Sunday, July 23, 2006

Estratégia
Presença militar norte-americana na América do Sul

Combater o narcotráfico. É com esta justificativa que os EUA explicam sua presença militar na América do Sul. Um estudo militar brasileiro fornece detalhes sobre a localização dos militares norte-americanos na região. O trabalho, apresentado em 2002 na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, questiona se "o verdadeiro cinturão de forças em torno das fronteiras brasileiras, particularmente na área amazônica, seria utilizado para outros fins, ainda não declarados".
O professor aposentado da Universidade de Brasília Luiz Alberto Moniz Bandeira, que há mais de 50 anos tem os Estados Unidos como objeto de estudo, vê com preocupação a presença norte-americana na região. "As bases permitem a manutenção de grandes orçamentos para o Pentágono. Por causa da indústria bélica, eles precisam gastar seus equipamentos militares para novas encomendas. É um círculo vicioso", explica.
Área estratégica
Há muito tempo a América do Sul tem sido uma área estratégica para os Estados Unidos, o que levou os norte-americanos a trazerem militares na região. Exemplo maior talvez tenha sido a Doutrina Monroe, aprovada pelo Congresso norte-americano em 1823.
Surgida como forma de impedir a recolonização européia da América, com o tempo serviu para o intervencionismo norte-americano em diversos países, e prolongou até mesmo durante a guerra fria, quando foi reutilizada pelo presidente John Kennedy (1962) para justificar a luta contra o comunismo na região, especificamente contra Cuba.
Órgão de estudo
Os EUA desenvolveram organismos militares e sistemas de influência na região, para "prevenir "instabilidades" na América do Sul que ameacem seus interesses. Para isso, os EUA desenvolveram organismos militares e sistemas de influência na região, como, por exemplo, o organismo chamado Comando Sul (Southern Command, em inglês).
O estudo militar afirma ainda que "o instrumento utilizado pelos EUA para minimizar ameaças à estabilidade regional será um misto de uso da força com ações diplomáticas, políticas e/ou econômicas".Cerca de 850 oficiais e 130 civis trabalham no Comando Sul, que fica em Miami, no estado norte-americano da Flórida.
Entre os aspectos privilegiados pelos Estados Unidos estão obter e manter bases militares para dar apoio a operações militares, reforçar ações de combate ao narcotráfico e formar uma rede de instalações militares em todos os países. Essa rede trabalharia, segundo o estudo, para formar uma "rede de confiança" local, ajudando na construção de estradas, escolas, aeroportos e hospitais.Sob o controle do Comando Sul existem três Localidades de Operações Avançadas (FOL, na sigla em inglês) na América. Uma delas em Manta, no Equador, outra em Aruba/Curaçao e a última em Comalapa, em El Salvador.
O argumento americano é a necessidade da presença contínua para o combate ao narcotráfico.Segundo o estudo do Exército, "com a operação das FOL, os EUA têm atendida a estratégia de manter a presença e o monitoramento do espaço aéreo na América Latina e no Caribe, incluindo parte do território brasileiro, particularmente a região amazônica".

Líbano
Telefones para saber informações sobre brasileiros no país

O Ministério das Relações Exteriores oferece números de telefone para as familias brasileiras fazerem pedidos de ajuda e solicitarem informações sobre parentes que estão nas regiões atacadas do Líbano.
Os telefones do Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior, do Itamaraty, são:(61) 9983 0157(61) 9983 0137(61) 9983 0164(61) 9976 8205
Também é possível obter informações no Consulado Geral do Brasil em Beirute pelo números celulares:00 xx 961 70 934 92100 xx 961 70 935 718. Segundo os diplomatas brasileiros, os telefones estão de plantão 24 horas por dia.
De acordo com os cálculos das autoridades libanesas, os bombardeios já mataram mais de 400 pessoas. Entre eles, sete brasileiros.

Wednesday, July 19, 2006

Manifestação contra genocídio em Curitiba

Representantes de 25 entidades civis participaram, nesta quarta-feira (19) do ato pacífico
em prol das vítimas da barbárie

Indignação, dor e revolta...
Cresce em todo mundo, atos de repúdio a invasão israelense no país




Tuesday, July 18, 2006


ORIENTE MÉDIO

ONU calcula que mais de 1 milhão de pessoas tenham abandonado suas casas no Líbano

Enquanto autoridades internacionais tentam "contornar' a crise, população civil pede socorro!


A fuga em massa teve início após Israel intensificar seus ataques, esta semana. O exército de Israel tem realizado ininterruptos ataques por ar, terra e mar, principalmente contra o sul do Líbano, onde o Hizbollah se concentra. A idéia de Israel é destruir a infra-estrutura da região para enfraquecer as ações do grupo desencadeadas após o seqüestro de dois soldados israelenses.
Em resposta, o Hizbollah lança diariamente dezenas de foguetes Katyusha contra o território israelense. O saldo da agressão de ambos os lados é bastante negativo: mais de 250 mortos e cerca de 700 feridos.

Brasileiros
“Queremos lembrar neste momento tão doloroso que muitos brasileiros estão encurralados no Líbano, sem condições de fugir dos ataques, pois as rodovias foram bombardeadas, bem como os portos e aeroportos”, lembra o professor Jamil Ibrahim Iskandar, presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná.
O menino Basel Termos, de sete anos, morreu na manhã desta terça-feira (18) vítima de um bombardeio israelense na localidade de Tallousa, no sul do Líbano. A mãe e um irmão de 4 anos do garoto ficaram feridos na ação, e estão internados em um hospital local. No domingo, um comerciante brasileiro de 34 anos também foi vítima de ataques israelenses. Com as duas mortes, já são seis os brasileiros mortos desde o início da ofensiva israelense contra militantes do Hezbollah em território libanês. Basel acompanhava os familiares em uma visita à avó e outros parentes no Líbano.

Monday, July 17, 2006

Oriente Médio

Para sociólogo, intermediação internacional é necessária para o processo de paz

A questão mais complicada nos conflitos do Oriente Médio é a falta de um processo de intermediação internacional para promover o reconhecimento do estado Palestino por parte de Israel, com o já foi feito pelas Nações Unidas. A avaliação é do coordenador de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o sociólogo Emir Sader.
Segundo o professor os Estados Unidos apóiam Israel, governos europeus protestam sobre a desproporção dos atos de represália de Israel, mas as Nações Unidas são impotentes para colocar em prática as suas resoluções.
Na análise do sociólgo, a volta de Ariel Sharon ao poder em fevereiro de 2001, dessa vez como primeiro ministro de Israel, foi uma ruptura de negociações que estavam sendo levadas a cabo. “Naquele momento Israel tomou a posição e na realidade rompeu os acordos”, explicou.
Para ele, o mais grave é que tanto antes, quando o Fatah (organização política e militar criada nos anos 50, que foi chefiada pelo líder palestino Yasser Arafat e hoje é presidida por Mahmoud Abbas) estava no poder ou, agora, com o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica eleito em janeiro deste ano) não há qualquer forma de intermediação internacional para avançar em meio a uma situação de enfrentamentos, classificados pelo professor, de relativamente descontrolados. “Não é um tema que nasce agora com um governo do Hamas, vem de antes e vem do esgotamento de uma possibilidade de solução pacífica dentro da resistência de Israel e dos Estados Unidos de reconhecer o direito dos palestinos com nenhum privilégio, mas, simplesmente, com a mesma igualdade de direitos que tem o estado de Israel”, disse.
Sader defendeu que é preciso analisar a origem do conflito, que para ele, é o não reconhecimento por parte de Israel do direito dos palestinos terem um estado soberano com fronteiras definidas e retorno dos palestinos que estão fora da região. “Esse não reconhecimento leva à ocupação dos territórios palestinos por parte do exército de Israel e como conseqüência a resistência a essa ocupação. Isso acaba gerando a situação de conflitos e atos de violência por uma e outra parte. Por outro lado, a divisão interna no mundo palestino, entre os que querem acentuar as negociações com Israel e aqueles que consideram que o caminho das negociações está esgotado e não levou à conquista do estado Palestino”, disse.
Segundo o sociólogo, esta situação faz com que setores “mais radicais” tenham conseguido ser leitos. “Não são setores terroristas, mas descontentes com a falta de soluções para o estado Palestino. A partir daí, os enfrentamentos vão se desenvolvendo, como o seqüestro de um soldado israelense, a solicitação de troca por presos palestinos, a negativa por parte de Israel e ao contrário, o início de uma nova escalada a repressão contra os palestinos com bombardeios diretos”, afirmou.
O especialista apontou ainda os reflexos dos conflitos no Líbano. “Se gerou também um espiral de resistências no sul do Líbano com ataques de foguetes ao norte de Israel e seqüestros de soldados israelenses. Isso levou, mais recentemente, a bombardeios diretos à capital libanesa, ameaçando que se alastre um conflito para a Síria, que tem um peso determinante no Líbano e na resistência palestina dentro do país”, esclareceu. (Com informações da Agência Brasil)

Friday, July 14, 2006

Líbano Hoje: Sem palavras...

Aeroporto Internacional de Beirute em chamas

No Sul do Líbano, bombeiros tentam conter o fogo, após bombardeio de Israel

Meio Ambiente
Aqüífero Guarani
Brasil ocupa uma das áreas de maior reserva de água subterrânea do mundo

Escondidos no subsolo, os aqüíferos abastecem entre 35 e 40% dos brasileiros. Mas poucos sabem que eles existem e, como não podem ser vistos como rios e lagos, não despertam a consciência para a necessidade de preservá-los. Até mesmo os cientistas conhecem pouco sobre a dinâmica dessas águas, o que se torna uma barreira para promover o seu uso racional. “Trata-se de um grande manancial estratégico, diante da crescente escassez de água superficial de qualidade e dos impactos das mudanças climáticas previstos para o futuro”, explica o pesquisador Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências da USP, que coordenará um simpósio sobre o Aqüífero Guarani na 58ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), marcado para 16 a 21 de julho no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.
O Brasil ocupa uma das maiores reservas subterrâneas de água do planeta. O Aqüífero Guarani, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados, área igual a todo o Estado do Pará, se estende sob os estados brasileiros que concentram a maior parte do PIB brasileiro: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Expande-se ainda, além do Brasil, para o subsolo do Paraguai,Uruguai e Argentina.
Como a água subterrânea não reconhece fronteiras, os países do Mercosul uniram esforços políticos e econômicos, com apoio de vários órgãos multilaterais, com o objetivo de estabelecer um sistema para gerenciar a preservação e utilização sustentável do Aqüífero Guarani. Até o momento, no entanto, nenhum estado brasileiro possui uma legislação que permita o uso correto das águas subterrâneas. Apesar disso, centenas de cidades de pequeno, médio e grande porte são abastecidas por ele, incluindo Ribeirão Preto, Marília e São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo.
A primeira reunião da SBPC, realizada em outubro de 1949, realizado em Campinas, interior de São Paulo, reuniu 104 participantes. Em 2006, a reunião programada para Florianópolis deve contar com a participação de cerca de 600 palestrantes.

Thursday, July 06, 2006



Mulher espancada: índice de violência doméstica é alarmante

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
Projeto de lei que torna mais rigorosa a punição de agressões a mulheres e cria mecanismos contra a violência doméstica aguarda sanção do presidente Lula
Agredir mulher é crime e pode levar a pessoa à cadeia, sabia???
O projeto de lei que torna mais rigorosa a punição contra os agressores e que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional, foi aprovado na última terça-feira (04) no Senado.
O projeto prevê penas mais rigorosas e proíbe a aplicação de penas pecuniárias, como o pagamento de cestas básicas e multas, para os agressores, o que já é alguma coisa - bateu? Levou... Constatada a violência doméstica, o juiz poderá determinar o afastamento do agressor do lar e proibir contato com a mulher agredida.
A proposta estabelece ainda a instituição de juizados especiais destinados a análise de casos de violência doméstica contra mulher. Para estimular a criação dos juizados, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Nilcéia Freire, disse que após a sanção presidencial pretende, em parceria com a sociedade civil, atuar junto aos tribunais de Justiça dos estados na discussão da lei para que "o mais rapidamente possível" esses órgãos providenciem a criação das varas civis e criminais especializadas para tratar da violência contra a mulher.
De acordo com o projeto aprovado, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O texto define as formas de violência vividas por mulheres no cotidiano: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Além disso, determina o encaminhamento de mulheres em situação de violência e seus dependentes a programas e serviços de proteção, garantindo os direitos à guarda dos filhos e a seus dependentes.
Uma pesquisa realizada em 2001 pela Fundação Perseu Abramo apontou que cerca de uma em cada cinco brasileiras declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem.
Dentre as formas de violência mais comuns destacam-se a agressão física mais branda, sob a forma de tapas e empurrões, sofrida por 20% das mulheres; a violência psíquica de xingamentos, com ofensa à conduta moral da mulher, vivida por 18%, e a ameaça através de coisas quebradas, roupas rasgadas, objetos atirados e outras formas indiretas de agressão, vivida por 15%.A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres colocou à disposição um número de telefone para denunciar a violência doméstica e orientar o atendimento. O número é o 180.

Wednesday, July 05, 2006


Timor Leste
Termina missão brasileira

Ex-colônia portuguesa vive sua pior crise desde que se tornou independente da Indonésia, em 2002
Uma missão do governo brasileiro concluiu nesta quarta-feira (05) uma visita de cinco dias ao Timor Leste, cujo objetivo foi demonstrar a atenção e o interesse de Brasília nas relações bilaterais, disse hoje à Agência Lusa o subsecretário para a África, Ásia e Oceania do Itamaraty, Pedro Motta.Segundo o diplomata, a missão incluiu representantes dos ministérios da Defesa e da Educação e foi realizada após o envio de uma carta, em 30 de maio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu colega timorense, Xanana Gusmão.
Na carta, Lula manifestou "a disposição de prosseguir a cooperação bilateral e eventualmente fazer os ajustes necessários em função da crise (timorense)". "Viemos aqui marcar a nossa presença. O Brasil considera um fato político importante demonstrar a atenção que dedicamos ao Timor Leste", acrescentou Motta.
Nesses cinco dias, a missão brasileira se reuniu com Xanana Gusmão, com o ministro das Relações Exteriores e da Defesa, José Ramos Horta, a ministra da Administração Estatal, Ana Pessoa, e os comandantes militares da Forças de Defesa do Timor Leste. Além disso, se encontrou com os representantes das Nações Unidas, Sukehiro Hasegawa e Ian Martin.Sobre a futura missão da ONU no Timor, Pedro Motta destacou a importância da presença da organização e do reforço da presença policial internacional. "Temos interesse e vamos examinar de forma muito positiva a participação do Brasil nessa nova missão.
Existe um consenso, entre a comunidade internacional e também entre as autoridades timorenses, para que a futura missão tenha uma componente policial adequada", disse."O governo brasileiro vai defender uma participação da ONU no processo de reestruturação e construção do Estado no Timor Leste e também na estabilização da vida social e política", concluiu.A ex-colônia portuguesa vive sua pior crise desde que se tornou independente da Indonésia, em 2002. No final de abril, cerca de 600 militares exonerados realizaram violentos protestos em Díli, em que pelo menos cinco pessoas morreram. Em maio, a violência foi retomada na cidade, envolvendo grupos de civis e deixando mais de 20 mortos e 130 mil deslocados internos.
A pedido das autoridades timorenses, militares e policiais de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia foram enviados ao país para estabilizar a situação.Na semana passada, a crise teve mais um capítulo. Acusado de distribuir armas a civis para eliminar adversários políticos, o primeiro-ministro Mari Alkatiri renunciou, atendendo a exigências de Xanana Gusmão. Devido à crise, a atual missão da ONU no Timor, que acabaria em 19 de maio, foi prorrogada até 20 de agosto. As autoridades timorenses pediram o envio de uma nova missão, com um braço militar e policial, mas o secretário-geral Kofi Annan afirmou que isso não acontecerá este ano. (Lusa)
Agricultura familiar
Cooperativas querem mais recursos e nova legislação para o setor
Enquanto o cooperativismo empresarial recebe cerca de 60 milhões do governo para investimentos, agricultura familiar recebe apenas R$ 3 milhões

Representantes de cooperativas de agricultura familiar discutiram durante três dias propostas para o fortalecimento do setor no Segundo Encontro Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária, que terminou hoje (5).
Segundo o presidente da União Nacional de Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), José Paulo Ferreira, o encontro foi uma oportunidade para discutir com os diversos representantes do governo as necessidades das cooperativas de agricultura familiar. "Tivemos a oportunidade de dialogar com os diversos representantes do governo e de construir propostas para o fortalecimento da cadeia produtiva, acesso ao mercado, crédito, reuniões com o Banco do Brasil. Também foi um momento de construção de propostas para fortalecer o cooperado que vive da agricultura familiar e economia solidária", afirmou.
Uma das reivindicações apresentadas é de mais recursos para o fomento do cooperativismo da agricultura familiar. Segundo Ferreira, há uma disparidade muito grande entre o apoio que o cooperativismo empresarial tem recebido e o cooperativismo da agricultura familiar. Ele diz que o primeiro recebe cerca de R$ 60 milhões para investimento e o segundo apenas R$ 3 milhões. Outra questão discutida foi a legislação que regulamenta as cooperativas. De acordo com Ferreira, a legislação atual, Lei 5764/71, não atende as necessidades atuais dos cooperados da agricultura familiar.
Ele criticou o projeto de lei que tramita no Senado, o PLS 171/99, denominado de Lei Geral do Cooperativismo, de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR). "É pior do que a lei atual, porque trás grandes problemas para o cooperativismo brasileiro", afirmou. "O que nós queremos é que as cooperativas tenham livre associação, que elas possam se organizar independente da autorização de quem quer que seja e escolher o sistema que queiram se filiar", disse. A lei atual obriga as cooperativas a se filiarem à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), criada pela lei 5674/71.
Para Ferreira, a lei está em desacordo com a Constituição federal, que no artigo quinto diz que todos são livres para organizar-se independente da autorização do estado. Os representantes de cooperativas de agricultura familiar também discutiram a criação do Conselho Nacional das Cooperativas. "Esse órgão deve ter o papel de fomentar o cooperativismo, construir políticas públicas para o cooperativismo da agricultura familiar, e também fornecer informações de quantas cooperativas existem no Brasil", defendeu Ferreira.
Segundo o presidente da Unicafes, hoje existem no Brasil 25 mil cooperativas. Dessas, sete mil estão filiadas à OCB, mil à Unicafes, e cerca de 200 em outras organizações. "Isso soma oito mil. Há cooperativas que não sabemos onde estão, ninguém sabe delas. É preciso que haja uma organização, um conselho para disciplinar e acompanhar as cooperativas".

Monday, July 03, 2006


Lentidão no combate à pobreza na América Latina
Relatório da ONU classifica como "tragédia ecológica" a perda contínua de florestas, cujas áreas se transformam em terrenos agrícolas
O relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento do Milênio 2006, também aponta que o combate à extrema pobreza continua lento na América Latina e estagnado em 44% na África Subsaariana. Mas, no entanto, o documento registra sinais que a recente melhora no desempenho econômico dessa região, em parceria com a redução da dívida externa e com a ajuda de doadores, podem favorecer o progresso sustentado.Em relação ao primeiro trabalho, elaborado em 2005, o trabalho confirma a tendência mundial de mobilização dos países em ações de combate à pobreza, principalmente pelos avanços conseguidos no sul da Ásia e no leste asiático.
A constatação é que, no ano passado, a ajuda pública ao desenvolvimento ultrapassou a soma de US$ 100 bilhões pela primeira vez, atingindo o nível de um terço do 1% do rendimento conjunto dos países doadores.Além disso, os esforços para cumprir as oito metas do Objetivo do Milênio (ODM), assinado em 2000 pelos estados-membros da ONU, contribuiu para o progresso da situação de mulheres e meninas no mundo.
Segundo a pesquisa, a população feminina se beneficiou, nos últimos 15 anos, de várias ações combinadas, desde a assistência dos partos por profissionais, até às que favoreceram o aumento da escolaridade, o alcance de melhores postos de trabalho e a maior participação nos parlamentos.
Outro dado é que o consumo de substâncias que reduzem a camada de ozônio diminuiu em mais de 200 toneladas, em 1990, para cerca de 60 toneladas em 2004. O relatório classifica como "tragédia ecológica" a perda contínua de florestas, cujas áreas se transformam em terrenos agrícolas. Mas informa que o ritmo da destruição vem caindo, embora deixe no ar a seguinte pergunta: "será que as medidas de proteção serão suficientemente rápidas para evitar alterações climáticas bruscas, uma poluição galopante e o esgotamento dos recursos de água potável?"



ONU: mais avanços mundiais no acesso à água e à escolarização

Relatório avalia os esforços realizados pelos 191 países membros da ONU, entre eles o Brasil, no cumprimento das oito metas do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidas até 2015


Maior acesso à água potável e à escolarização e mais ações de ajuda para o desenvolvimento estão entre os avanços ocorridos no mundo a partir de 2000. No entanto, desde 1990 aumentaram os casos de tuberculose, de infecções por HIV e de malária. A conclusão é do segundo Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento do Milênio 2006, divulgado hoje (3).
O relatório avalia os esforços realizados pelos 191 países membros da ONU, entre eles o Brasil, no cumprimento das oito metas do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidas até 2015. O principal objetivo do acordo, firmado em 2000, é a erradicação da pobreza extrema e a redução pela metade da proporção de pessoas que vivem com um dólar ou menos por dia.
Entre as metas, a previsão de reduzir pela metade (15%) o número de pessoas que não recebem água potável poderá ser alcançada nos próximos 10 anos. Pesquisa indica que a taxa desse segmento vem caindo e baixou de 30%, em 1990, para 20%, em 2004.Outro dado é que os investimentos no ensino básico universal devem ser contínuos, especialmente na África Subsaariana. Apesar da escolarização primária ter aumentando " de forma acelerada ", segundo o relatório, em relação a uma taxa de escolarização de 50%, em 1990, mais de um terço das crianças em idade escolar ainda não freqüentam o ensino regular.
O relatório revela que está comprometida a meta de reduzir pela metade a percentagem dos que não têm acesso a melhores condições de saneamento básico. O compromisso até 2015 é de diminuir a taxa do segmento em 33%, o que vai exigir maior aceleração de investimentos e de políticas públicas. Atualmente, metade do mundo sofre com problemas de saneamento básico, índice considerado muito alto. Antes do ODM a taxa era de 65% da população sem saneamento.
Quanto ao aumento dos casos de doenças, a ONU considera positiva a sensibilização internacional que mobilizou a doação de bilhões de dólares a fundos especializados. A entidade avalia que tiveram êxito os países que adotaram ações para combater o problema, como a distribuição de redes de proteção contra mosquitos, no caso da malária, e a modificação de comportamentos, no caso do HIV.

Saturday, July 01, 2006

Prisionerios e mapa e do campo de prisioneiros de Guantánamo entidades internacionais de direitos humanos pedem o fechamento da base prisional americana

















Guantánamo

Anestia Internacional pede fechamento do campo de detenção do governo americano, localizado em Cuba

A decisão tomada pela da Suprema Corte, no dia 29 de junho, invalidando os tribunais militares instituídos pelo Presidente George W. Bush é uma vitória para o Estado de Direito e para os direitos humanos, disse a Amnesty International em reação à decisão da Suprema Corte no caso de Salim Ahmed Hamdan.
A Amnesty International também disse que o presidente Bush deveria usar a decisão como trampolim para garantir que os EUA tragam todas as suas políticas de detenção da "guerra contra o terror" à total consonância com o direito internacional e norte-americano.
Isso inclui cancelar os julgamentos dos tribunais militares, revogar a Ordem Militar que os instituiu, fechar o campo de detenção em Guantánamo e acabar com todas as detenções secretas e arbitrárias.
"A administração dos EUA deveria garantir que os detidos em Guantánamo fossem libertados ou trazidos à justiça perante tribunais civis dentro dos EUA", disse Rob Freer, pesquisador da Amnesty International para os EUA.
Em votação de 5 a 3, o Juiz John Paul Stevens disse que os julgamentos propostos eram ilegais perante o direito norte-americano e as convenções internacionais de Genebra. A decisão foi baseada no caso de Salim Ahmed Hamdan, um cidadão de 36 anos do Iêmen que passou quatro anos em um centro de detenção dos EUA, mas irá afetar diretamente a pelo menos outros 10 detentos que tiveram julgamentos marcados por Comissões Militares.
Diversas manifestações foram realizadas contra o campo de prisioneiros americano, instalado em Cuba. Inumeras comissões de direitos humanos solicitaram seu fechamento.