Tuesday, February 12, 2008


ONU precisa de US$ 63 mi para refugiados do Sudão


O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) anunciou hoje, em Genebra, que precisa de US$ 63 milhões para financiar suas operações no sul do Sudão em 2008, incluindo a repatriação e reintegração de 80 mil refugiados sudaneses que vivem em países vizinhos.
A agência da ONU para refugiados, que tem 97% do seu orçamento financiado por doações voluntárias de governos e indivíduos, usará o dinheiro arrecadado para garantir o contínuo apoio à repatriação de sudaneses, iniciativa que já beneficiou cerca de 169 mil refugiados e 1,9 milhão de deslocados internos.
"Se o ritmo de retorno não é apoiado adequadamente, os desafios para garantir a reintegração dessas pessoas podem se tornar ainda maiores", afirmou Marjon Kamara, diretor do departamento do ACNUR responsável pela África.
A guerra civil no Sudão terminou em 2005, com a assinatura de um acordo de paz, mas o país permanece instável e cerca de 260 mil sudaneses ainda estão refugiados em outros países da região.
O apelo ocorre no momento em que 12 mil sudaneses vítimas de bombardeiros e ataques de milícas no oeste do país aguardam uma oportunidade para entrar no Chade e se proteger em campos do ACNUR naquele país. Estes refugiados estão sob os cuidados da agência desde o último domingo, quando foram localizados em uma operação humanitária de emergência, informou a porta-voz do ACNUR, Jennifer Pagonis.
O ACNUR planeja facilitar a repatriação voluntária de 45 mil refugiados sudaneses que estão em Uganda, 17 mil no Quênia, 16 mil na Etiópia e 2 mil no Egito. Em coordenação com o governo do Sudão e outras agências da ONU, o ACNUR também planeja continuar os projetos de reintegração tanto para refugiados quanto para deslocados internos que retornam para áreas com escassez de serviços básicos, particularmente saúde e educação, e com atividade econômica fraca, embora crescente.
Se estes problemas não são resolvidos, os refugiados que retornam podem mudar-se para áreas urbanas superpovoadas ou até voltar para os países de refúgio.
Apesar dos progressos no país desde o acordo de paz, o ACNUR continua a enfrentar problemas de insegurança, como no sul do Sudão, e de infra-estrutura, como a má condição de rodovias afetadas pelas chuvas.

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