis tão baixos de educação. “A taxa de ensino básico fica abaixo de 50% em alguns casos. Como uma pessoa pode conseguir emprego sem ensino médio?”, criticou. Apesar disso, para ele “os dados oficiais mostram que o Brasil está a caminho de se tornar um dos grandes líderes mundiais do século 21”.
O economista ainda contou que, antes da palestra, ele se reuniu em Brasília com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford M. Sobel, para conversar sobre os problemas brasileiros, e que um dos assuntos discutidos foi o desmatamento da Amazônia. “É preciso evitar que cortem a Amazônia inteira para vender soja para a China. Perder a Amazônia seria uma grande perda para a Terra”, afirmou. “As forças de mercado não foram criadas de acordo com as leis do meio ambiente. É preciso impor um custo: esse é o preço que você vai pagar por cortar árvores”, completou.
A China, por exemplo, corre um grande risco ambiental, na opinião de Sachs. Para ele, o gigante asiático já enfrenta problemas ecológicos que devem se agravar no futuro. “Para mim, o grande risco da China hoje é o meio ambiente”, afirmou. Com informações d a ONU
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Wednesday, December 13, 2006


RUANDA

Padre é condenado a 15 anos de prisão por genocídio

O sacerdote Athanase Seromba, de Ruanda, é o primeiro padre da Igreja Católica condenado por genocídio e crimes contra a humanidade em uma corte internacional

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), situado em Arusha, Tanzânia ( África), condenou, nesta quarta-feira, o padre ruandês Athanase Seromba a 15 anos de prisão. Seromba foi considerado culpado por genocídio e crimes contra a humanidade, informou o porta-voz da corte, Bocar Sy.
Seromba é o primeiro padre da Igreja Católica condenado por genocídio em uma corte internacional. Entre 500 mil e um milhão de tutsis e hutus moderados, segundo diferentes fontes, foram mortos por milícias extremistas, soldados e a própria população civil durante o genocídio ruandês. Muitos deles morreram em igrejas nas quais tinham procurado refúgio.

Ruanda - mais um holocausto para não ser esquecido
http://www.youtube.com/watch?v=ogXN84xkPM8
Enquanto um padre católico é condenado por genocídio, um tributo a Paul Rusesabagina que salvou a vida de cerca de 1220 refugiados do massacre
A tribute to Paul Rusesabagina (Hotel Rwanda)
http://www.youtube.com/watch?v=zj47ap8mI54&mode=related&search=

Tuesday, December 12, 2006

Discriminação e desigualdades de gênero através das regiões
Relatório divulgado pelo UNICEF indica que apenas 20% acreditam que a sociedade brasileira trata igualmente os dois sexos

Freqüentemente, atitudes, crenças e práticas que excluem a mulher estão profundamente enraizadas, e, em muitos casos, estreitamente associadas a normas culturais, sociais e religiosas. Entretanto, levantamentos, pesquisas de opinião e estudos de caso fornecem uma boa indicação da prevalência de discriminação de gênero em muitos países.
Uma pesquisa do Gallup realizada em cinco países da América Latina – Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador e México – constatou que 50% dos entrevistados acreditavam que a sociedade favorece os homens em detrimento das mulheres. No Brasil, apenas 20% dos entrevistados, homens e mulheres, acreditam que a sociedade trata igualmente ambos os sexos, e mais de 50% dos entrevistados nesse país e na vizinha Argentina consideram que mulheres e homens não gozam de igualdade em relação a oportunidades de trabalho. Embora esses resultados sejam extraídos de uma amostra pequena, podem ser indicativos de um reconhecimento mais amplo da discriminação de gênero na sociedade.
Examinando atitudes sociais sobre questões específicas, como acesso à educação e oportunidades de geração de renda para mulheres, o estudo revela de forma ainda mais evidente a extensão da discriminação de gênero e sua comparação através dos países. A Pesquisa Mundial sobre Valores identifica um número alarmantemente alto de homens que acreditam que níveis mais altos de educação são mais importantes para um menino do que para uma menina. E como mostra este relatório, são eles que freqüentemente detêm o poder na alocação de recursos da família para serviços vitais como educação e cuidados de saúde .
Em Bangladesh, cerca de dois terços dos homens entrevistados declararam que a educação universitária de meninos deve ter prioridade sobre a de meninas – uma opinião que encontra eco em cerca de um terço dos homens entrevistados no Irã, no México e em Uganda, por exemplo. Em alguns países, as opiniões dos homens sobre essa questão particular foram menos discriminatórias, sendo que apenas um em cada dez homens entrevistados na China e menos de um em cada 13 nos Estados Unidos tinham a mesma opinião.
Essas opiniões sobre educação estão amplamente refletidas nas atitudes em relação ao trabalho da mulher e à sua participação na política. Em sete países pesquisados no Oriente Médio e no Norte da África, mais de 80% dos homens acreditam que, em casos de escassez de oferta, os homens têm mais direito ao trabalho do que as mulheres, e que são melhores líderes políticos do que as mulheres. Em outras regiões, a proporção de homens com essas opiniões é menor, mas ainda significativa.
O levantamento revelou que as opiniões das mulheres também podem ser tão ou mais discriminatórias do que as dos homens com relação a seu próprio gênero. Um número surpreendentemente grande de mulheres entrevistadas concordou ou concordou veementemente com a afirmação de que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres – inclusive mais de 50% de entrevistadas em Bangladesh, China, Irã e Uganda, mais de um terço na Albânia e no México, e uma em cada cinco nos Estados Unidos. Essas porcentagens destacam o fato de que atitudes discriminatórias contra mulheres e meninas não são simplesmente características de homens, mas também refletem normas e percepções que podem ser compartilhadas pela sociedade como um todo. Pesquisas mostraram que, quando as mulheres colocam essas normas de lado e quando a pressão para cumpri-las é diminuída, suas opções e seus valores são muito diferentes.
Embora essas pesquisas de opinião e esses levantamentos ofereçam uma perspectiva de opiniões de sociedades, não chegam a refletir a verdadeira extensão da discriminação de gênero. São necessários indicadores quantificáveis para compor um quadro mais claro das desigualdades e parcialidades produzidas pela discriminação contra mulheres e meninas. No entanto, uma vez que muitos levantamentos e recenseamentos nacionais e internacionais freqüentemente não são desagregados por sexo, esses indicadores são relativamente raros. Mesmo assim, os dados disponíveis indicam uma conclusão evidente: as desigualdades de gênero permanecem teimosamente entrincheiradas em todas as regiões do mundo.
Uma tentativa para captar a discriminação de gênero em um único indicador é a Medida de Fortalecimento de Gênero do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (MFG), que avalia a igualdade de gênero em tomadas de decisão em áreas básicas de participação econômica e política. A medida inclui renda estimada (um determinante crucial da influência de um membro da família sobre as decisões familiares), a porcentagem de mulheres que trabalham em posições de nível sênior e a porcentagem de mulheres parlamentares. Embora haja amplas variações através das regiões, o fortalecimento de gênero medido pelo MFG é mais baixo em países das regiões do Oriente Médio e Norte da África e da Ásia Meridional, e mais alto nos países industrializados.
Ainda que os países mais pobres tendam a ter níveis mais baixos de fortalecimento de gênero, não há evidências claras de que as desigualdades de gênero diminuam automaticamente em níveis de renda mais elevados. Do mesmo modo, baixa renda não deve constituir uma barreira para níveis mais altos de fortalecimento de gênero.
PRECONCEITO??
Incêndio em clínica de reabilitação em Moscou tem relação com estigma ligado a mulheres usuárias de drogas, diz UNODC

O Diretor-Executivo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) Antonio Maria Costa, manifestou profundo pesar diante da morte de 45 pessoas num incêndio que devastou uma clínica de tratamento de drogas em Moscou, no dia 9 de dezembro.
A maioria das vítimas era formada por jovens mulheres, pacientes ou funcionárias da clínica, que estavam numa seção do hospital para tratamento de usuárias de drogas - entre elas várias viviam com HIV/Aids. "A morte dessas mulheres é uma tragédia", disse Costa durante uma Conferência na Jordânia. "Elas tiveram coragem de tentar escapar do inferno do uso das drogas, mas infelizmente não tiveram meios de fugir do incêndio". Costa pediu uma investigação completa sobre as causas da tragédia.
Mulheres usuárias de drogas: luta contra o estigma
Mulheres em tratamento contra a dependência de drogas são freqüentemente marginalizadas pela sociedade. O estigma é ainda maior se forem portadoras do HIV/Aids. Costa reiterou a importância de os países respeitarem os Direitos Humanos dos usuários de drogas. Também incentivou todas as sociedades a garantirem tratamento e prevenção às drogas de modo não-discriminatório. Assim, todas as pessoas - inclusive as mais vulneráveis - terão o cuidado que merecem.
O Diretor Executivo do UNODC fez um pedido para que as autoridades russas melhorem a prevenção e o tratamento para enfrentar uma epidemia do uso de drogas e a infecção do HIV/Aids, especialmente por meio de drogas injetáveis. Grande parte dos casos de Aids na Rússia se deve ao uso de heroína, relacionado também ao aumento na produção de ópio no Afeganistão.
O UNODC é a agência líder do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) em prevenção à Aids entre os usuários de drogas, internos do sistema prisional e vítimas de tráfico de pessoas. O objetivo é cooperar com os países membros da ONU para garantir tratamento e prevenção ao HIV/Aids, especialmente a esses grupos.

Monday, December 11, 2006


IRAQUE: CARTA DE MICHAEL MOORE
"Tragam as tropas para casa já! Não em seis meses. Agora! Deixem de procurar um meio de vencer. Nós não podemos vencer. Nós já perdemos"
"Amigos,Hoje (27/11) marca o dia em que permanecemos no Iraque mais tempo que aquele que levamos para combater na Segunda Guerra Mundial.É isso mesmo. Nós fomos competentes para derrotar a Alemanha Nazista, Mussolini e o Império Japonês inteiro em menos tempo que a única superpotência mundial gastou para tentar tornar segura a estrada que liga o aeroporto de Bagdá ao centro da cidade.E nós não conseguimos fazer isso.
Após 1.437 dias, no mesmo tempo que levamos para irromper pela África do Norte, conquistar as praias da Itália, conquistar o Pacífico Sul e libertar toda a Europa Ocidental, nós não pudemos, após 3 anos e meio, conquistar sequer uma simples estrada e proteger a nós mesmos de bombas caseiras, feita de latinhas, colocadas em buracos nas rodovias. Sem contar que uma viagem de táxi do aeroporto até Bagdá, de 25 minutos, custa 35 mil dólares e o motorista não te dá sequer um mísero capacete para sua proteção.A culpa desse fracasso se deve a nossas tropas? Dificilmente.
Não importa o quanto de tropas, de helicópteros ou de democracias nós cuspamos das nossas armas, nada irá "vencer a guerra no Iraque". Ela é uma guerra perdida. Perdida porque jamais teve o direito de ser vencida, perdida porque começou por homens que jamais estiveram em uma guerra, homens que se escondem atrás daqueles que foram enviados para lutar e morrer...
Vamos ouvir o que o povo iraquiano está dizendo, de acordo com uma pesquisa recente feita pela Universidade de Martland:
-71% de todos os iraquianos querem os EUA fora do Iraque.
- 61% de todos os iraquianos apóiam os ataques da resistência contra as tropas americanas.Sim, a vasta maioria dos cidadãos iraquianos acham que nossos soldados devem ser mortos e massacrados!Então, o que diabos nós ainda estamos fazendo lá? Vamos interpretar como se não tivessemos compreeendido a deixa?Existem diversos modos de libertar um país. Freqüentemente os cidadãos se rebelam e se libertam a si próprios. Foi assim que nós fizemos.E você também pode fazer isso de modo não violento, usando a desobediência civil. Foi assim que a Índia fez.Você pode também fazer com que o mundo inteiro boicote o regime de um país até que ele caia no ostracismo e capitule.Foi isso que aconteceu com a África do Sul.
Ou, você pode simplesmente esperar que eles cansem e caiam fora, cedo ou tarde, como as legiões do rei fizeram (Algumas só porque estavam com muito frio). Isso aconteceu no vizinho Canadá.O único modo que não funciona é invadir um país e dizer a seu povo "Estamos aqui para libertar vocês", enquanto eles não faziam nada para libertar-se.Onde estavam todos esses homens suicidas enquanto Saddam Hussein oprimia o povo?Onde estavam os "insurgentes" que plantam bombas nas estradas quando o comboio do maligno Saddam Hussein passeava por elas?E acho que o velho Saddam era um déspota cruel - mas não tão cruel a ponto de milhares arriscarem seus pescoços contra ele.
"Ah não Mike, eles não podiam fazer isso! Saddam os mataria!" Sério? você acha que o rei George não mataria quem se insurgisse contra ele?Você acha que Patrick Henry e Tom Paine tinham medo? Isso não os impediu de lutar.Quando dezenas de milhares de pessoas não têm a inclinação de sair às ruas e derramar seu sangue para remover um ditador, isso deve servir como uma boa pista de que eles não estão desejando participar de alguma libertação promovida de fora.
Uma nação pode ajudar outro povo a remover um tirano (Foi o que os franceses fizeram por nós em nossa revolução), mas depois disso, você cai fora. Imediatamente! Os franceses não ficaram e nos disseram como deveriamos constituir nosso governo.Eles não disseram "não estamos indo embora porque nós queremos os seus recursos naturais".Eles nos deixaram à nossa própria sorte e nós levamos seis anos para fazer uma eleição depois da partida deles.
E daí tivemos uma sangrenta guerra civil. Isso foi o que aconteceu e a História está cheia desses exemplos. Os franceses não disseram:"Oh, é melhor ficar na América, de outro modo eles vão se matar uns aos outros discutindo essa história de escravagismo".O único caminho que leva uma guerra de libertação ao sucesso é ter por trás dela o apoio de seus próprios cidadãos - e um numeroso grupo de Washingtons, Jeffersons, Franklins, Gandhis e Mandelas liderando a insurreição.
Onde estão esses faróis da liberdade no Iraque?Essa é uma piada e tem sido uma piada desde o início. Sim, nós eramos a piada, mas com 655.000 iraquianos mortos como resultado da nossa invasão- segundo a Universidade John Hopkins - eu acho que a piada de mau gosto agora é deles. Pelo menos eles foram libertados, permanentemente.Por isso não quero ouvir nenhuma outra palavra sobre enviar ainda mais tropas (acorda Estados Unidos, John McCain está maluco!), ou sobre "realocá-las", ou esperar mais quatro meses para começar a " vencer o prazo" delas.
Só existe uma única solução e ela é simples: retirada! Agora. Comecem hoje à noite. Vamos cair fora de lá o mais rápido que pudermos.Quanto mais pessoas de boa vontade e consciência não quiserem acreditar nisso, quanto mais mortes nós teremos para aceitar a derrota, nada poderemos fazer para reparar o dano que cometemos. O que aconteceu, aconteceu.Se você dirigiu bêbado, atropelou e matou uma criança, não haverá nada no mundo que você possa fazer para devolver a vida àquela criança.Se você invadiu e destruiu um país, lançando o povo a uma guerra civil, não há nada que você possa fazer até que a fumaça dissipe e o sangue derramado seque. Então, talvez, você possa acordar e ver a atrocidade que cometeu e depois ajudar os sobreviventes a tentar melhorar suas vidas.
A União Soviética caiu fora do Afeganistão em 36 semanas. Saíram assim e tiveram perdas pesadas na retirada.Eles compreenderam o erro que cometeram e removeram suas tropas. Depois, veio uma guerra civil. Os maus venceram.Mais tarde, nós derrubamos os maus e tudo viveu melhor depois disso. Veja! No fim, a coisa funciona!A responsabilidade pelo fim dessa guerra cabe agora aos democratas. O Congresso puxa as cordinhas e a Constituição diz que só o Congresso pode declarar a guerra. O senhor Reid e a senhora Nancy Pelosi têm agora o poder para colocar um fim a essa loucura. Se fracassarem nisso, a ira dos eleitores recairá sobre eles. Nós não estamos brincando senhores democratas e se vocês não acreditam em nós, toquem em frente e continuem essa guerra por outro mês. Nós lutaremos contra vocês ainda mais forte que fizemos contra os republicanos.
A página de abertura de meu site na Internet tem uma foto de Nancy Pelosi e Henry Reid, feitas a partir de fotos de soldados americanos que morreram lutando a Guerra de Bush.Mas que será a partir de agora a Guerra de Bush contra os Democratas, a menos que alguma outra rápida ação seja tomada.Essas são nossas exigências:
1 - Tragam as tropas para casa já! Não em seis meses. Agora! Deixem de procurar um meio de vencer. Nós não podemos vencer. Nós perdemos.Às vezes se perde. Essa é uma dessas vezes. Sejam corajosos e admitam isso.
2 - Peçam desculpas a nossos soldados e façam melhor. Digam a eles que nos desculpem porque eles foram usados para lutar uma guerra que não tinha nada a ver com a nossa segurança nacional. Nós precisamos assegurar que cuidaremos deles e que eles sofrerão o mínimo possível. Os soldados incapacitados física e psicologicamente receberão os melhores cuidados e uma compensação financeira significante. As famílias dos soldados que morreram merecem as maiores desculpas e precisam ser cuidadas para o resto das suas vidas.
3 - Devemos nos expiar das atrocidades que perpetramos contra o povo do Iraque. Há poucos males piores que fazer a guerra baseados em uma mentira, invadir outro país porque você quer o que é deles e que está enterrado no solo. Agora muitos mais irão morrer. Seu sangue estará em nossas mãos, não interessa em quem votamos. Se você paga impostos, contribuiu para os 3 bilhões de dólares por semana que gastamos para levar o Iraque para o Inferno onde está o país agora. Quando a guerra civil tiver terminado, nós deveremos ajudar a reconstruir o Iraque.Nós não podemos nos redimir se não fizermos isso.
Por último, há uma coisa que eu sei. Nós, americanos, somos melhores do que as coisas que fizeram em nosso nome. A maioria de nós ficou estarrecida e zangada com o que aconteceu em 11 de setembro e perdeu a cabeça. Nós não pensamos direito e jamais olhamos um mapa.Porque somos mantidos na estupidez graças ao nosso sistema patético de educação e à nossa mídia preguiçosa, não sabemos nada de História.
Nós não sabemos que somos os caras que financiaram e armaram Saddam Hussein por muitos anos, inclusive quando ele massacrou os curdos.Ele era o nosso cara. Nós não sabíamos o que era um sunita ou um xiita, sequer havíamos escutado essas palavras.De acordo com o National Geographic, 80% dos adultos do nosso país não sabem localizar o Iraque no globo terrestre.
Nossos líderes jogaram com nossa estupidez, nos manipularam com suas mentiras e nos amedrontaram até a morte.Mas, no fundo, somos um povo de bom coração. Aprendemos devagar, mas a bandeira de "missão cumprida" nos atingiu de modo ímpar e cedo começamos a fazer algumas perguntas. Depois, começamos a ficar espertos. No último dia 7 de novembro, nós ficamos loucos e tentamos consertar nossos erros.A maioria agora conhece a verdade. A maioria agora sente uma tristeza e culpa profundas e uma esperança de qualquer coisa que seja feita, será melhor e colocará tudo nos eixos.
Infelizmente, não é assim. Então precisamos aceitar as conseqüências de nossas ações e fazer o melhor para que o povo iraquiano possa até pensar em pedir auxílio a nós no futuro. Pedimos a eles que nos perdoem.Pedimos aos democratas que nos escutem e que saiamos do Iraque agora!Do seu,Michael Moore".

Sunday, December 10, 2006


Morre Augusto Pinochet, ex-ditador chileno
... e já vai tarde
O ex-ditador chileno morreu levando no mínimo 3 mil cadávares nas costas sem ter sido julgado pelos crimes que cometeu na época que tinha punhos de ferro e gosto de sangue em seu auge de sanguinário ditador chileno. Resta apenas o consolo às famílias das vítimas da ditadura assassina daquele país (como outras da América Latina) o fato de que não terá honras de chefe de Estado em seu funeral e a presidente Michele Bachelet não comparecerá ao seu funeral terça-feira...mas gostei do que o deputado Fernando Gabeira - que sofreu com a ditadura aqui no Brasil também - falou. "Morre um símbolo de um dos maiores horrores que a América Latina teve que tolerar". E já foi tarde!!!!
Porém...
O ditador chileno será sepultado sem funerais de Estado ou luto nacional, mas com honras militares, informou neste domingo o secretário-geral de governo Ricardo Lagos Weber. "O governo autorizou bandeiras a meio mastro nos recintos do Exército e nas unidades militares", disse o porta-voz, no palácio presidencial de La Moneda. Lagos Weber acrescentou que a autoridade "velará para que haja um clima de tranqüilidade e moderação no país", sem mencionar diretamente as manifestações que milhares de partidários e detratores de Pinochet realizam nas ruas de Santiago, chorando ou celebrando sua morte.DitaduraDurante os 17 anos de ditadura de Pinochet, a presidente chilena Michele Bachelet foi detida junto com sua mãe, Angela Jeria, em um centro clandestino de Santiago.
Segundo as normas de protocolo da chancelaria chilena, Bachelet não é obrigada a homenagear Pinochet ou mesmo a decretar luto nacional. No Exército, as honras a que Pinochet tem direito se resumem a um cerimonial previsto para os ex-comandantes-em-chefe da instituição, sepultados sob o som de uma banda de guerra e tiros de canhões.CinzasSegundo fontes no Exército, o mais provável é que os restos do ditador sejam cremados, evitando a existência de um lugar físico que lembre sua figura e que possa ser profanado por seus detratores. Para a família do ditador, Pinochet merece todas as honras por sua qualidade de ex-presidente da República e chefe do Exército. "Meu pai foi comandante-em-chefe e presidente. Assumiu o poder porque o povo queria, e não podemos negar que ele deixou voluntariamente o poder", destacou, na semana passada, filha mais velha do ditador, Lucía Pinochet.
Em agosto, no entanto, Marco Antonio Pinochet, também filho de Pinochet, disse que a família não está interessada em funerais de Estado. "Não nos interessa, menos ainda vindo de um governo de esquerda como este." Uma pesquisa publicada neste domingo pelo jornal "La Tercera" destaca que cerca de 55% dos chilenos são contra ou totalmente contra os funerais de Estado para o ex-ditador --ante 27% que se mostraram favoráveis. Cerca de 15% são indiferentes a esse fato. Com agências internacionais

Friday, December 08, 2006


DEMOCRACIA (???) NA REDE
Aumento de blogs assusta governos repressores

Países com governos autoritários como China, Irã e Egito estão tendo problemas para lidar com o crescente número de blogs críticos. Estes espaços virtuais, que se multiplicam aceleradamente, divulgam notícias sobre incidentes que muitos regimes prefeririam deixar escondidos. Por isso, em muitos países, são os blogs que estão dando às pessoas o primeiro contato com a democracia.
O egípcio Abdel Kareem Sulaiman, de 22 anos, é um destes blogueiros que sofrem na pele a censura. Sob o pseudônimo de Kareem Amer, ele mantém um blog no qual expressa críticas a políticos e vem sendo ameaçado por autoridades há mais de um ano. Em março, Sulaiman foi expulso da universidade por supostamente ter feito declarações anti-islâmicas. Ele está na prisão desde o dia 6/11. Seus amigos blogueiros lançaram um protesto para apoiá-lo, e uma petição para sua soltura está disponível no sítio Free Kareem.

A nova resistência
Em sociedades nas quais a censura oficial é forte e a liberdade de expressão é controlada, os blogueiros divulgam opiniões proibidas e temas considerados tabus para pessoas que não têm acesso a tais informações. Ao conectar e encorajar iniciativas individuais, eles também se tornam uma ferramenta de revolução. É este poder de informação que tornou os blogueiros tão temidos e, ao mesmo tempo, vulneráveis em muitos países.
Atualmente, um blog é lançado a cada segundo e o número de diários online dobra a cada cinco meses. Dos blogs de todo o mundo, 41% estão em japonês, 28% em inglês e 14% em chinês.
Enquanto as autoridades egípcias têm apenas três mil blogueiros críticos para combater, os cerca de 70 mil blogs do Irã no idioma nacional, o farsi, assim como os em inglês, representam um maior potencial subversivo.
Na China, estima-se que haja 111 milhões de internautas regulares, sendo que, destes, quatro milhões são blogueiros. O governo chinês emprega uma equipe de 30 mil pessoas para procurar por conteúdo subversivo nos sítios do país. No entanto, apesar dos esforços dos censores, os blogueiros continuam a encontrar maneiras de divulgar notícias como escândalos ambientais, protestos civis e ações da polícia.
Já em países como a Rússia, apenas 5% da população têm acesso à rede, e menos de 1% lê blogs regularmente. Mesmo assim, a internet é monitorada, porque constitui um meio de divulgação alternativo à televisão estatal. Informações de Amira El Ahl, Rüdiger Falksohn, Uwe Klussmann, Jürgen Kremb e Andreas Lorenz [Der Spiegel, 29/11/06].Fonte: Observatório da imprensa

Wednesday, December 06, 2006


PROFISSÃO PERIGO
Conselho de Segurança analisa resolução sobre proteção a jornalistas
Somente neste ano, 75 jornalistas foram mortos somente neste ano, 75 jornalistas foram mortos em zonas de conflitos armados

O Conselho de Segurança recebeu em Nova York um projeto de resolução para proteção de profissionais da imprensa em zonas de conflitos armados.
O projeto foi apresentado pela Grécia e pela França. O embaixador francês Jean-Marc de la Sablière falou a jornalistas após o encontro.De la Sablière disse que existe uma preocupação com a situação dos profissionais em áreas de conflito. Segundo ele, somente neste ano, 75 jornalistas foram mortos nesta situação.O documento não só condena os ataques, mas também pede que todas as partes envolvidas em conflitos suspendam atos de violência.
Na foto , o jornalista Sander Thones, assassinado aos 31 anos, no Timor Leste, em 22 de setembro de 1999, enquanto cobria o conflito.

MISÉRIA
Nesse ritmo, luta contra a pobreza na América Latina é uma ilusão
Crescimento da miséria é latente na AL, aponta OIT

Sem mais e melhores empregos, a luta contra a pobreza na América Latina "será uma ilusão", afirma o relatório da “Panorama do Emprego 2006”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O crescimento econômico - que é indispensável -, "não é bastante para criar a quantidade de postos de trabalho, da qualidade que requerem os países da região, sendo, portanto, necessário contar com políticas econômicas e sociais destinadas a impulsionar o trabalho de qualidade”.
“Se não conseguirmos criar mais e melhores empregos, a luta contra a pobreza será uma ilusão”, afirma, no relatório, o diretor regional da OIT para América Latina e Caribe, Jean Maninat, responsável pela elaboração do relatório “Panorama do Trabalho 2006” da OIT, que arrematou: “Estamos diante de resultados animadores, que nos permitem enfrentar de maneira mais forte o desafio de gerar trabalho de qualidade para homens e mulheres”.
O relatório da OIT projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe crescerá em média 5,1% em 2006, taxa superior à de 2005 (4,6%), com o significativo dado de que todos os países objeto da pesquisa registraram crescimento positivo este ano, com projeções para o Brasil de um crescimento de 3,2%, e México, 4,4%, pela importância da atividade econômica dos dois países na região.
O relatório faz, ainda, uma projeção para 2007, quando se espera uma desaceleração do desempenho econômico mundial, que deve ficar em torno de 4,9%, devido a uma possível atenuação do ritmo de crescimento de algumas economias desenvolvidas. Nesse contexto, se prevê que o PIB da América Latina e Caribe cresceria em torno de 4,4%, “o que significaria a moderação tanto do aumento do PIB em quase todos os países da região, como a tendência, já decrescente, da taxa de desemprego urbano da região, que se projeta em 8,8%”, afirma o relatório. Fonte: OIT

Friday, December 01, 2006




SUDÃO
Confronto violento em Malakal, no Sul do país deixa 300 mortos

Os últimos três dias não serão esquecidos pela população da cidade portuária de Malakal (foto), situada às margens do Nilo, no sul do Sudão. Um violento confronto entre a milícia liderada pelo Major Gen Gabriel Tang e o Exército de Libertação do Povo do Sudão (ELPS) deixou cerca de 300 mortos.
" Foram combates violentos. Infelizmente, isso prejudica o acordo de paz selado em 2005 que acabaria com 20 anos de guerra civil", diz uma fonte que preferiu não se identificar.
O motivo do confronto seria a batalha pelo controle de poços de petróleo na região ( infográfico). Delegações de Khartoum e Juba, junto com a ONU, enviaram homens armados para manter a paz.
Até o fechamento desta reportagem, as informações eram de que as forças em conflito regressaram às suas posições originais e assinaram o cessar-fogo, permitindo que os capacetes azuis se retirassem da área.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse estar "profundamente preocupado com este novo conflito no país" e apelou ao Governo de União Nacional e ao governo sulista para que fizessem "todos os esforços possíveis para conter a situação" .
A vida para os civis sudaneses não têm sido nada fácil desde 2003. Cerca de 2 milhões e refugiados vivem em barracas, ou no país vizinho, Chade dependendo da ajuda humanitária internacional. Estima-se que 200 mil pessoas já foram mortas no conflito, o maior genocídio deste novo século
O Sudão está em guerra civil há 20 anos. O presidente Omar Bashir, que nega o genocídio, não permite que a ONU tome a frente das nengociações e paz entre o Governo e as facções rebeldes.

Entenda a crise
Darfur é uma província semi-árida, na região oeste do Sudão, maior país do continente africano. Sozinha, a região é maior do que o território francês.O país é dominado por uma população de origem árabe, enquanto em Darfur a composição é de origem centro-africana, na sua maioria nômades e de diversas etnias.
Existe tensão em Darfur há muitos anos por causa de território e direitos de pastagem entre os árabes majoritariamente nômades e os fazendeiros dos grupos étnicos de Fur, Massaleet e Zagawa.
Há dois grupos rebeldes - o Exército de Libertação do Sudão e o Movimento para Justiça e Igualdade, que foi vinculado ao político sudanês de oposição Hassan Al-Turabi, mas há divisões entre os próprios grupos por causa de questões étnicas. Milícias árabes pró-governo são acusadas de genocídio contra a população africana negra da região pelos Estados Unidos.
As hostilidade se iniciaram na região árida e pobre em meados de 2003, depois que um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegando que a região estava sendo negligenciada pelas autoridades sudanesas em Kartoum, segundo a rede inglesa, BBC.
A retaliação do governo veio na forma de uma campanha de repressão da região, e mais de 2 milhões de pessoas deixaram suas casas. Há relatos de intenso bombardeio de vilarejos por aviões da força aérea, seguidos por ataques das milícias Janjaweed, que são africanos muçulmanos de origem árabe.
Refugiados e observadores externos afirmam que há uma tentativa deliberada de se expulsar a população negra africana de Darfur.
O governo admite a existência de "milícias de auto-defesa", mas nega que tenha ligações com os Janjaweed e diz que as acusações são exageradas. Muitas mulheres dizem que foram raptadas pelos Janjaweed e mantidas como escravas sexuais por mais de uma semana antes de serem libertadas.

Forças de paz
A União Africana enviou 7 mil soldados para monitorar o cessar-fogo em Darfur, com o consentimento do Sudão. Mas, como s etrata de uma força muito pequena para acabar com a violência, e Estados Unidos e Grã-Bretanha pressionam a Organização das Nações Unidas a mandar tropas à região.
Apesar da União Africana ver a possibilidade com bons olhos, o governo sudanês afirma categoricamente que não permitirá a entrada de uma força de paz da ONU em seu território.