Oriente Médio
Para sociólogo, intermediação internacional é necessária para o processo de paz
A questão mais complicada nos conflitos do Oriente Médio é a falta de um processo de intermediação internacional para promover o reconhecimento do estado Palestino por parte de Israel, com o já foi feito pelas Nações Unidas. A avaliação é do coordenador de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o sociólogo Emir Sader.
Segundo o professor os Estados Unidos apóiam Israel, governos europeus protestam sobre a desproporção dos atos de represália de Israel, mas as Nações Unidas são impotentes para colocar em prática as suas resoluções.
Na análise do sociólgo, a volta de Ariel Sharon ao poder em fevereiro de 2001, dessa vez como primeiro ministro de Israel, foi uma ruptura de negociações que estavam sendo levadas a cabo. “Naquele momento Israel tomou a posição e na realidade rompeu os acordos”, explicou.
Para ele, o mais grave é que tanto antes, quando o Fatah (organização política e militar criada nos anos 50, que foi chefiada pelo líder palestino Yasser Arafat e hoje é presidida por Mahmoud Abbas) estava no poder ou, agora, com o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica eleito em janeiro deste ano) não há qualquer forma de intermediação internacional para avançar em meio a uma situação de enfrentamentos, classificados pelo professor, de relativamente descontrolados. “Não é um tema que nasce agora com um governo do Hamas, vem de antes e vem do esgotamento de uma possibilidade de solução pacífica dentro da resistência de Israel e dos Estados Unidos de reconhecer o direito dos palestinos com nenhum privilégio, mas, simplesmente, com a mesma igualdade de direitos que tem o estado de Israel”, disse.
Sader defendeu que é preciso analisar a origem do conflito, que para ele, é o não reconhecimento por parte de Israel do direito dos palestinos terem um estado soberano com fronteiras definidas e retorno dos palestinos que estão fora da região. “Esse não reconhecimento leva à ocupação dos territórios palestinos por parte do exército de Israel e como conseqüência a resistência a essa ocupação. Isso acaba gerando a situação de conflitos e atos de violência por uma e outra parte. Por outro lado, a divisão interna no mundo palestino, entre os que querem acentuar as negociações com Israel e aqueles que consideram que o caminho das negociações está esgotado e não levou à conquista do estado Palestino”, disse.
Segundo o sociólogo, esta situação faz com que setores “mais radicais” tenham conseguido ser leitos. “Não são setores terroristas, mas descontentes com a falta de soluções para o estado Palestino. A partir daí, os enfrentamentos vão se desenvolvendo, como o seqüestro de um soldado israelense, a solicitação de troca por presos palestinos, a negativa por parte de Israel e ao contrário, o início de uma nova escalada a repressão contra os palestinos com bombardeios diretos”, afirmou.
O especialista apontou ainda os reflexos dos conflitos no Líbano. “Se gerou também um espiral de resistências no sul do Líbano com ataques de foguetes ao norte de Israel e seqüestros de soldados israelenses. Isso levou, mais recentemente, a bombardeios diretos à capital libanesa, ameaçando que se alastre um conflito para a Síria, que tem um peso determinante no Líbano e na resistência palestina dentro do país”, esclareceu. (Com informações da Agência Brasil)
Sader defendeu que é preciso analisar a origem do conflito, que para ele, é o não reconhecimento por parte de Israel do direito dos palestinos terem um estado soberano com fronteiras definidas e retorno dos palestinos que estão fora da região. “Esse não reconhecimento leva à ocupação dos territórios palestinos por parte do exército de Israel e como conseqüência a resistência a essa ocupação. Isso acaba gerando a situação de conflitos e atos de violência por uma e outra parte. Por outro lado, a divisão interna no mundo palestino, entre os que querem acentuar as negociações com Israel e aqueles que consideram que o caminho das negociações está esgotado e não levou à conquista do estado Palestino”, disse.
Segundo o sociólogo, esta situação faz com que setores “mais radicais” tenham conseguido ser leitos. “Não são setores terroristas, mas descontentes com a falta de soluções para o estado Palestino. A partir daí, os enfrentamentos vão se desenvolvendo, como o seqüestro de um soldado israelense, a solicitação de troca por presos palestinos, a negativa por parte de Israel e ao contrário, o início de uma nova escalada a repressão contra os palestinos com bombardeios diretos”, afirmou.
O especialista apontou ainda os reflexos dos conflitos no Líbano. “Se gerou também um espiral de resistências no sul do Líbano com ataques de foguetes ao norte de Israel e seqüestros de soldados israelenses. Isso levou, mais recentemente, a bombardeios diretos à capital libanesa, ameaçando que se alastre um conflito para a Síria, que tem um peso determinante no Líbano e na resistência palestina dentro do país”, esclareceu. (Com informações da Agência Brasil)
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