
Oito milhões de crianças vivem em instituições
Problemas familiares, algum tipo de deficiência ou pobreza. Estes são os principais motivos que levam mais de oito milhões de crianças a viverem em instituições no mundo. Muitas estão sujeitas a sofrer violência por parte das pessoas que deveriam se responsabilizar por elas.Sob a desculpa de disciplina, profissionais que trabalham nessas instituições agridem as crianças com as mãos, paus e até mangueiras. Há casos em que essas pessoas batem a cabeça das crianças contra a parede e situações em que as crianças são imobilizadas dentro de sacos plásticos.
Problemas familiares, algum tipo de deficiência ou pobreza. Estes são os principais motivos que levam mais de oito milhões de crianças a viverem em instituições no mundo. Muitas estão sujeitas a sofrer violência por parte das pessoas que deveriam se responsabilizar por elas.Sob a desculpa de disciplina, profissionais que trabalham nessas instituições agridem as crianças com as mãos, paus e até mangueiras. Há casos em que essas pessoas batem a cabeça das crianças contra a parede e situações em que as crianças são imobilizadas dentro de sacos plásticos.
As conclusões do estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) também mostra que um milhão de crianças está detida por autoridades no mundo. Grande parte delas praticou algum crime pela primeira vez, na maioria das vezes, são crimes de pequeno potencial ofensivo.
Há casos em que as crianças são culpadas por coisas como não ir à escola ou por fazerem parte de grupos de sem-teto.
Para a oficial de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Helena Oliveira, as autoridades não podem partir da premissa de que crianças detidas em estabelecimentos prisionais são violentas.
Castigos corporais são autorizados em pelo menos 77 países onde há estabelecimentos prisionais para crianças. Na maioria das vezes, de acordo com o estudo da ONU, elas são agredidas com varas. Há situações em que a violência foi usada como recurso para obter algum tipo de confissão durante interrogatórios.
Em relação à violência sexual, as meninas são as que correm maior risco em centros de detenção, principalmente quando são supervisionadas por pessoas do sexo masculino.Para evitar essas situações, a ONU recomenda que sejam privilegiadas iniciativas de preservação da família.
Caso a criança precise de cuidados fora de casa, alternativas familiares ou comunitárias devem ser adotadas pelo Estado para que a institucionalização seja usada de forma limitada e somente quando apropriada para a criança.
Outra recomendação é a descriminalização de delitos considerados como tal quando cometidos por crianças, como o absentismo escolar ou fugas de casa, bem como nos casos de comportamentos como a mendicância ou a vagabundagem. Com informações da UNICEF
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