Friday, February 29, 2008


Reaproveitamento


Avião é construido com destroços das Torres Gêmeas


O USS New York LPD21 é exibido no porto de Avondale. Cerca de 7,5 t de aço recuperadas dos destroços do World Trade Center foram usadas no navio.


Monday, February 25, 2008




Primeiro vôo comercial movido a biocombustivel é realizado com sucesso


O primeiro vôo de um avião comercial parcialmente movido a biocombustível foi realizado neste domingo do aeroporto de Heathrow, em Londres, para Amsterdã em meio a controvérsias sobre o impacto ecológico da iniciativa.
O Boeing 747, operado pela companhia Virgin Atlantic, voou sem passageiros a bordo e teve um de seus quatro motores movido a biocombustível, enquanto que os outros três usaram combustível convencional.
O uso de cerca de 20% de biocombustível serveiu para reduzir o risco do vôo, já que os demais motores eram capazes de fornecer a potência necesssária para o avião se houvesse algum problema.
Ambientalistas dizem a iniciativa da Virgin Atlantic não é uma solução para diminuir o aquecimento global, porque plantações seriam utilizadas para gerar combustível, reduzindo a produção de comida. A Virgin Atlantic não revelou de qual planta foi produzido o combustívelA Virgin Atlantic não revelou de qual planta foi produzido o combustível.


"Taxi to the Dark Side" leva o Oscar de melhor documentário



O Oscar deste ano de melhor documentário foi para "Taxi to the Dark Side", de Alex Gibney e Eva Orner.

Em seu discurso, Alex ofereceu a estatueta a todos os documentaristas e disse que rodou o filme motivado pelos episódios na prisão americana de Guantánamo.
O documentário tem como assunto as torturas praticadas pelos norte-americanos no Afeganistão, Iraque e em Guantánamo. O foco central do filme é um inocente taxista do Afeganistão, que é torturado e morto em 2002.
Veja o trailler e mais detalhes aqui

De irmão para irmão





Raúl Castro é escolhido sucessor de Fidel


O presidente interino de Cuba, Raúl Castro, foi confirmado na tarde de ontem (24) como o único congressista proposto pelo Parlamento cubano para encabeçar o Conselho de Estado, durante a primeira sessão do parlamento local.Raúl Castro se tornará, assim, o segundo presidente de Cuba desde a revolução de janeiro de 1959, já que seu irmão e ex-líder do país, Fidel Castro, exerceu o cargo durante 49 anos.

De acordo com a lei cubana, os 614 novos deputados, eleitos em janeiro deste ano – entre os quais figura Fidel – elegem os 31 membros do Conselho de Estado, cujo presidente exerce a função de chefe de Estado e de governo.O candidato à primeira vice-presidência do Conselho é José Ramón Machado Ventura, um médico que encabeça a esfera ideológica do Partido Comunista de Cuba, segundo a Agência Ansa.

Os nomes propostos para a vice-presidência são Esteban Lazo, o atual vice-presidente Carlos Lage, os militares Abelardo Colomé Ibarra e Julio Casas e o comandante da revolução Juan Almeida.Com exceção de Lage, todos são reconhecidos integrantes do grupo de “personalidades históricas” que participaram da revolução cubana em 1959.


Mudanças

Para muitos analistas, a saída de Fidel foi vista por como um possível início de mudanças políticas e econômicas em Cuba. Em seu discurso, Raul anunciou que nesta semana começará a "eliminar proibições", como parte das primeiras medidas de reforma econômica, durante seu discurso de posse no Parlamento.
"Nas próximas semanas, começaremos a eliminar as mais simples, já que muitas delas tiveram como objetivo evitar o surgimento de novas desigualdades em um momento de escassez generalizada", disse ele, em uma referência às proibições que afetam os cubanos.
O novo presidente cubano também afirmou que deve promover uma redução dos órgãos do Estado, tendo por objetivo tornar sua gestão "mais eficiente". anunciou neste domingo que na próxima semana começará a "eliminar proibições", como parte das primeiras medidas de reforma econômica, durante seu discurso de posse no Parlamento.

Saturday, February 23, 2008



Obesidade pode gerar distinção no mercado de trabalho



Pesquisa revelou que obesidade mórbida cresceu 255% entre a população brasileira nas últimas quatro décadas. As mulheres são as que mais sofrem com o problema


Além dos prejuízos gerados à saúde e a qualidade de vida das pessoas, a obesidade vem gerando uma série prejuízos também no mercado de trabalho, segundo informações do endocrinologista Márcio Mancini, presidente da Associação para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Segundo ele, pesquisas internacionais revelam que quanto mais obeso o indivíduo, menor a chance de conseguir um emprego e, quando o consegue, o salário é menor do que o de uma pessoa magra.

A advogada Michele Trindade, de 26 anos, moradora de Brasília, já pesou 130 quilos antes de passar por uma cirurgia de redução de estômago. Ela conta que viveu discriminação no mercado de trabalho ao participar de uma seleção para estágio. “Depois de passar pela entrevista eu fui contratada, mas o chefe disse que quando viu minha foto no currículo pensou: 'nossa, essa menina é muito gorda, deve ser preguiçosa,' mas como um amigo meu tinha falado muito bem de mim, resolveu arriscar”.

De acordo com o endocrinologista, a distinção entre obesos e magros no mercado de trabalho pode ser observada também pelos dados que apontam a incidência maior dos primeiros em funções básicas. “Na diretoria se vê que há mais pessoas magras que obesas e à medida que se vai baixando na categoria, chegando até o último escalão, dos operários, vai aumentando o número de obesos. Nas categorias mais básicas você tem menos magros e mais obesos e nas categorias mais privilegiadas ocorre o contrário”.Segundo ele, uma das explicações para isso é o menor acesso à informação das pessoas de classes mais baixas. “De fato a obesidade está aumentando mais nas classes sócio-econômicas menos privilegiadas e está tendendo a estabilizar ou reduzir nas classes mais altas” avaliou.

Mancini ressaltou, no entanto, que os números podem estar refletindo também uma seleção do mercado de trabalho que exclui pessoas obesas de funções de destaque.“Você tem dois indivíduos igualmente qualificados que vão procurar emprego para ser diretor de uma empresa. O obeso é visto como menos capaz, com menos força-de-vontade, mais preguiçoso, com rendimento menor, o que não pode ser afirmado, mas essas qualidades pejorativas são passadas pelo estado de obesidade”, afirmou.Márcio Mancini destacou que os obesos não podem ser discriminados, mas que o ideal é promover a saúde da população e reduzir a obesidade. “Às vezes vemos nos outros países uma luta pelo aumento do tamanho nos acentos dos aviões ou das catracas de ônibus.

Os americanos vêm aumentando o tamanho dos porta-copos dos carros para adaptá-los à embalagens maiores de refrigerantes. Existe um meio termo para tudo, mas devemos lutar contra a obesidade e não para adaptar o ambiente para termos cada vez mais obesos”, considerou.

De acordo com o médico, estudos norte-americanos mostram que quanto mais obeso o profissional, maior o número de licenças médicas, mais dias de ausência ao trabalho por ano e mais precoce a aposentadoria.

O mecânico aposentado Valter de Macedo Junior, de 48 anos, morador de Praia Grande, litoral paulista, é um exemplo desse problema. Aos 42 anos, pesando 220 quilos, ele precisou parar de trabalhar, não só pelas grandes dificuldades de locomoção como pelas doenças que surgiram com excesso de peso. ”Não tinha mais jeito. Problemas vasculares com feridas nas pernas, pressão alta, diabetes. Acabei aposentado por problemas vasculares” conta.

Wednesday, February 20, 2008


Bom apetite






Insetos são nutritivos como carne e peixe, diz FAO


Segundo a agência, mais de 520 espécies de insetos, entre eles formigas, abelhas e grilos, são consumidos em 36 países de África, Ásia e Américas


Especialistas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, estão reunidos em Chiang Mai, na Tailândia, para debater o uso de insetos na dieta alimentar. Segundo a agência, mais de 520 espécies de insetos, entre eles formigas, gafanhotos, abelhas e grilos, são consumidos em 36 países de África, Ásia e Américas. Somente na Tailândia, 200 tipos de insetos fazem parte do menu da população local. Valor nutritivo A FAO afirma que os insetos são altamente nutritivos e muitos deles têm tanta proteína como a carne e o peixe.

De acordo com o representante do Escritório Florestal da FAO, Patrick Durst, pouco se sabe sobre os ciclos biológicos, dinâmica, assim como o potencial comercial dos insetos comestíveis. A funcionária da equipe das agências da ONU para a Redução da Fome e Desnutrição na Infância do Programa Mundial de Alimentos, PMA, Denise da Costa Coitinho, disse à Rádio ONU, de Roma, que a questão básica é a qualidade sanitária desses produtos. "Alguns tipos de insetos, que são tradicionalmente parte da cultura alimentar, são, de fato, ricos em proteínas. A questão básica é a qualidade sanitária desse produto como alimento. É preciso se ter cuidado com o nível de contaminação, com a limpeza e contaminação não apenas bacteriana mas também com agro-tóxicos, dependendo de onde vêm esses insetos", disse.

A FAO afirma que o negócio dos insetos pode criar empregos e aumentar receitas de famílias de áreas rurais.




Lixão da Vila Estrutural, no Distrito Federal, inspecionado pelo Ministério Público e Secretaria dos Direitos Humanos, entre outros órgãos, para verificar ocorrências de trabalho infantil Foto: Marcello Casal Jr./Abr

Tensão




ONU condena violência no Kosovo


Segundo a Unmik, se registraram ataques violentos em postos de fronteira no norte da região


A Missão das Nações Unidas para a Administração Interina do Kosovo, Unmik, condenou os ataques violentos que teriam sido cometidos por sérvios-kosovares contra postos fronteiriços no norte da região, provocando destruição de propriedades. Segundo a Unmik, o enviado especial do Secretário-Geral da ONU para o Kosovo, Joachim Rücker, ordenou o fechamento, por 24 horas, das passagens onde se registraram os distúrbios.

As Nações Unidas afirmam que a violência é inaceitável e não será tolerada. Na segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu à todos os líderes políticos kosovares para evitarem quaisquer ações ou pronunciamentos que possam ameaçar a paz, promover a violência ou colocar em risco a segurança na região. Ban Ki-moon fez essas declarações na abertura de uma sessão do Conselho de Segurança convocada para analisar a situação em Kosovo, após a declaração unilateral de independência feita, no domingo, pela Assembléia de deputados albaneses-kosovares.


Independência

A Sérvia se opõe a essa decisão e o presidente do país, Boris Tadic, pediu ao Conselho de Segurança a anulação da proclamação da independência. O Kosovo, com uma população de cerca de 2 milhões de habitantes, dos quais 10% são sérvios, é administrada pelas Nações Unidas desde 1999.

Tuesday, February 19, 2008


Após 49 anos no poder, Fidel Castro renuncia a presidência de Cuba


"Os homens passam, os povos ficam; os homens passam, as idéias ficam". (Fidel Castro)




Surpreendendo a muitos, em carta publicada hoje (19) no jornal oficial do Partido Comunista - Granma - o presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou que não reassumirá o cargo, depois de quase 19 meses afastado por problemas de saúde. Nesse período, ele foi substituído pelo irmão Raul Castro, que ocupa o cargo interinamente.

Na carta, Fidel afirma que não aceitará, nem aspira aos postos de chefe de Estado e Comandante em Chefe, que serão escolhidos em uma eleição no próximo domingo (24). "Comunico que não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe", diz o líder da Revolução Cubana na carta. "Trairia minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico sem dramaticidade", acrescenta Fidel.

O presidente cubano, de 81 anos, se recupera desde julho de 2006 de complicações intestinais e desde essa época está afastado da vida pública.


Repercussão na imprensa internacional


França espera mais democracia

França diz esperar "mais democracia"
A França reagiu ao anúncio da renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba com declarações sobre a esperança de que a ilha passe por um processo de reformas.
"A França espera que a decisão de Fidel Castro de renunciar à presidência de Cuba abra um novo caminho e que exista mais democracia neste país", afirmou o secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Jean-Pierre Jouyet.
"O castrismo tem sido o símbolo do totalitarismo", acrescentou.
Para o ministro francês, a era Fidel se caracterizou pela falta de reformas. "[Fidel] Não entendeu as evoluções que surgiram sobretudo no fim dos anos 70 e início dos 80, não entendeu as evoluções que surgiram após a queda do Muro de Berlim e da União Soviética".



Na imprensa

The New York Times


"Fidel Castro, o exaltado patriarca revolucionário e ícone internacional da rebelião, renunciou ao cargo de presidente em 19 de fevereiro de 2008, segundo o 'Granma' o jornal estatal de Cuba. 'Não aspiro a nem aceito --repito, não aspiro a nem aceito o posto de presidente do Conselho de estado e de comandante-em-chefe', escreveu.
O anúncio inesperado de Fidel Castro deixou pouco claros os papéis que outros ministros de alto nível --entre eles o vice-presidente, Carlos Lage, o o ministro das Relações Exteriores, Felipe Perez Roque-- terão no novo governo".



Guardian Unlimited

Quem calçará as botas de Fidel?
"Ao mesmo tempo em que Fidel Castro deixa o cargo de líder, especialistas acreditam que ele pode permanecer politicamente influente como primeiro secretário do Partido Comunista e como estadista mais velho de Cuba".

Monday, February 18, 2008

Jovem sul-americano quer educação melhor
Pesquisa em seis países da região indica que a juventude engajada revindica ensino público de qualidade e voltado à formação técnica

A principal reivindicação de jovens ligados a movimentos sociais em seis países da América Latina, inclusive do Brasil, é a criação de uma educação pública de qualidade e voltada para a formação profissional, aponta uma pesquisa organizada pelo IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e pelo Pólis (Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais).
Com o título de Juventude e Integração Sul-Americana, o levantamento ouviu, no ano passado, 19 grupos de jovens de 15 a 29 anos, na Argentina, na Bolívia, no Chile, no Paraguai e no Uruguai, além do Brasil (seis grupos). Ao todo, foram entrevistadas 960 pessoas, a grande maioria ligada em movimentos, sindicados ou associações — desde filhos de desaparecidos políticos da ditadura militar argentina a jovens do movimento hip hop na Bolívia, passando por migrantes do Nordeste brasileiro que trabalham no corte manual da cana-de-açúcar em São Paulo, além de jovens com alguma espécie de engajamento político no Chile, Paraguai e Uruguai. O objetivo foi entender quais são os anseios desses sul-americanos e de que maneira as políticas públicas poderiam beneficiar essa camada da população.
Em linhas gerais, os entrevistados disseram que a qualidade do ensino pede a aproximação entre educação e qualificação profissional; preocupam-se com remuneração, estabilidade e níveis e graus de informalidade no trabalho; reclamam transporte público gratuito para jovens estudantes, tanto no campo quanto na cidade; apontam que a cultura deve estar associada à educação de qualidade.
No Brasil, onde a proporção de jovens entre 15 e 29 anos na escola caiu de 38,3% para 36,3% entre 2003 e 2006, a pesquisa relatou dois grupos que apresentaram reivindicações ligadas à educação. Os jovens cortadores de cana alertaram para a necessidade de conciliar trabalho e estudo. O movimento pelo passe livre, de Salvador (BA), destacou as dificuldades de os jovens se locomoverem até a escola.
Ainda sobre a educação, os jovens sul-americanos, segundo a pesquisa, defendem currículos e horários escolares mais flexíveis, que possam atender à parcela da população que também trabalha.
"Esses grupos que nós pesquisamos se destacam por atividades políticas na realidade em que estão inseridos. Eles se diferenciam pelo fato de serem muito ativos", afirma o cientista político Maurício Santoro, do IBASE, um dos responsáveis pela realização do trabalho.
"Os entrevistados funcionariam como uma espécie de antena de inquietações da juventude sul-americana como um todo", acrescenta, justificando por que a pesquisa escolheu ouvir esses movimentos de jovens. "Não estamos inferindo que este resultado representa o que pensa a juventude de modo geral, mas que, em maior ou menor grau, as inquietações desses jovens representam uma amostra interessante das dificuldades que os jovens enfrentam na América do Sul como um todo", avalia Santoro.
"Algo muito interessante é que as demandas foram muito semelhante entre si, independentemente da área de atividade ou do países em que eles viviam. Isso nos surpreendeu bastante, por se tratar de pessoas inseridas em realidades socioeconômicas bastante diferentes", diz.

Saturday, February 16, 2008


ONU cria fundo para reduzir mortalidade materna
O Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa) criou um fundo para garantir recursos voltados para a saúde materna no mundo. O objetivo é arrecadar cerca de US$ 465 milhões junto aos principais doadores mundiais da Organização das Nações Unidas (ONU), entre eles Japão, Holanda e Reino Unido. Os recursos serão investidos em ações de redução da mortalidade materna nos 75 países onde o problema é mais grave.
De acordo com a assessora do Unfpa no Brasil, Thaís de Freitas, o número de mortes de mães brasileiras é alto, mas o país não faz parte do grupo que será foco das ações. “No Brasil a situação é ainda bastante preocupante, principalmente entre as mulheres negras e das regiões Norte e Nordeste. Mas existe gente em situação muito pior”, explicou Thaís.
Os dados da ONU apontam uma proporção de 250 mortes de mães por grupo de 100 mil nascidos vivos no Brasil. Mas, segundo ela, esse número não bate com o oficial apresentado pelo governo brasileiro, que é de 64 mortes por 100 mil nascidos vivos. “Mesmo assim é inaceitável um país como o Brasil ter uma mortalidade materna tão alta.”
Um dos programas que ela aponta como importantes para reduzir esses números é o Pacto para Redução da Mortalidade Materna, no qual o Ministério da Saúde, governos estaduais e municipais se unem a comitês da sociedade civil para ações de apoio às mães durante a gravidez. “É um acordo de governo com a sociedade civil. O ministério ajuda, por exemplo, na capacitação de profissionais."
De acordo com ela, as ações do novo fundo serão voltadas principalmente para alguns países na África ou na Ásia em que as mortes de mães passam de 300 e, às vezes, chegam a 600 por 100 mil bebês nascidos vivos.As próprias representações da ONU nesses países é que devem executar os projetos de redução da mortalidade materna, de acordo com as solicitações dos governos locais e das organizações da sociedade civil.

Tuesday, February 12, 2008


ONU precisa de US$ 63 mi para refugiados do Sudão


O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) anunciou hoje, em Genebra, que precisa de US$ 63 milhões para financiar suas operações no sul do Sudão em 2008, incluindo a repatriação e reintegração de 80 mil refugiados sudaneses que vivem em países vizinhos.
A agência da ONU para refugiados, que tem 97% do seu orçamento financiado por doações voluntárias de governos e indivíduos, usará o dinheiro arrecadado para garantir o contínuo apoio à repatriação de sudaneses, iniciativa que já beneficiou cerca de 169 mil refugiados e 1,9 milhão de deslocados internos.
"Se o ritmo de retorno não é apoiado adequadamente, os desafios para garantir a reintegração dessas pessoas podem se tornar ainda maiores", afirmou Marjon Kamara, diretor do departamento do ACNUR responsável pela África.
A guerra civil no Sudão terminou em 2005, com a assinatura de um acordo de paz, mas o país permanece instável e cerca de 260 mil sudaneses ainda estão refugiados em outros países da região.
O apelo ocorre no momento em que 12 mil sudaneses vítimas de bombardeiros e ataques de milícas no oeste do país aguardam uma oportunidade para entrar no Chade e se proteger em campos do ACNUR naquele país. Estes refugiados estão sob os cuidados da agência desde o último domingo, quando foram localizados em uma operação humanitária de emergência, informou a porta-voz do ACNUR, Jennifer Pagonis.
O ACNUR planeja facilitar a repatriação voluntária de 45 mil refugiados sudaneses que estão em Uganda, 17 mil no Quênia, 16 mil na Etiópia e 2 mil no Egito. Em coordenação com o governo do Sudão e outras agências da ONU, o ACNUR também planeja continuar os projetos de reintegração tanto para refugiados quanto para deslocados internos que retornam para áreas com escassez de serviços básicos, particularmente saúde e educação, e com atividade econômica fraca, embora crescente.
Se estes problemas não são resolvidos, os refugiados que retornam podem mudar-se para áreas urbanas superpovoadas ou até voltar para os países de refúgio.
Apesar dos progressos no país desde o acordo de paz, o ACNUR continua a enfrentar problemas de insegurança, como no sul do Sudão, e de infra-estrutura, como a má condição de rodovias afetadas pelas chuvas.

Brasil levará à ONU, em abril, relatório sobre direitos humanos
O governo brasileiro apresentará em abril um relatório para a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação dos direitos humanos no país. O documento faz parte de um mecanismo de revisão periódica universal implementado pela ONU, a fim analisar a situação em cada nação, e foi apresentado hoje (12) a parlamentares e representantes da sociedade civil organizada, durante audiência pública no Senado.
“Nós procuramos fazer um panorama honesto dos direitos humanos hoje no Brasil. Apresentamos os campos onde ainda há violações, mas apresentamos também as políticas públicas que existem hoje no país para que sejam superadas essas violações”, explicou Thiago Melamed, assessor da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
Segundo ele, foram apontadas 15 áreas em que as violações são mais graves. Elas incluem direitos da mulher, das crianças e dos adolescentes, problemas relacionados ao racismo e à fome.
O texto também reconhece a violência no campo e aponta a reforma agrária como “inconclusa”. Melamed informou que representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participaram da audiência e fizeram sugestões sobre o que é considerado terra produtiva, no texto.
O relatório do governo será apresentado junto com outros, produzidos por técnicos da ONU e por organizações da sociedade civil brasileira. “A idéia é que todos os países sejam examinados e que se construa uma relação de franqueza e cooperação entre as nações, porque todos os países têm problemas de direitos humanos – mesmo aqueles de maior desenvolvimento relativo”, completou Melamed.
O Brasil faz parte do primeiro grupo de países a apresentar o relatório. A expectativa é que em quatro anos tenham sido analisados os textos de todos os países que fazem parte da ONU.

Terceirização internacional reduz direitos dos trabalhadores


A subcontratação de trabalhadores por empresas com sede em outros países, a chamada terceirização transnacional, impõe o “padrão de emprego asiático”, marcado pela alta rotatividade, baixa remuneração e longa jornada de trabalho. A análise consta da pesquisa A Transnacionalização da Terceirização na Contratação do Trabalho, apresentada hoje (12) pelo economista e pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann, atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com base em dados de instituições como Banco Mundial, Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Internacional do Trabalho (OIT), Pochmann traçou um histórico da subcontratação de serviços, desde a experiência colonial, com empresas estrangeiras para atender aos interesses das metrópoles, até o papel das atuais companhias transnacionais de contratação de mão-de-obra, responsáveis pela colocação de 9,3 milhões de pessoas no mercado de trabalho em 2006 em 33 países pesquisados.
O fenômeno da terceirização transnacional vem se expandindo e tende a aumentar, principalmente no setor de prestação de serviços, segundo o estudo. A pesquisa cita organizações como a Nike, fabricante de artigos esportivos. Dos 600 mil trabalhadores da empresa em 51 países, apenas 24 mil são diretamente contratados – quase 95% de terceirização. A estimativa, segundo o estudo de Pochmann, é que 6,7 milhões de novas ocupações anuais sejam criadas pela terceirização transnacional nos próximos dez anos.
No entanto, uma tendência da terceirização transnacional que está se consolidando é a redução dos custos trabalhistas, que resulta na informalidade e na falta de cobertura previdenciária dos empregados. Na avaliação de Pochmann, a subcontratação internacional influencia significativamente o padrão de remuneração da mão-de-obra, pressiona os custos de contratação e de proteção dos riscos do exercício do trabalho.
“Esse tipo de terceirização da mão-de-obra não se apresenta como imperativo de modernização das condições gerais da produção no início do século 21. Pelo contrário, pode assemelhar-se, guardada a devida proporção, ao retrocesso das conquistas alcançadas até o momento”, aponta o especialista.
O estudo sugere o fortalecimento da regulação pública nas questões trabalhistas não apenas dentro de cada país, mas em nível internacional. A pesquisa também levanta a necessidade de mudança na forma de atuação dos sindicatos. “O sindicalismo opera como se as economias mantivessem a atuação quase exclusiva no espaço nacional e termina por fragilizar ainda mais a função da barganha coletiva junto aos empregadores patronais”, avalia Pochmann.

Monday, February 11, 2008

Trafico de pessoas gera cerca de
Tráfico de Pessoas gera cerca de 32 bilhoes de dolares por ano

Especialistas da Organização Internacionaldo trabalho, incluindo altos dirigentes empresariais e sindicais, participarão entre 13 e 15 de fevereiro de um encontro sem precedentes para analisar aspectos críticas do tráfico de pessoa.Durante o Foro de Viena para Combater o Tráfico de Pessoas, a OIT também anunciará o lançamento de uma iniciativa conjunta com a União Européia para melhorar a recompilação de estatísticas nacionais sobre este problema.
O Foro de Viena (1) é um encontro organizado por várias agências intergovernamentais das Nações Unidas, cujo objetivo é reunir representantes de Estados, de organizações não-governamentais e e dos setores público e empresarial para apoiar a iniciativa mundial daas Nações Unidas para lutar contra o tráfico de pessoas.O Foro também servirá de marco para a OIT renovar sua convocação sobre a necessidade de ser criada uma aliança global contra o trabalho forçado.
Entre os principais temas que serão abordados durante o encontro figuram o trabalho forçado e o papel dos empregadores e trabalhadores no combate ao tráfico de pessoas nas cadeias produtivas.Segundo um estudo da OIT (2), cerca de 2,4 milhões de pessoas no mundo são vítimas do tráfico de pessoas e são submetidas a trabalhos forçados.
Cerca de metade delas, 43 por cento, são explorados sexualmente, enquanto que 32 por cento são vítimas de exploração no trabalho e 25 por cento de uma mescla de ambos. A metade das vítimas tem menos de 18 anos.
“Apesar da crescente consciência que existe sobre este problema e do esforço cada vez mais eficaz das autoridades, o tráfico de pessoas continua sendo uma atividade criminosa de baixo risco e altos rendimentos”, assinalou Roger Plant, Chefe do Programa Especial para Combater o Trabalho Forçado da OIT. A OIT calcula queo tráfico de pessoas gera cerca de 32 bilhões de dólares por ano, uma media de 13 mil dolares por vitima.
Contexto
A OIT é uma das principais organizações envolvidas na luta internacional contra o tráfico de pessoas. Publicou vários relatórios especiais a respeito e promove, junto com outras organizações e agências, uma Aliança Global para a erradicação do trabalho forçado em 2015.
A OIT aborda este problema a partir da perspectiva do mercado de trabalho e busca eliminar suas causas, como por exemplo a pobreza, o desemprego e os sistemas de migração ineficientes de trabalhadores.
O Foro de Viena é organizado pelo UN.Gift e envolve as seguintes organizações: OIT, UNODC (Organização das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime), OIM (Organização Internacional para as Migrações), Unicef (Fundo das Nações para a Infância), entre outras.
Para mais informações visite www.ungift.org

Sunday, February 10, 2008

Afeganistão se tornou maior produtor de maconha do mundo, além de heroína

Plantio de cannabis no país passou dos 70 mil hectares
O mais recente relatório do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) sobre o ópio do Afeganistão - feito quando as mudas de papoula ainda estão sob o solo ou neve - revela como será a colheita deste ano, na primavera no hemisfério norte. O estudo revelou que a produção será quase tão elevada como a do ano passado, que atingiu recorde de 192 mil hectares de plantio, com produção de 8,2 mil toneladas.
O relatório "Pesquisa de Inverno do Ópio Afegão" foi divulgado pelo Diretor-Executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, em Tóquio, durante reunião da Junta de Coordenação e Monitoramento. "O cultivo no Afeganistão pode ter atingido recorde no ano passado, mas este ano a quantidade produzida também será assustadoramente alta", disse Costa. "As drogas - e o dinheiro que elas geram - são forças desestabilizadoras".
A Europa, a Rússia e os países ao longo da rota da heroína afegã precisam se preparar para as conseqüências em termos de segurança e saúde da população", alertou.

Gigante em heroína e maconha
O relatório mostrou outro dado preocupante: além de continuar sendo o produtor de 90% do ópio de todo o mundo, agora o Afeganistão também é o maior fornecedor de cannabis (maconha e haxixe), com área de plantio estimada em 70 mil hectares. A droga é exportada principalmente para os países de fronteira (ao sul), como Paquistão e Irã e também a regiões do Golfo. Cerca de 75% das drogas do Afeganistão são produzidas em áreas fora do controle do governo. "O ópio é fonte de lucro para o Talibã, que cobra taxas dos fazendeiros de cerca de 10%. Isso vai gerar cerca de US$ 100 milhões este ano. Outra fonte de faturamento vem dos laboratórios de heroína e da exportação de drogas", disse Costa.


Redução da maioridade penal chega ao Senado


A proposta de redução da maioridade penal para 16 anos chega ao plenário do Senado pela primeira vez. A matéria é o terceiro item da pauta da Casa, que tem sessão deliberativa marcada para terça-feira (12) à tarde.
Pela proposta, adolescentes entre 16 e 18 anos poderão ser responsabilizados criminalmente em caso de crime hediondo. Para isso, será necessário um laudo técnico atestando que o adolescente tem plenas condições de entender o caráter ilícito do crime cometido.
Por ser uma proposta de emenda à Constituição, precisa ser aprovada em dois turnos no plenário antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Para isso, são necessários os votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores (três quintos dos parlamentares da Casa). Se esse placar não for atingido, a proposta é arquivada.
O projeto é de autoria do então senador e hoje governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) e se chegar à Câmara, encontrará outras 20 propostas de emenda à Constituição tratando do mesmo assunto. Na Câmara, a mais antiga PEC que trata da redução da maioridade penal, tramita na Casa desde 1993, ou seja, há 15 anos. Até hoje não foi votada por falta de entendimento.

Friday, February 08, 2008


A melhor foto de 2007, segundo a World Press



Imagem de um soldado americano descansando em bunker no Afeganistão, do fotógrafo Tim Hetherington, da Vanity Fair ganhou o prêmio World Press como a melhor foto do ano. Para Gary Knight, presidente do júri, "a imagem mostra a exaustão de um homem e de uma naçao" .
veja esta e outras imagens aqui.http://www.worldpressphoto.org/

Thursday, February 07, 2008


Nenhum país controla 100% uso de tabaco, diz OMS




Um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, sugere que nenhum país implementa, inteiramente, medidas de controle do uso de tabaco. Segundo o documento, lançado em Nova York, apenas 5% da população mundial vivem em países com estratégias para redução do fumo.


Indústria

Doenças relacionadas ao uso de tabaco matam pelo menos 5,4 milhões de pessoas todos os anos.

De acordo com a OMS, se nada for feito, o número de vítimas fatais pode subir para 8 milhões até 2030. A consultora do Ministério da Saúde do Brasil, Vera Luiza da Costa e Silva, falou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, sobre algumas das propostas da OMS para reduzir o número de fumantes no mundo. Locais Fechados "Um sistema para monitorar a epidemia do tabaco, proibir publicidade, aumentar impostos, tratar o fumante que quer deixar de fumar e não permitir que se fume em locais fechados. Isso aconteceu recentemente em alguns países, como na França, na Turquia e na Tailândia", disse.

Segundo a OMS, a epidemia de tabaco está aumento nos países em desenvolvimento, onde devem ocorrer cerca de 80% das mortes relacionadas ao fumo. A agência acredita que o aumento dos casos nesta região se deve à expansão da indústria do tabaco que investe em jovens e adultos.

Wednesday, February 06, 2008



Consumidor deveria pagar por sacola plástica de supermercado, diz professor


O consumidor deveria pagar pela sacola plástica usada para carregar as compras de supermercado. A sugestão é do professor da Escola Técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Haroldo Mattos de Lemos.
Para o professor, a cobrança seria uma forma de obrigar o brasileiro a usar a embalagem mais de uma vez. “Se quer uma sacola plástica para levar suas compras, pague um determinado valor por ela." Em entrevista à Rádio Nacional, Lemos disse que isso faria com que as pessoas tivessem mais cuidado com as sacolas plásticas e não as jogassem em qualquer lugar, poluindo o meio ambiente.

Segundo o professor, na Europa, vários países já adotaram a medida.“Ao chegar em casa com as suas compras, você pagou pela sacola e não vai jogar fora. Você guarda a sacola para levar da próxima vez que for ao supermercado. Essa é a atitude correta”, completou. Haroldo Mattos ressaltou, no entanto, que os supermercados precisam distribuir sacolas de melhor qualidade, que não rasguem com facilidade, para serem utilizadas outras vezes.

Pirataria


Mundo perde cerca de US$ 100 bilhões em falsificação




Centenas de representantes de mais de 70 países se reuniram em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para o 4º Congresso Global de Combate à Pirataria e à Falsificação. O evento, da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, analisou uma forma de pôr fim à pirataria.

Para a Ompi, a falsificação afeta a saúde dos consumidores e a receita de governos.


Internet

De acordo com a agência, o mundo perde pelo menos US$ 100 bilhões, o equivalente a quase R$ 200 bilhões, todos os anos por causa da pirataria. Os participantes do evento, que é apoiado pela Interpol, estão estudando ainda formas de combater a falsificação através da internet, a rede mundial de computadores. O secretário-geral da Ompi, Michel Danet, disse que os países-membros da agência precisam inventar seu próprio futuro.


Ameaça

De acordo com a Ompi, o aumento da pirataria e da falsificação de produtos é uma ameaça que não deve ser ignorada. Segundo a agência, os alvos da pirataria estão em todos os países e sociedades, desde as mais pobres até as mais ricas.
Chade: Violencia afeta mais de 500 mil




O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, afirmou que mais de 500 mil pessoas estão precisando de ajuda no Chade após os violentos combates, que começaram domingo (03) na capital. Segundo o Acnur, a maioria das vítimas está cruzando a fronteira com os Camarões para escapar dos confrontos.
Protesto
Os combates começaram após grupos de rebeldes terem marchado contra o palácio presidencial, na capital Djamena, num sinal de protesto ao governo do presidente Idriss Deby. Uma das encarregadas do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, Federica d'Andreagiovanni, que o número de feridos pode chegar a 1 mil. "A situação no Chade permanece instável. A Cruz Vermelha nos informou que 1 mil pessoas foram feridas no conflito.
A violência pode aumentar o que já é uma crise humanitária severa no país, criando novas ondas de deslocamentos de pessoas e restringindo a capacidade das agências das Nações Unidas de ajudar os mais vulneráveis", disse. Segundo o Acnur, 285 mil refugiados do Sudão, que estão no Chade, além de cerca de 180 mil deslocados internos ficaram mais vulneráveis por causa da violência. Conselho de Segurança
Na terça-feira (05), o Acnur anunciou o envio de um carregamento de 90 toneladas de alimentos para cerca de 14 mil pessoas. A agência informou ainda que foi obrigada a retirar parte do seu pessoal da cidade de Abeche, no leste do país, devido à insegurança. A situação no Chade foi debatida numa seção de emergência pelo Conselho de Segurança, no fim de semana. Os países-membros do conselho emitiram uma declaração presidencial nesta segunda-feira condenando os ataques rebeldes e pedindo apoio ao governo chadiano

Oriente Médio atrás em educação, diz estudo


Relatório do Banco Mundial diz que matrículas em países da região e da África são inferiores aos da América Latina




Um relatório do Banco Mundial sugere que países do Oriente Médio e da África precisam reformar seus sistemas educacionais para se manter competitivos num mundo globalizado. Segundo o documento, "A Estrada Não-Percorrida: Reforma da Educação no Oriente Médio e no Norte da África", os números de matrículas nas escolas da região são inferiores aos da América Latina e da Ásia. Desemprego Um outro destaque do relatório, divulgado na Jordânia, é a relação da baixa instrução com o desemprego. De acordo com o Banco Mundial, o índice de desemprego no mundo árabe, em média de 14%, é maior que em outras áreas do mundo à exceção da África Subsaariana. Segundo o relatório, nos territórios palestinos, o desemprego afeta 26% da população economicamente ativa.

Unicef intervém por prisioneiro em Guantánamo

Agência da ONU diz que caso do afegão Omar Khadr refere-se a alegações de crimes cometidos quando ele tinha 15 anos


O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, divulgou na segunda-feira (04)

uma nota de apoio ao caso de um prisioneiro na base militar americana de Guantánamo. De acordo com o Unicef, o processo sobre Omar Khadr, que começa nesta segunda-feira, refere-se a alegações de crimes que ele teria cometido quando tinha 15 anos. Crimes de Guerra As autoridades americanas estão debatendo se ele deve ser ou não julgado por crimes de guerra. Na nota, o Unicef afirma que crianças-soldado devem ser tratadas como vítimas de adultos. Segundo a agência da ONU, deve haver ainda proteção especial sob padrões internacionais de justiça infanto-juvenil. Analistas dizem que se Khadr for condenado, a decisão poderia abrir um precedente para processos contra centenas de milhares de crianças-soldado em todo o mundo.
ONU combate mutilação genital feminina
O Fundo da População das Nações Unidas, Unfpa, pediu um compromisso firme dos países-membros da ONU para combater a mutilação genital no mundo. Nesta quarta-feira, o apelo foi lançado para marcar o Dia Internacional contra Mutilação Genital Feminina. O ato é realizado em 28 países da África e do Oriente Médio, e entre comunidades imigrantes na Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Segundo o Unfpa, alguns grupos na Índia, Indonésia, Iraque e Malásia também praticam o costume. Violação dos direitos A prática é descrita pelo Unfpa como a remoção total ou parcial dos órgãos genitais por motivos culturais ou outras razões não-terapêuticas. De acordo com a agência da ONU, a mutilação viola os direitos das mulheres à saúde reprodutiva e à integridade física. A especialista da Comissão das Nações Unidas para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres, Cedaw, Sílvia Pimentel, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que a educação da sociedade é essencial para o fim desta prática.
Educação
"Educação nas escolas, educação na sociedade em geral, muito especialmente através dos meios de comunicação, através de debates. Com o argumento primeiro de que ela é um risco primeiro de saúde e de vida para essas meninas. A nossa argumentação ocidental de que ela fere muito os direitos, inclusive os direitos sexuais, não é a mais adequada e apropriada no estágio em que eles estão de debate sobre os direitos das mulheres", disse.
No entanto, Sílvia Pimentel afirma que uma prática milenar como esta, leva tempo para ser erradicada. "Eles tentam mostrar para a gente que uma prática milenar não é erradicada de um momento para o outro. O que a gente sabe é que, na realidade, esta é sim uma forma brutal de controle da sexualidade e da reprodução da mulher", disse.
Cerca de 100 a 140 milhões de mulheres são mutiladas todos os anos. Dessas, três milhões são menores.