Tuesday, September 05, 2006

Direitos Humanos

Legislação sobre direitos dos deficientes no Brasil ganha avanços
Em alguns países, portadores de deficiência não tem direito de votar

Primeiro documento do século 21 sobre direitos humanos, a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência traz mudanças positivas. Mas o Brasil hoje está mais evoluído que o previsto no texto, como avalia Izabel Maior, da Corde (Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência).
O texto da convenção, segundo a coordenadora, tem propostas progressistas recusadas por alguns países, em razão da cultura deles. E trata de assuntos que no Brasil já estão esclarecidos: "Em alguns países, por exemplo, os deficientes não são eleitores, mas no Brasil eles estão em situação de cidadania plena". Aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no final de agosto, o texto será encaminhado formalmente à Assembléia Geral da instituição para aceitação na sua 61ª sessão, prevista para o dia 19. Se for aprovado, será encaminhado para o Executivo e o Legislativo de cada país. No Brasil, só depois de analisado no Congresso seguirá para sanção presidencial.
O objetivo da convenção é promover, proteger e assegurar os direitos humanos e as liberdades fundamentais das pessoas com deficiência. Os 192 países que participaram da elaboração terão que acatar como obrigações gerais o respeito à dignidade e à autonomia dos deficientes, a não-discriminação e a participação efetiva deles na sociedade.
Para André Jonas, deficiente físico e advogado da Associação dos Deficientes Físicos de Goiás (Adfego), ratificar a convenção "é o primeiro passo para o Brasil evoluir nesse sentido – antes, os deficientes eram considerados seres incapazes". Ele destacou o fato de a sociedade buscar, "pelos mínimos atos, reconhecer os direitos, valores e cultura dessas pessoas".

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