Wednesday, January 30, 2008

Criada vacina contra dependência química

Pesquisadores desenvolveram uma vacina promissora contra a dependência das drogas, que impede o corpo humano de sentir os efeitos da substância ingerida.
A vacina obriga o sistema imunológico a reconhecer a droga como um corpo estranho e a atacá-la, detalhou Thomas Kosten, professor de Psiquiatria e de Neurociência do Baylor College of Medicine, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos), que trabalha nessa vacina desde 1995. O paciente recebe uma versão modificada da droga, à qual está agregada uma proteína que o corpo reconhece como uma ameaça, completou.
"O corpo, então, diz: 'é um elemento estranho. Tenho de começar a fabricar anticorpos'", explicou o especialista. A esperança é que esta vacina possa permitir evitar que as pessoas caiam em uma espiral de dependência em casos de recaída.
Os resultados mais promissores foram constatados com a cocaína, mas os pesquisadores esperam que a vacina possa, um dia, ser utilizada para o vício em metanfetaminas, heroína e até cigarro. "A vacina diminui, progressivamente, a quantidade de cocaína que atinge o cérebro", relatou Kosten, acrescentando que "é um processo lento, e os pacientes não sofrem síndrome de abstinência".
Em caso de uso da droga, "gradualmente, o nível dos anticorpos se elevaria. Se você continuar a usar (cocaína), os efeitos serão cada vez menos fortes", disse o cientista. Segundo ele, os testes da vacina contra o vício em coca incluíram uma série de cinco injeções, por um período de três meses.
A vacina ainda deve ser experimentada em uma escala maior, antes de dar início ao processo que visa à aprovação da FDA, a agência americana que controla o setor de remédios e produtos alimentares nos Estados Unidos, frisou Kosten. Uma vacina similar para a dependência do cigarro já está sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisadores europeus, mas a de Kosten, para a cocaína, é a mais avançada, de acordo com o próprio cientista.Cientistas criam vacina contra dependência química
Pesquisadores desenvolveram uma vacina promissora contra a dependência das drogas, que impede o corpo humano de sentir os efeitos da substância ingerida, disse um dos autores do estudo, durante entrevistas nesta terça-feira.
A vacina obriga o sistema imunológico a reconhecer a droga como um corpo estranho e a atacá-la, detalhou Thomas Kosten, professor de Psiquiatria e de Neurociência do Baylor College of Medicine, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos), que trabalha nessa vacina desde 1995. O paciente recebe uma versão modificada da droga, à qual está agregada uma proteína que o corpo reconhece como uma ameaça, completou.
"O corpo, então, diz: 'é um elemento estranho. Tenho de começar a fabricar anticorpos'", explicou o especialista. A esperança é que esta vacina possa permitir evitar que as pessoas caiam em uma espiral de dependência em casos de recaída.
Os resultados mais promissores foram constatados com a cocaína, mas os pesquisadores esperam que a vacina possa, um dia, ser utilizada para o vício em metanfetaminas, heroína e até cigarro. "A vacina diminui, progressivamente, a quantidade de cocaína que atinge o cérebro", relatou Kosten, acrescentando que "é um processo lento, e os pacientes não sofrem síndrome de abstinência".
Em caso de uso da droga, "gradualmente, o nível dos anticorpos se elevaria. Se você continuar a usar (cocaína), os efeitos serão cada vez menos fortes", disse o cientista. Segundo ele, os testes da vacina contra o vício em coca incluíram uma série de cinco injeções, por um período de três meses.
A vacina ainda deve ser experimentada em uma escala maior, antes de dar início ao processo que visa à aprovação da FDA, a agência americana que controla o setor de remédios e produtos alimentares nos Estados Unidos, frisou Kosten. Uma vacina similar para a dependência do cigarro já está sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisadores europeus, mas a de Kosten, para a cocaína, é a mais avançada, de acordo com o próprio cientista.
Na estrada
Fiscalização da venda de bebidas será eficaz se houver ajuda da sociedade

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (30) esperar que a venda de bebidas
alcoólicas seja proibida também pelos governadores e prefeitos nas rodovias estaduais e nos postos de abastecimento das cidades. Ele afirmou, em entrevista em rede nacional das rádios parceiras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que a eficácia da lei que proibiu a venda de bebidas nas estradas federais depende da ajuda da população. Para o ministro, todos devem ajudar a fiscalizar, a chamar atenção do comerciante que insiste em comercializar bebidas nas rodovias.“É importante que cada um que passe pelas estradas incorpore essa medida, tome consciência e não peça bebida, e que ajude o governo a fiscalizar. (...) Temos que parar com essa mania, no Brasil, de que o governo vai fazer tudo, que é o grande pai, a grande mãe. Se não nos envolvermos enquanto cidadãos nesse processo, não vamos ter sucesso”, disse ele.
Temporão descartou a hipótese de perda nos lucros dos comerciantes que têm estabelecimentos comerciais às margens das estradas federais, onde a venda será proibida a partir do dia 1º de fevereiro, de acordo com medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. “As pessoas vão continuar parando nos locais, se alimentando, comprando coisas. Só que, em vez de tomar uma cachaça, ou uma cerveja, ou uma garrafa de vinho, para causar um acidente na estrada, vão tomar um guaraná, uma coca-cola, uma água mineral, muito mais saudável.”
O ministro comentou ainda o projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional, também na semana passada, propondo a regulamentação do horário e do conteúdo da publicidade de bebidas com meio grau de teor alcoólicono rádio e na televisão. Pela legislação atual, só estão restritas à veiculação entre 21 horas e 6 horas bebidas com teor de álcool maior que 13 graus Gay-Lussac (GL), medida que estabelece a quantidade de álcool.
Se o projeto passar, cerveja e vinho também serão incluídas na restrição de horário e no controle de conteúdo. “Existem centenas de estudos realizados no mundo inteiro mostrando que a publicidade estimula o consumo. No caso da cerveja, o que me chama mais atenção é uma banalização do consumo dessa bebida como se fosse água. Se pegar uma lata de cerveja e colocar do lado de uma dose de cachaça, as duas têm o mesmo teor alcoólico, a mesma quantidade de álcool”, observou Temporão.
O projeto de lei que restringe a propaganda de bebidas foi lido em plenário no dia 23 e encaminhado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ontem (29). A partir do próximo dia 6, começa a contar prazo de 45 dias para ser votado já que sua tramitação será em regime de urgência.

Tuesday, January 29, 2008


Falando nisso...



...Em fevereiro, o Governo vai retomar a campanha do desarmamento. A informaçao esta no site da Folha http://www.folhaonline.com.br/.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, disse nesta terça-feira que a campanha vai ser realizada no mesmo modelo que era executada anteriormente. A idéia é lançar uma MP (medida provisória) estabelecendo a regularização das armas em uso no país. A decisão deve sair nos próximos dias.
O secretario afirmou que a campanha será basicamente nos moldes da anterior.
O objetivo da campanha, segundo o secretário, é tentar reduzir o número de mortes no país --uma vez que números recentes mostram que a violência se expandiu também para o interior do país.

Cai número de homicídios por arma de fogo entre 2003 e 2006

O Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, lançado hoje (29) no Ministério da Justiça, indica que o número de homicídios no país caiu pelo terceiro ano seguido em 2006. De 1996 a 2003, a quantidade de assassinatos subiu de 38.888 para 51.043, sem apresentar um único ano de diminuição desse tipo de crime.
Em 2004, entretanto, iniciou-se um período de queda no número de homicídios, com redução de 5,2% em relação ao ano anterior. Naquele ano, foram registrados 48.374 assassinatos. Em 2005, foram 47.578, 1,6% a menos que 2004. Um dado novo publicado no estudo mostrou que, em 2006, o número de homicídios foi de 46.660, uma queda de 1,9%.
As mortes por amas de fogo representam a maior parte dos homicídios na população brasileira. Em 2006, elas correspondiam a 74,4% do total. Homicídios com objetos cortantes-penetrantes representaram 16,1% e com objetos contundentes, 5,1%.
O número de mortes por armas de fogo também caiu a partir de 2003. De 1979 a 2003, esse tipo de morte teve crescimento contínuo, passando de 6.993 para 39.284. A partir de 2003, as taxas começaram a cair ano a ano. De 2003 a 2004, a queda foi de 5,5%, no ano seguinte, foi de 2,8% e, em 2006, de 1,8%.
Segundo o estudo, os dados mostram o sucesso de estratégias como o estatuto e a campanha do desarmamento, implementadas em 2003. “Esse fato, em geral, pode ser diretamente atribuído às políticas de desarmamento, que retiraram de circulação um número significativo de armas de fogo e regulamentaram legalmente sua compra, porte e utilização”, diz a pesquisa.
O estudo lembra que, entre 1979 e 2003, morreram mais de 550 mil pessoas vítimas de armas de fogo no país. “Atualizando esse registro até 2006, teríamos que incluir acima de 100 mil mortes, acontecidas só nesses três anos, totalizando 648 mil vítimas de armas de fogo nos 27 anos dos quais temos dados disponíveis sobre o tema.”
O município com maior número de óbitos por armas de fogo em 2006 foi o Rio de Janeiro, com 2.235 mortes. Em segundo lugar, ficou São Paulo, com 2.151 mortes e, em terceiro, Recife, com 1.198.
Já a cidade com maior taxa de óbitos por arma de fogo foi Guaíra (PR). Lá, entre 2004 e 2006, foram registradas a cada ano 92,4 mortes desse tipo por grupo de 100 mil habitantes. O segundo lugar ficou com outro município paranaense, Foz do Iguaçu, onde a taxa média de mortes por arma de fogo foi 90,1.
Do total das mortes por armas de fogo, os homicídios correspondem à maioria: 92,5%. Os suicídios são responsáveis por 3,1% das mortes e os acidentes representam 1,1%. Em 3,3% dos casos, a intencionalidade da morte é desconhecida.


Descaso


Parque com acervo de pinturas rupestres está ameaçado por falta de recursos

O Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado a 540 quilômetros de Teresina (PI), é conhecido mundialmente por abrigar a maior quantidade de pinturas rupestres (feitas pelo homem pré-histórico em cavernas) das Américas. Além de sua riqueza arqueológica, é uma área de preservação da caatinga e um pólo de turismo.

Todo esse patrimônio, no entanto, poderá ficar em risco a partir do fim deste mês, data em que expira o aviso prévio de 62 dos 84 funcionários da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) que restaram para guardar toda a área do parque, mais de 240 quilômetros de perímetro, ou 140 mil hectares.

Aos 74 anos, a arqueóloga Niède Guidon, filha de francesa e com 34 anos de pesquisas na região, chegou ontem (28) a Brasília para pedir ao governo que não deixe as “portas” do parque fecharem. Ela afirma que a situação é caótica, e que o 13º salário dos funcionários foi pago com um empréstimo pessoal que fez.Nesta semana, ela tentará uma audiência com os ministros Dilma Rousseff, , chefe da Casa Civil, Gilberto Gil, da Cultura, e Marina Silva, do Meio Ambiente, para pedir ajuda.

Monday, January 28, 2008

Para facilitar

Passageiro poderá embarcar em avião com cópia autenticada de documento


A partir de hoje (28), passageiros poderão embarcar em vôos domésticos apresentando cópia autenticada do documento de identidade. Além disso, as empresas aéreas deverão aceitar carteiras de habilitação vencidas, desde que os documentos contenham foto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu “flexibilizar” a exigência dos documentos necessários na hora do check-in para facilitar a identificação de passageiros, agilizar o embarque e evitar filas nos guichês de embarque dos aeroportos.
A cópia autenticada do documento de identidade deve estar em bom estado de conservação e deve permitir o reconhecimento visual do usuário. O mesmo vale para a carteira de motorista. Não serão aceitos documentos que não tenham fotos. As mudanças não se aplicam a vôos internacionais, que exigem a apresentação dos documentos originais, inclusive do passaporte.
A assessoria da Anac, agência responsável por regulamentar e fiscalizar a aviação comercial, explicou que a medida é reflexo da observação dos agentes e fiscais que, no final de 2007, trabalharam na Operação Anac nos Aeroportos, em Guarulhos e Congonhas (São Paulo), Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Juscelino Kubitschek, em Brasília. Segundo a Anac, no período de Natal e Ano Novo, foi verificado que cerca de 70% dos problemas ocorridos no check-in estavam ligados a problemas na identificação dos usuários.
Questionados sobre a gravidade do problema de identificação e a eficácia da medida para evitar atrasos nas decolagens, a assessoria da agência disse que, no final do ano, as ocorrências não chegaram a ser registradas e que o percentual divulgado é fruto da observação e do relato dos fiscais.
A Anac diz já ter orientado todas as empresas aéreas. E explicou que embora a medida já esteja em vigor, ainda é provisória, pois será necessário modificar a instrução de aviação civil que estabelece os documentos necessários para o embarque. A estimativa é de que a mudança seja oficializada após o carnaval.
O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) classificou a medida como uma “desburocratização” acertada, alegando que ela facilitará o embarque dos passageiros. Por meio de sua assessoria, o sindicato confirmou que problemas com a identificação dos usuários atrapalhavam o trabalho feito durante o check-in, contribuindo para os atrasos e para o mau-atendimento.
A Anac aproveitou para reforçar as regras sobre identificação necessária para o embarque. Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela agência:
“Para embarcar em vôos domésticos, todo passageiro é obrigado a se identificar com um documento original com fotografia e que esteja dentro do prazo de validade, ou apresentar cópia autenticada de identidade (modelo com foto) em bom estado.
• No caso da Carteira Nacional de Habilitação, ela será aceita mesmo se estiver com a validade da habilitação do motorista vencida, e desde que seja modelo com foto.
• Os documentos aceitos são: carteira de identidade, passaporte, carteira de trabalho, carteira de motorista, carteiras de identidade de conselhos regionais e federações trabalhistas (tais como OAB, Crea, CRM, Fenaj etc.), e também aqueles emitidos por órgãos públicos federais, como os Ministérios.
• No caso dos estrangeiros, além do passaporte, são aceitas identidades diplomáticas e consulares e carteira do Registro Nacional de Estrangeiros.
• Para viagens internacionais, é necessário o passaporte dentro do prazo de validade e visto consular, quando exigido pelo país de destino. Nas viagens internacionais, não são aceitas cópias de documentos.
• Se o passageiro brasileiro estiver sem documento devido a roubo, furto ou extravio, para o embarque em vôos domésticos ele deverá apresentar Boletim de Ocorrência policial com no máximo 15 dias de sua data de emissão. Além do Boletim de Ocorrência, o passageiro deverá preencher formulário de identificação, disponível nos escritórios da ANAC nos aeroportos ou nos guichês das companhias aéreas.
• Para vôos internacionais, em caso de roubo, furto ou extravio será necessário tirar novo passaporte. Passageiros estrangeiros que tenham sofrido roubo ou furto devem procurar a representação de seu país no Brasil (Embaixada ou Consulado) para que seja providenciada a documentação necessária para o embarque.
Para menores de idade, há várias exigências, dependendo da situação:
• Menores de 12 anos viajando com parentes (pai, mãe, irmãos maiores de 18 anos, tios ou avós) – Documento formal comprovando parentesco.
• Menores de 12 anos viajando com adultos sem laço de parentesco – Documento pessoal de identificação, mais documento de autorização da viagem, firmado em cartório por pai, mãe ou responsável legal.
• Menores de 12 anos desacompanhados – Autorização do Juizado da Vara da Infância e da Juventude, observando as regras específicas de cada companhia aérea.
• Menores com mais de 12 anos – Carteira de identidade. Certidão de nascimento não é aceita, porque não possui foto. Nas viagens internacionais, além do passaporte, há exigências específicas para menores de qualquer idade:
• Viajando com os pais – Documento de identidade para comprovar o parentesco.
• Viajando com apenas um dos pais – Autorização do pai ou da mãe que não for viajar, com firma reconhecida em cartório.
• Viajando sozinho ou com outras pessoas – Autorização do Juizado da Vara da Infância e da Juventude.
• Viajando com o novo passaporte azul – Também deverão apresentar documento de identidade ou certidão de nascimento para comprovar a filiação, mesmo que estejam acompanhados dos pais. O novo passaporte azul não contém essa informação."

Patinando


Crescimento econômico do Brasil ainda é inferior ao dos vizinhos


Relatório divulgado hoje (28) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Lima, no Peru, indica um crescimento econômico do Brasil, em 2007, de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB), valor ligeiramente inferior à taxa de crescimento projetada para a América Latina e o Caribe, que ficou em 5,5%, superior à média histórica das últimas décadas. No topo do ranking, lideram a expansão regional o Panamá (9,5%), seguido da Argentina (8,5%), Venezuela (8,3%), Peru e República Dominicana (ambos 8%) e Uruguai (7,4%).
O Panorama Laboral da América Latina e do Caribe destaca que a região vive o período de maior crescimento sustentado desde 1980, ao expandir a economia a taxas superiores a 4,5% ao ano a partir de 2004.
O crescimento do PIB brasileiro no intervalo de apenas um ano mereceu menção especial no documento. A taxa de 5,3% em 2007 superou com folga a atingida em 2006 (3,7%). Entre as razões para o salto da economia nacional, o relatório da OIT ressalta que “a aceleracão está associada ao forte investimento privado assim como ao investimento público em infra-estrutura que o governo estimula através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde janeiro de 2007”.
De acordo com o documento, o poder de consumo do brasileiro cresceu com o aumento de salários e de crédito. A OIT citou também a recuperação do setor agrícola, puxada pelos investimentos na produção de etanol. Na indústria, que expandiu 4,9% no primeiro semestre de 2007, o destaque foi o crescimento do mercado interno para automóveis e bens de capital. O superávit da balança comercial alcançou US$ 30,9 bilhões durante os primeiros nove meses do ano e, junto com ingresso de capital, proporcionou valorização significativa da moeda local em relação ao dólar.



Tomara que sim


Combate às chamadas "doenças da pobreza" terá metas específicas, diz ministro Morillo Carvalho


O combate a males como hanseníase, tuberculose, malária e dengue, conhecidos por "doenças da pobreza", terá metas específicas, inclusive com recursos alocados, para tratamento, o que inclui saneamento ambiental. Foi o que assegurou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
"Pretendemos alocar R$ 4 bilhões em quatro anos para triplicar a oferta de saneamento ambiental às populações indígenas, quilombolas e as que moram em regiões vulneráveis", afirmou, destacando que a oferta de esgoto e água também está incluída no que chamou de "Pacão" - o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
O ministro ressaltou a melhoria de posição do país no ranking da mortalidade infantil, divulgada no último relatório do Fundo das Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef). "Nossa meta agora é corrigir não só as distorções regionais, mas também as de renda", disse. Ele atribuiu essa melhora ao Programa Saúde da Família. "Nossa cobertura prioritária do PSF é nas regiões com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo".
Outra meta do programa, segundo Temporão, é ampliar a oferta de transplantes no país. "O Brasil é o segundo país em volume de transplantes no mundo, mas ainda temos uma fila enorme. Queremos passar dos atuais 15 mil tranplantes por ano para 22 mil, em 2010. Nesse caso, vamos depender de recursos financeiros, mas também da sensibilidade das pessoas sobre a importância da doação e da capacitação dos hospitais para receber doações".
Começaram os problemas...
Universidades públicas enfrentam batalhas jurídicas sobre sistema de cotas

A suspensão, pela Justiça Federal, do sistema de cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a vitória de uma aluna contra a Universidade Federal do Paraná (UFPR) reabriram o debate sobre a implantação de cotas sociais e raciais nas instituições de ensino superior do país. De acordo com a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, o sistema de cotas é aplicado atualmente por 39 instituições de ensino superior - 20 federais e 19 estaduais.
Em Santa Catarina, o sistema de cotas foi aplicado pela primeira vez no último vestibular, realizado no ano passado. A intenção da UFSC é reservar 30% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas, sendo que 10% são para alunos negros.
No dia 21 de janeiro, o juiz federal substituto Gustavo Dias de Barcellos suspendeu, por liminar, as cotas para negros e egressos de escolas públicas na universidade, que já recorreu da decisão. Agora, os alunos esperam um posicionamento do Ministério Público para saber se poderão se matricular pelo sistema de cotas ou se serão reclassificados na ordem geral dos aprovados, conforme determinou a Justiça.
De acordo com Gustavo Goedert, diretor da Secretaria da 4ª Vara Federal de Florianópolis, o que vale neste momento é a decisão liminar do juiz Gustavo Dias de Barcellos, que suspende o sistema de cotas na UFSC. Mas, segundo o diretor, o recurso da universidade deve ser julgado pela Justiça Federal antes da abertura das matrículas, programadas para os dias 14 e 15 de fevereiro.O presidente da Comissão Permanente de Vestibular da UFSC, Edemir Costa, diz que a entidade vai buscar até o último recurso a sua autonomia. “Entendemos que a decisão está ferindo a autonomia da universidade. A própria Constituição prevê autonomia das universidade, tanto administrativa quanto didático-pedagógica”, explica.
Preocupado com a suspensão das cotas, o estudante Rafael Beppler criou uma comunidade em um site de relacionamentos para debater a questão. Ele não passou no último vestibular, mas, como foi aluno de escola pública, pretende disputar no próximo ano uma vaga no curso de medicina pelo sistema de cotas. Para ele, as universidades públicas não conseguem capacitar os alunos para disputar uma vaga na universidade com estudantes de escolas particulares. “As universidades federais deveriam ser destinadas para quem não tem condições de pagar um curso superior, mas hoje em dia isso reverteu um pouco. Quem consegue passar em uma universidade federal é quem consegue pagar ou um bom cursinho, ou uma boa escola particular”, argumenta.
A estudante de Direito paranaense Elis Wendpap pensa diferente. Para ela, todos são iguais perante a lei e deveriam ser avaliados pelo mérito. Recentemente, a estudante obteve na Justiça sentença favorável em uma ação movida em 2005 contra a Universidade Federal do Paraná, na qual questionava a autonomia da instituição para estabelecer cotas. A estudante argumenta que se não houvesse o sistema de cotas, ela teria sido aprovada no vestibular. “Essa é uma decisão que caberia ao Congresso Nacional tomar. Todos são iguais, todos têm os mesmos direitos, e o critério para entrar numa universidade é o mérito. Se algo além disso vai ser estipulado, não cabe às universidades por conta decidirem. É uma decisão que afeta a sociedade inteira, então só o Congresso Nacional teria essa competência”, afirma a estudante.
A procuradora da Universidade Federal do Paraná, Dora Lúcia de Lima Bertulio, diz que a instituição já recorreu da sentença, que será definida pelo Tribunal Regional Federal. “A aluna não passou no vestibular, ela está querendo ter passado”, diz a procuradora. As cotas sociais e raciais existem desde 2005 na UFPR. São 20% para egressos de escolas públicas e 20% para alunos negros.
Para Alexandro Reis, subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), é “lamentável” que as decisões sobre as cotas universitárias estejam sendo tomadas em âmbito judicial. “São um retrocesso muito grande as decisões que estão sendo tomadas à revelia de um processo maduro, discutido, de promoção da igualdade racial no ensino superior do Brasil, afirma.
No Congresso Nacional, um projeto de lei de 1999 reserva metade das vagas das universidades públicas para preenchimento com base no rendimento escolar dos alunos durante o ensino médio. A proposta ainda não foi analisada pelos parlamentares.

Saturday, January 26, 2008



Fumaça cara




Parar de fumar pode ajudar a resolver problemas financeiros, avalia consultor


Além dos comprovados danos a saúde, o cigarro causa problemas ao bem-estar financeiro, alega o consultor Reinaldo Domingos. De acordo com ele, o prejuízo pode equivaler ao valor de um imóvel com o passar dos anos.
“Se pegarmos um maço de cigarro a R$ 2,75 e capitalizarmos a juros de 1% por 30 anos, teremos aproximadamente, R$ 288 mil de provável economia, não apenas para o bolso, mas para a saúde,” explica Domingos.
Apesar de o Banco Mundial calcular em cerca de US$ 200 milhões por ano os prejuízos com cigarro para as economias dos países, o consultor ressalta que não são feitas abordagens para demonstrar os prejuízos financeiros individuais causados pelo tabagismo.
Segundo o consultor, poupar pequenas quantias, como os gastos com o fumo, pode ajudar a realizar metas e objetivos a longo prazo.“Ás vezes, a pessoa não consegue comprar uma casa. Vou dar um exemplo, tem casa que custa R$ 100 mil. Você fumando por vinte, trinta anos pode comprar duas ou três casas desse valor,” afirma.
Para Domingos, grande parte dos problemas financeiros dos brasileiros é provocada pela cultura de consumo imediato, sem a preocupação de guardar dinheiro. Segundo ele, 70% dos brasileiros economicamente ativos têm dívidas com cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos, com um valor médio de R$ 1,5 mil.
Gel anti-aids brasileiro é testado na Inglaterra

Produto tem pode inibir em 95% a multiplicação da doença

Desenvolvido há 13 anos pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em conjunto com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Ataulpho Paiva, um gel brasileiro a base de algas marinhas para prevenção da aids está sendo testado na Inglaterra. Utilizado por mulheres antes das relações sexuais, o gel microbicida está sendo avaliado desde o início do mês no Saint George’s Medical School, de Londres, instituição especializada em testes em tecidos da região genital feminina, como a vagina e o colo do útero.
De acordo com a coordenadora do Laboratório de Virologia da UFF, Isabel Paixão, os testes são feitos a partir da técnica de explantes, que permite que tecidos humanos sejam retirados e mantidos vivos em laboratório para a aplicação de substâncias. Segundo ela, a tecnologia está sendo transferida e passará a ser utilizada no Brasil ainda este ano, para o teste tanto do gel como de outros tipos de substâncias de interesse médico.
“A grande contribuição da Inglaterra é que eles estão trazendo uma técnica que nós não tínhamos, mas ela é simples e será facilmente realizada no Brasil”, disse a pesquisadora responsável pelos estudos que comprovaram o efeito das algas contra o HIV.
Encontrado em algas marinhas pardas não-tóxicas encontradas em abundância no Atol das Rocas (RN), mas presentes em outros pontos do litoral brasileiro, o agente químico que serve de matéria-prima para o gel é capaz de inibir em até 95% a multiplicação do vírus da aids. A substância foi isolada pela pesquisadora Valéria Teixeira (UFF) entre 1995 e 2000. A partir de então, as pesquisas passaram a envolver também cientistas do Instituto Osvaldo Cruz e da Fundação Ataulpho de Paiva.
Ao mesmo tempo é avaliado em Londres, o gel começou a ser testado este mês no Brasil em camundongos. De acordo com a pesquisadora da UFF, até agora não foram encontrados efeitos tóxicos, repetindo resultados anteriores alcançados em células humanas sangüíneas isoladas em laboratório.
Para Paixão, a ausência de toxidade, o baixo custo de produção e a autonomia que o produto pode dar às mulheres na prevenção à aids são as principais vantagens do gel em estudo. “A maior importância [do gel] é dar à mulher certa independência. Ela pode se prevenir mesmo se o homem não quiser usar camisinha”, destacou.
Os testes que começaram este mês em Londres e prosseguem até o final deste ano tanto na Inglaterra como no Brasil. Em caso de resultado positivo, o gel poderá ser testado em mulheres a partir de 2009.
A estimativa da pesquisadora é que a fase clínica, de testes em humanos, dure até dois anos, antes que o gel possa ser definitivamente aprovado. Somente então, pode se pensar num processo de produção em escala. A cientista alerta, no entanto, que o gel não substituirá o uso de preservativos na prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis, já que sua ação protetora diz respeito apenas ao HIV.

Friday, January 25, 2008


Energia eolica bate recorde de crescimento e geraçao em todo o mundo




Novos dados revelam o crescimento dessa fonte renovável. Espanha já consegue mais MW do vento do que de usinas nuclares


Na Espanha, as boas condições de vento colocaram a geração de energia eólica à frente da geração de energia nuclear e energia térmica a carvão na semana passada. A geração de 9563 MW (de uma capacidade instalada total de 13908 MW) às 15h27 do ultimo dia 16 fez com que a energia eólica respondesse por 25% da demanda daquele horário, superando em muito a demanda atendida por usinas nucleares (16%) e térmicas a carvão (15%).

A segunda boa notícia foram os resultados do mercado norte–americano de energia eólica, que reportou a instalação de 5.244 MW de capacidade nos Estados Unidos em 2007. O índice foi divulgado na quinta-feira passada pela American Wind Energy Assocation (Associação Americana de Energia Eólica) e mostra que, com um investimento de US$ 9 bilhões, houve crescimento de 45% da capacidade instalada de energia eólica naquele país em relação a 2006. Para efeito de comparação, esta quantidade é próxima à capacidade das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, de 6.450 MW. E a construção de Angra 3, com apenas 1350 MW, custará, para cada MW de capacidade instalada, o dobro do valor investido por MW nos Estados Unidos.“O recorde de geração registrado na Espanha é uma prova irrefutável da confiabilidade da geração eólica, e o crescimento desta fonte energética nos EUA mostra que a indústria norte-americana aposta neste tipo de energia e está ciente de seus benefícios ambientais e econômicos”, disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil. “Estes exemplos reafirmam a necessidade urgente de o Brasil rever sua lei de incentivo a energias renováveis e aproveitar seu gigantesco potencial de energia eólica.”

A energia eólica é atraente por não causar danos ambientais, e ter custo de produção baixo em relação a outras fontes alternativas de energia. Com informaçoes do Greenpeace



OMS elaborará estrategia contra uso nocivo de alcool





A Organizaçao Mundial da Saude (OMS) vai elaborar um projeto de estrategia mundial para reduzir o consumo nocivo de bebidas alcoólicas, segundo informou a Junta Executiva deste organismo.

“O alcool é responsavel pela morte prematura de 2.3 milhoes de pessoas no mundo, a cada ano", disse Fadela Chaib, porta-voz da OMS, e completou que " tambem tem uma série de consequencias, como por exemplo, acidentes de automoveis, suicidios e casos de violencia domestica".

O aumento do consumo de bebidas alcoolicas entre jovens e mulheres é um problema que preocupa cada vez mais em alguns paises, assinalou a OMS.

O uso nocivo de alcool é um dos principais fatores de risco de transtornos neuropsiquiatricos e outras enfermidades nao transmissiveis, como cardiovasculares, cirrose hepatica e varios tipos de cancer. Tambem é responsavel por traumatismos e suicidios. Na escala mundial, entre 20 fatores de risco para a saude, o alcool é a primeira causa de morte e incapacidade.

Thursday, January 24, 2008


OIT prevê aumento de 6% no desemprego mundial


Relatório da agência da ONU diz que crise nos mercados e alta no preço dos combustíveis seriam principais causas




Um relatório anual da Organização Internacional do Trabalho, OIT, sugere que em 2008 cerca de 5 milhões de pessoas, em todo o mundo, devem perder seus empregos. O documento "Tendências Mundiais de Emprego" divulgado nesta quinta-feira, em Genebra, na Suíça, revela que a taxa de desemprego pode subir 6,1%. Segundo a OIT, a crise nos mercados de crédito e o alto preço dos combustíveis são as principais causas.

Para o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, o mercado de trabalho mundial neste ano será marcado por contrastes e incertezas. A assessora do diretor do Escritório da OIT em Portugal, Ana Santos, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que o desemprego afeta principalmente os mais pobres. "O crescimento da economia mundial em 2007 criou 45 milhões de novos empregos, mas não teve um grande impacto sobre o desemprego.

Apesar deste crescimento real da economia e do emprego, o déficit mundial de empregos dignos, em especial para os mais pobres, continua massivo. Outra conclusão que se pode tirar deste relatório é que o setor dos serviços continuou a crescer em 2007, ultrapassando já o setor da agricultura como principal fonte de empregos", disse. O relatório da OIT revela que o Oriente Médio e o norte da África registraram os maiores índices de desemprego em 2007, seguidos da América Latina e do Caribe.
Escassez de água é preocupante, diz Ban
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse em Davos, na Suíça, que a escassez de água potável é um dos maiores desafios do mundo atualmente. A informação é da porta-voz de Ban, Marie Okabe. Pobreza Segundo ela, Ban afirmou que a falta d'água tem levado à pobreza e tensão entre povos que vão desde a província de Darfur, na África, à Colômbia, na América do Sul. O Secretário-Geral da ONU disse aos participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a questão da escassez de água deve ser tratada da mesma forma como o problema do aquecimento global.
Paquistão
Ainda em Genebra, Ban Ki-moon se reuniu com o presidente de Israel, Shimon Peres, para debater a crise humanitária na Faixa de Gaza. Ele pediu ao governo israelense que contenha suas ações, que prejudicam o bem-estar dos civis palestinos. Ban também se encontrará com o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e o líder afegão, Hamid Karzai, para debater a situação na região. Nesta quinta-feira, o governo afegão e a ONU lançaram um apelo de US$ 81 milhões, o equivalente a quase R$ 160 milhões, para ajudar a prevenir casos de fome entre 2,5 milhões de afegãos. A iniciativa pretende combater o aumento do preço do trigo, que deve atingir moradores de áreas urbanas e rurais nos próximos meses.



Vitimas do Holocausto sao lembradas em todo o mundo





Amanhã (25) é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, como ficou conhecido o extermínio de milhões de judeus e outros grupos considerados indesejados pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos exterminados eram judeus, mas também havia militantes comunistas, homossexuais, ciganos, deficientes físicos e mentais, entre outros.
Para o diretor do Centro de Informações da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Giancarlo Summa, o holocausto foi um dos piores crimes de todos os tempos. “Cerca de 6 milhões de pessoas assassinadas pelos nazistas, da forma mais covarde. Foi uma barbárie absoluta”, disse, em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional.
Summa lembrou que a data foi instituída em 2005, pela Assembléia Geral da ONU, para marcar a libertação do “maior e pior” campo de extermínio dos nazistas, Auschwitz, na Polônia, ocorrida no dia 27 de janeiro de 1945. Neste ano, como o dia 27 de janeiro será domingo, a celebração foi antecipada no Brasil.




Amazonia: retomada do desmatamento ja era esperado, diz Greenpeace


A retomada do desmatamento na Amazônia anunciada ontem mostra fragilidades estruturais que sempre estiveram presentes, mas que foram mascaradas por três anos sucessivos de quedas no desmatamento e baixos preços de commodities agrícolas. afirma o Greenpeace.
São Paulo, 24 de janeiro de 2008 – Não foi por falta de aviso. Após três anos em queda, a taxa de desmatamento da Amazônia voltou a crescer no segundo semestre de 2007, como alertava o Greenpeace.
A retomada da destruição da floresta está ligada ao aumento dos preços internacionais de soja, milho e carne e à falta de adoção de medidas estruturantes para neutralizar a expansão da fronteira agrícola sobre a Amazônia, previstas no Plano Nacional de Controle e Combate ao Desmatamento do governo Lula. Em vez disso, medidas adotadas pelo próprio governo – como a descentralização da fiscalização sem que estados estivessem aparelhados para tal e a ampliação de assentamentos em áreas de florestas – ajudaram atiçar uma fogueira acesa pela pressão econômica.
Os dados divulgados ontem pelo Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real, do INPE, mostram o desmatamento de uma área de 3.235 km2 de floresta amazônica entre agosto e dezembro de 2007. O Deter é um sistema ágil, porém impreciso, que não foi concebido para medir área desmatada, mas para alertar o governo a agir. Ele identifica aproximadamente 40% do desmatamento real. Uma projeção usando os dados do Deter mostra que pelo menos 7 mil km2 de floresta foram destruídos no segundo semestre de 2007. O segundo semestre, principalmente na época de chuvas na Amazônia, normalmente é um período de menor desmatamento.
“A área de 7000 km já desmatada será somada ao que será desmatado no primeiro semestre de 2008 para compor o número final do desmatamento 2007-2008. Se o governo não agir de forma dura e imediata, a próxima taxa de desmatamento anual será um desastre”, diz Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace.
Os números mensais de desmatamento estavam aumentando desde maio, empurrados pelo aumento nos preços das commodities agrícolas. “O governo poderia ter agido antes, quando os números estavam em baixa e a pressão sobre a floresta era menor. Agora, fica tudo mais difícil, principalmente porque 2008 é ano eleitoral, quando cai o apetite das autoridades em fiscalizar e punir”, completa.
A taxa de desmatamento da Amazônia, que vinha seguindo uma curva descendente desde 2005, tende a sair do controle se o governo não agir rápido”, disse Adario. Apesar dos esforços do governo em aumentar a governança na Amazônia, grande parte da redução do desmatamento esteve relacionada à baixa dos commodities agrícolas nos anos anteriores. Desde o ano passado, o aumento do consumo de soja na China e do cultivo de milho para a produção de biocombustíveis nos EUA levou a uma redução da área destinada ao cultivo de soja, elevando o preço do produto. “O desmatamento da Amazônia representa 70% das emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. O governo se comprometeu em Bali junto à comunidade internacional de adotar medidas concretas e monitoráveis para controlar o desmatamento. Está mais do que na hora de agir de forma consistente”, disse Adario.“Para resolver o problema, o Greenpeace exige que o governo atue prioritariamente nos municípios em que as taxas de destruição são elevadas e aplique duras punições a fazendeiros que desmataram ilegalmente, punindo também as empresas e comercializadoras de grãos e carnes que negociarem produtos provenientes de áreas recém desmatadas. É vital também que o governo implemente de forma adequada seu próprio plano de combate ao desmatamento e se comprometa em reduzir a zero o desmatamento até 2015, conforme proposto por várias ONGs, entre elas o Greenpeace”, completa Adario.
Para a WWF-Brasil, avanço do desmatamento se deve a grilagem e roubo de terras
O coordenador de Áreas Protegidas da organização não-governamental WWF-Brasil, Cláudio Maretti, afirmou hoje (24) que o avanço do desmatamento na Amazônia é fruto da grilagem (posse de terras mediante falsas escrituras de propriedade), do roubo de terras. “Temos certeza de que ainda é, como sempre foi. Esse roubo de terras vem de um processo muito longo, mas basicamente é no objetivo de conquistar terras públicas que os grileiros desmatam, de forma a demonstrar a ocupação dessa terra”, afirmou Maretti, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.
Dados divulgados ontem (23) pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam desmatamento de uma área de mais de 3 mil quilômetros quadrados entre agosto e dezembro de 2007 na Amazônia.Segundo Maretti, a prática da grilagem na Amazônia é motivada por dois fatores, ambos ligadas à especulação de terras.
A primeira é o desenvolvimento do agronegócio, sem uma política adequada de prevenção dos impactos indiretos. Maretti citou o crescimento de áreas destinadas ao plantio de soja e de milho e à pastagem de gado de corte. “Ainda que essas atividades não causem impactos diretos e não sejam ilegais, o que é duvidoso, promovem o preço da terra. Como não há controle, essas atividades promovem uma seqüência de expulsão de proprietários, grileiros e posseiros que vão buscar novas terras [mais] para dentro da floresta.”
Outro fator é ligado ao anúncio da construção das barragens hidrelétricas do Rio Madeira. “Haja vista o crescimento substancial no desmatamento naquela área, mesmo antes do anúncio oficial e que se mantém agora”, disse Maretti. O ambientalista lembrou que os impactos indiretos com a construção das barragens são os mesmos verificados na época da construção da BR-163, que liga Cuiabá, em Mato Grosso, a Santarém, no Pará.“Desde o anúncio de uma obra governamental, já se pode observar a ação de especuladores, que normalmente, por meio da grilagem, passam ocupar essas áreas e promovem o desmatamento, o roubo das terras, a ocupação ilegal e, não raro também, crimes sociais, como o trabalho escravo e a violência rural para ocupar espaços quando esse falso desenvolvimento chegar.”
Para estancar a devastação da Amazônia, Maretti sugere a criação de novas unidades de conservação, que, segundo ele, "desestimulam a especulação imobiliária, porque nelas se supõe o domínio público a longo prazo”. Ele disse que há um conjunto grande de novas propostas de unidades de conservação que já passou por processos nos governos estaduais, no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou no Instituto Chico Mendes, e também aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente, mas que emperram nos pareceres do Ministério de Minas Energia e na Casa Civil. “Normalmente os processos nunca chegam para assinatura do presidente”, afirmou Maretti. De acordo com ele, é importante uma nova política florestal que incentive a criação de florestas estaduais, estudos dessas áreas e a implantação de planos de gestão e de manejo. “E em abertura de concessões de aproveitamento, como foi feito na Floresta Nacional de Jamari, em Rondônia”, acrescentou. A dificuldade para o incremento na criação de florestas estaduais é a lentidão nos procedimentos legais necessários. “Os órgãos públicos não têm capacidade suficiente, sobretudo os estados não têm gente, não têm competência para fazer essa gestão”, afirmou.

Tuesday, January 22, 2008




Proibida venda de bebidas alcoólicas em estradas federais


Comerciantes devem se adequar a nova lei ate o dia 31 de janeiro


Objetivo é diminuir numero de acidentes nas rodovias
A partir do dia 1º de fevereiro fica proibida a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. O comerciante que descumprir a determinação pagará multa no valor de R$ 1,5 mil. No caso de reincidência o valor da multa será dobrado e o acesso ao estabelecimento pela rodovia suspenso por um período de dois anos.
Os comerciantes têm até o dia 31 de janeiro para se adequar à nova legislação. A fiscalização caberá à Polícia Rodoviária Federal (PRF).A determinação está em medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem (21), que ainda será publicada no Diário Oficial da União.A PRF reforçará a fiscalização nas estradas já na Operação Carnaval, que será lançada no dia 31 de janeiro. As informações são do Ministério da Justiça.
O presidente Lula também assinou um projeto de lei que revê a classificação de bebida alcoólica. Atualmente é considerada bebida alcoólica aquela que tem teor alcoólico superior a 13 graus Gay-Lussac (GL). O projeto revê esse valor que passa a ser de 0,5 grau Gay-Lussac. O projeto segue para discussão no Congresso já que se trata de tema polêmico que poderá trazer alterações para a indústria e também para a publicidade do produto.

melhoramos, mas falta muito para ficar bom...

Mortalidade infantil: Brasil melhora 27 posiçoes em ranking, diz UNICEF

O Brasil melhorou 27 posições no ranking da taxa de mortalidade na infância (menores de 5 anos), segundo o relatório Situação Mundial da Infância 2008 – Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira, 22 de janeiro, pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O relatório avalia a situação geral da primeira infância (crianças de até 6 anos de idade) em 194 países.
O Brasil é um dos 60 países selecionados para a contagem regressiva para 2015 – quando se pretende atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio –, como prioritários no combate à mortalidade na infância. Apesar de a taxa de mortalidade de menores de 5 anos estar bem abaixo da média mundial (que é de 72 mortes para cada mil nascidos vivos), o País entrou nesse grupo devido ao número absoluto de óbitos. De acordo com o relatório, em 2006, 74 mil crianças morreram no Brasil antes do quinto aniversário.



Falta apagar as manchas de sangue...




Bandeira iraquiana muda para apagar símbolos da era Saddam
Bandeira iraquiana vai mudar

O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira uma lei sobre uma nova bandeira nacional sem uma inscrição manuscrita do ex-ditador Saddam Hussein, nem as três estrelas que simbolizavam o seu partido hegemônico, o Baath.
A nova lei foi adotada por 110 votos a favor e 50 contra.
O novo texto substitui a inscrição "Ala Akbar" (Deus é grande), escrita em verde por Saddam Hussein na faixa central branca da bandeira, pelo mesmo texto sagrado, mas inscrito em estilo cúfico, uma forma de escritura árabe antiga.
As três estrelas que simbolizam o Partido Baath no poder durante o regime de Saddam, e que também adornavam a faixa central da bandeira, foram retiradas.
A nova lei será aplicada durante um ano, após o qual poderá ser revisada, segundo fontes oficiais.
O regime de Saddam Hussein foi derrubado durante a invasão do Iraque em 2003. O ex-presidente foi executado no dia 30 de dezembro de 2006 por crimes contra a humanidade.

Thursday, January 17, 2008



Itaipu


Tratado internacional será revisto, diz Lino Oviedo




O ex-general do Paraguai, Lino Oviedo, se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira para se apresentar como candidato à presidência do País vizinho nas eleições do próximo dia 20 de abril. No encontro, Oviedo disse ter reforçado a necessidade de integração regional e do fortalecimento do Mercosul. Ele disse que durante a reunião não discutiu com Lula a necessidade de revisão no tratado internacional que regula o preço da energia gerada pela usida hidrelétrica de Itaipu.
Oviedo disse que o tratado será analisado por sua equipe técnica e que "se for necessário algum ajuste" isso será negociado com o Itamaraty. "A briga não nos ajuda em nada", afirmou. "O governo brasileiro e o povo brasileiro não se negarão a conversar se houver alguma injustiça no tratado de Itaipu. Mas eu não posso indicar injustiças nesse momento, até porque não conheço o tratado em detalhes", disse.
Segundo ele, assim como as constituições dos países estão sujeitas a mudanças os tratados internacionais também estão. Porém, o candidato foi muito cauteloso nas declarações para não passar a impressão de que tentará mudanças no tratado assim que for eleito. As mudanças ocorreriam para aumentar o valor do preço cobrado pela energia gerada na usina, o que aumentaria a receita paraguaia no empreendimento.
As mudanças no tratado já foram pedidas pelo atual governo paraguaio, mas o governo brasileiro não se mostrou interessado em fazer uma revisão fora do tempo previsto pelos países (Brasil, Paraguai e Argentina) que compõem o consórcio.

FULIGEM

Campanha mundial defende ambientes livres de fumaça de cigarro





Vários países, e centenas de jurisdições subnacionais e locais publicos implementaram com êxito, leis exigindo que praticamente qualquer local de trabalho e local público fechado seja 100% livre de tabaco. Essas jurisdições presenciaram grandes e imediatos benefícios à saúde, mostrando que ALT são viáveis e realistas em diversos contextos.
Em março de 2004, a Irlanda tornou-se a primeira nação no mundo a criar e beneficiar-se de locais de trabalho e locais públicos fechados livres da fumaça do tabaco, incluindo restaurantes, bares e pubs . No período de três meses depois, a legislação de proibição ao fumo da Noruega entrou em vigor. Desde então, seu exemplo foi seguido por outros países, como a Nova Zelândia, Itália e Uruguai, e por territórios e muitas outras cidades e comunidades no mundo inteiro.
Grande parte do Canadá e dos Estados Unidos (EUA) tornou-se livre da fumaça do tabaco por meio de legislação provincial ou estadual. Agora, 80% dos canadenses e 50% dos residentes nos EUA vivem em jurisdições livres da fumaça do tabaco, o que inclui bares e restaurantes. Uma situação semelhante é esperada na Austrália, onde quase todos os habitantes se beneficiarão de locais públicos fechados completamente livres da fumaça do tabaco a partir de outubro de 2007.
Outros países, como Espanha, Guiné e Ilhas Maurício também adotaram importantes medidas legislativas proibindo fumar nos locais de trabalho, de modo a proteger a saúde de todos os empregados. Outros exemplos incluem Niger e Uganda que estão fortalecendo a implementação da legislação existente para proteger a saúde e ajudar a conscientizar mais a população quanto aos perigos da exposição à fumaça da corrente secundária.
inclusive a Inglaterra e a Lituânia, criarão ou ampliarão a legislação em 2007 para tornar todos os locais públicos e locais de trabalho fechados (incluindo bares, cafés, pubs e restaurantes) 100% livres da fumaça do tabaco. As já progressistas políticas de proibição ao fumo de Cingapura serão ampliadas para incluir salões de karaokê e boates com ar-condicionado.
No âmbito da cidade, os cidadãos da RAE de Hong Cong agora se beneficiam de locais de trabalho e locais públicos fechados livres da fumaça do tabaco, incluindo creches, escolas, hospitais, locais de detenção, abrigos e reformatórios e todas as áreas fechadas de restaurantes, estabelecimentos de karaokê , asilos e centros de tratamento.
Os relatórios de avaliação regularmente divulgados pela Irlanda, Nova Zelândia, Noruega e outros locais, indicam que leis abrangentes de proibição ao fumo melhoram a saúde, reduzem o consumo do tabaco, são populares tanto com não fumantes quanto com fumantes, e não têm qualquer impacto econômico negativo sobre o setor de hospitalidade.
Os benefícios de locais livres da fumaça do tabaco são inegáveis, e sua implantação está aumentando de forma importante. Os profissionais de saúde pública, organizações não-governamentais e outros representantes da sociedade civil, formuladores de políticas, membros do governo e o público em geral estão se posicionando para assegurar que os trabalhadores e o público estejam protegidos da exposição à fumaça da corrente secundária, ao criar e beneficiar-se de ambientes 100% livres da fumaça do tabaco.

Wednesday, January 16, 2008

Menos quantidade e mais qualidade
MEC determina redução de 7 mil vagas em cursos de direito de universidades privadas


Instituições de ensino superior particulares terão de reduzir o número de vagas para os cursos de direito. A determinação deverá ser cumprida, inicialmente, por 29 universidades, espalhadas por todas as regiões do país, que assinaram termos de compromisso com o Ministério da Educação (MEC) para a melhoria dos cursos de direito. A estimativa do ministério é de redução aproximada de 7 mil vagas, nos próximos 12 meses. A informação foi antecipada ontem(16) à Agência Brasil pelo secretário de Ensino Superior, Ronaldo Mota. Hoje (17), o ministério divulgará a relação dessas instituições.
Segundo Mota, os protocolos assinados contêm medidas específicas para cada instituição. Os cursos que vão passar por adequações apresentaram conceito abaixo de 3 (em uma escala que vai até 5) no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e baixo desempenho no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
No total, 80 instituições se enquadram nesta situação. A intenção do MEC é anunciar, até meados de abril, medidas para todo o conjunto de cursos carentes de aperfeiçoamento, após concluídas visitas feitas por um grupo de especialistas.
A comissão, designada por portaria e composta por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação Brasileira de Ensino de Direito (Abed), trabalhou na definição do termo de compromisso.
A diminuição global do número de vagas ofertadas é definida pelo secretário como necessária para adequar a capacidade acadêmica da instituição a um número apropriado de estudantes recebidos a cada ano.
“Isso não deve ser interpretado somente como punição. Recebendo um número mais adequado de alunos, a contribuição das instituições na formação poderá ser melhor”, argumentou Mota.
Outras exigências do ministério são uma mudança no perfil do corpo docente, com a contratação de mais mestres, doutores e professores em tempo integral; melhorias no núcleo de prática jurídica; reorganização das turmas; revisão do projeto pedagógico e melhoria do acervo bibliográfico, com aquisição de novos títulos.
Ao serem reavaliados após 12 meses, os cursos que não cumprirem os compromissos firmados estarão sujeitos a um processo administrativo, que pode resultar no fechamento. As instituições que se negarem a assinar o termo de ajuste até abril, podem sofrer a mesma punição. ( Fonte: Agencia Brasil)
Nao faltava mais nada...
Mais do que preocupante os casos de febre amarela no Brasil. Sete mortes registradas em menos de quinze dias neste mes de janeiro. A Fiocruz suspendeu as exportaçoes das vacinas. Retrocesso? Descaso? Com a palavra, o Ministério da Saude...
Esta é para os brazucas que estao arrumando as malas ou ja voaram do Brasil:
Ministério do Trabalho e Emprego lança Cartilha “Brasileiros e Brasileiras no Exterior: Informações Úteis” com o apoio da OIT
O Ministério do Trabalho e Emprego, lançou na terça-feira (15) a cartilha “Brasileiros e Brasileiras no Exterior: Informações Úteis”. A publicação pretende suprir com informações relevantes direitos e deveres, os brasileiros que emigrarem para outros países. O lançamento da cartilha, que tem apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorreu em solenidade no MTE, com a presença do ministro Carlos Lupi.
A representante da OIT na cerimônia, Maria Beatriz Cunha, lembrou que a OIT apóia a cartilha por enxergar que ela tem um grande papel junto aos migrantes brasileiros quanto à conscientização de seus direitos. Entre os migrantes, se destacam homens e mulheres trabalhadores que muitas vezes buscam melhor oportunidades em novos espaços. “Nesse sentido, o conceito de trabalho decente que a OIT e o Governo brasileiro defendem está no coração do tema dos trabalhadores migrantes. Trabalhadores e trabalhadoras podem migrar para melhorar sua qualidade de vida à medida que enfrentam um défict de Trabalho Decente em seus domicílios”, destacou a representante da OIT.
A publicação "Brasileiras e Brasileiros no Exterior, Informações Úteis" tem tiragem inicial de 100 mil exemplares e presta um serviço de esclarecimento de deveres, direitos e riscos dos brasileiros ao emigrarem para outros países. "Estima-se que hoje existam quatro milhões de brasileiros vivendo no exterior. Somos um país de emigração e isso revela a necessidade de termos instituições preparadas para lidar com esse fenômeno", afirmou o coordenador geral de Imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida. A partir de hoje, a cartilha está sendo distribuida - gratuitamente - no aeroporto de Brasília e, já na semana que vem, começa a ser entregue a embaixadas, consulados postos da Polícia Federal e associações de todo o país.
As informações devem ajudar o brasileiro a não passar qualquer tipo de dificuldade fora do país. "Não posso afirmar que essa iniciativa vai diminuir o número de deportações de brasileiros. Mas acho que o que diminui a emigração é a abertura de novas oportunidades de emprego no Brasil. O país está com forte demanda interna e gerando números recordes de emprego", destacou o ministro Carlos Lupi.