Trabalho escravo
Tocantins tem 27 empresas na “lista negra”
Os ministros Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, e Luiz Marinho, do Trabalho, presidirão a reunião da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE) que será realizada em Palmas, capital do Estado do Tocantins, na segunda-feira, 11 de setembro.
O governador Marcelo Miranda, além dos integrantes da Comissão, estarão presentes. A reunião está marcada para às 9h30 na sala de reuniões do Palácio Araguaia. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) será representada pela Coordenadora do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo, Patrícia Audi.
Após a abertura da reunião, um integrante da Conatrae apresentará aos participantes um balanço das atividades desempenhadas pela comissão. Em seguida, um representante do governo estadual e outro da sociedade civil apresentarão informes sobre a situação do trabalho escravo no Estado.
De acordo com estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a agosto deste ano, foram realizadas oito operações do Grupo Móvel de Fiscalização no Tocantins. Foram fiscalizadas 14 fazendas e libertados 450 trabalhadores submetidos a trabalho escravo. O Estado é o segundo no número de trabalhadores libertados, ficando atrás do Pará.
Nos últimos três anos, a prática de trabalho escravo no Tocantins tem atingido níveis preocupantes: foram 1.800 trabalhadores libertados, de acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Desde novembro de 2003, o Ministério do Trabalho e Emprego divulga a “lista suja” do trabalho escravo, cadastro de empregadores que efetivamente praticam este tipo de crime. Na última atualização da lista, em 28 de julho de 2006, constam os nomes de 178 infratores, dos quais 27 do Tocantins. A lista pode ser consultada no site http://www.mte.gov.br/Noticias/conteudo/5773.asp
Da OIT, com informações da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Comissão Pastoral da Terra
No comments:
Post a Comment