
Guantánamo
Anestia Internacional pede fechamento do campo de detenção do governo americano, localizado em Cuba
A decisão tomada pela da Suprema Corte, no dia 29 de junho, invalidando os tribunais militares instituídos pelo Presidente George W. Bush é uma vitória para o Estado de Direito e para os direitos humanos, disse a Amnesty International em reação à decisão da Suprema Corte no caso de Salim Ahmed Hamdan.
A Amnesty International também disse que o presidente Bush deveria usar a decisão como trampolim para garantir que os EUA tragam todas as suas políticas de detenção da "guerra contra o terror" à total consonância com o direito internacional e norte-americano.
Isso inclui cancelar os julgamentos dos tribunais militares, revogar a Ordem Militar que os instituiu, fechar o campo de detenção em Guantánamo e acabar com todas as detenções secretas e arbitrárias.
"A administração dos EUA deveria garantir que os detidos em Guantánamo fossem libertados ou trazidos à justiça perante tribunais civis dentro dos EUA", disse Rob Freer, pesquisador da Amnesty International para os EUA.
Em votação de 5 a 3, o Juiz John Paul Stevens disse que os julgamentos propostos eram ilegais perante o direito norte-americano e as convenções internacionais de Genebra. A decisão foi baseada no caso de Salim Ahmed Hamdan, um cidadão de 36 anos do Iêmen que passou quatro anos em um centro de detenção dos EUA, mas irá afetar diretamente a pelo menos outros 10 detentos que tiveram julgamentos marcados por Comissões Militares.
Diversas manifestações foram realizadas contra o campo de prisioneiros americano, instalado em Cuba. Inumeras comissões de direitos humanos solicitaram seu fechamento.
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